IMI Tavor TAR-21

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
IMI Tavor TAR-21
Tavor-latrun-exhibition-1.jpg
Tipo Espingarda de assalto
Local de origem  Israel
História operacional
Em serviço 2000 - até hoje
Histórico de produção
Data de criação 1991
Fabricante Israeli Military Industries (IMI)
Variantes Standard, micro, comando, atirador
Especificações
Peso 2,800 kg (descarregada)
3,653 kg (carregada e com vistas ópticas)
Calibre 5,56 x 45 mm NATO
Cadência de tiro 750—900 balas/min
Alcance efetivo 500m

A TAR-21 é um fuzil de assalto israelense moderno. Tendo o nome "TAR-21" o significado de "Espingarda de assalto Tavor - Século XXI" (Inglês: Tavor Assault Rifle - 21st Century). O modelo avançado Tavor 2 da TAR-21 foi seleccionado como a futura espingarda de assalto para as forças de defesa israelitas e nos próximos anos será adoptada como a arma de infantaria padrão.

Design[editar | editar código-fonte]

O TAR-21 utiliza um design bullpup, como aquele utilizado no fuzil de assalto francês FAMAS, britânica SA-80 e austríaca Steyr AUG. Os fuzis de conceito bullpup estão configurados num design em que todo o sistema de alimentação da arma se situa no interior da coronha, atrás do gatilho; um design que torna a arma mais curta. A TAR-21 possui pontos de ejeção em ambos os lados da espingarda de modo a ser facilmente reconfigurada para atiradores que utilizem tanto a mão direita como a esquerda.

O desenvolvimento do Tavor, que está substituindo os já envelhecidos M16A1, CAR-15, IMI Galil e os M4 mais novos, mas com deficiências em operar no deserto, começou em 1991 na IMI - Israel Military Industries em cooperação com as IDF designado TAR -21 (Tavor Assault Rifle, para o século XXI). Ele foi divulgado em 1998 quando anunciou-se sua adoção pelas IDF, ele foi testado durante 1999-2002.

Logo no início ele mostrou ter alguns problemas, mas agora que seu uso é generalizado na IDF e muitos desses defeitos foram sanados. Ele também é utilizado pelas forças de operações especiais da Índia e da Geórgia.

O design do TAR-21 é baseado numa engenharia humana avançada ergonômica e em materiais compostos de modo a produzir um fuzil mais confortável e leve. O TAR-21 é à prova de água e mais leve que uma carabina M4. Inclui também uma mira integrada composta por Ponto Vermelho que pode também ser montada com outras vistas, sistemas de visão noturna e outros aparelhos eletrônicos.

O Tar utiliza um pistão de gases tradicional fixado no transportador do ferrolho, trancamento do ferrolho é feito por rotação. O cilindro de gases está localizado acima do cano e é totalmente vedado. A cabeça de trancamento é semelhante ao do M16 com 7 ressaltos de trancamento, com mais um alocado no extrator. A ejeção dos cartuchos deflagrados é pode ser feita tanto pelo lado esquerdo como pelo direito, para utilizar essa função é necessário montar a cabeça de trancamento com o ejetor para o lado que se quer que os cartuchos sejam ejetados, mas para fazê-lo é necessário que a arma esteja semi-desmontada. O transportador do ferrolho tem uma haste guia para o regresso, com a mola de recuperação está localizada acima dele dentro do pistão. A alavanca de manejo fica na parte frontal da arma ela não retrocede junto com o ferrolho quando a arma é disparada e ela pode ser montada para ambos os lados, para facilitar a operação por atiradores canhotos, também por esse motivo ele possui um seletor de tiro ambidestro.

De forma geral, o TAR-21 é um grande representante da geração atual de fuzis de assalto, que compartilham todas as modernas características como, o formato bullpup, caixa da culatra em polímero, mira óptica red dot para rápida visualização, designe modular com varias configurações que vão de uma com o cano curtíssimo, similar a uma submetralhadora a um com cano longo para snipers. Até agora ele não viu muita ação real, e é difícil avaliar se é realmente um sucesso, e só o tempo irá mostrar isso.

A IMI também desenvolveu uma versão civil só que limitada a fogo semi-automático que assim como o micro Tavor que já foi exportado para o Canadá e diversos países da Europa.

Variantes[editar | editar código-fonte]

O Tavor é operado a gás, com seletor de fogo, alimentado por carregador com formato no design bullpup, Ele está disponível em varias configurações quem tem por diferença o comprimento do cano e alguns acessórios. O Tavor de configuração básica possui um cano com 460mm (18,1pol). A versão compacta denominada CTAR-21, possui um cano com 380mm (15pol), à ainda a versão micro com cano de 330mm (13pol) denominado MTAR-21, esse último possui um protetor do gatilho diferente bem como um guarda-mato que facilita a empunhadura da arma com cano menor ele também pode ser convertido para disparar munições de pistola 9x19mm com apenas o uso de um kit de conversão que possui um cano novo, um ferrolho e um receptor para o carregador da nova munição.

A TAR-21 tem também várias semelhanças com a SAR-21, o qual é devido às relações entre as industrias de defesa de Israel e da Singapura.

Micro Tavor[editar | editar código-fonte]

A MTAR-21 foi especialmente desenhada para unidades de forças especiais, tal como condutores e tripulações de carros de combate. A MTAR-21 é a arma mais curta de calibre 5,56 mm no mercado, com um comprimento de apenas 60cm. Com a utilização de simples kits de conversão, a MTAR-21 pode ser convertida para uma pistola-metralhadora de 9mm. Um silenciador pode também ser adicionado à arma sem aumentar o seu comprimento.

Serviço[editar | editar código-fonte]

A TAR-21 foi distribuída por tropas da Brigada Givati durante a Operação Escudo Defensivo, recebendo revisões bastantes favoráveis. Visto por alguns como um design futurista, o conceito bullpup existe na verdade desde os anos 40 quando o Reino Unido desenvolveu as espingardas de assalto EM-1 e EM-2. Os resultados iniciais da Tavor têm sido favoráveis - a TAR-21 é significativamente mais exacta e de confiança que a M4 segundo testes de campo - mas as batalhas provaram que que actual Colt M16 ao serviço de Israel e as suas variantes continuarão em serviço durante mais alguns anos; devido na maior parte ao seu preço por unidade que é um terço do da Tavor.

Devido ao grande número de espingardas M16 e M16A2 no inventário das forças armadas israelitas, deverá demorar cerca 4-5 anos até que a Tavor torne-se a espingarda standard de todos os soldados israelitas. Contudo a arma já está a ser utilizada por muitas forças especiais; tendo sido inclusive encomendada pela Índia e Geórgia para as suas forças especiais em quantidades significativas.

Desde 2009, a Taurus, fabricante brasileira de armas e munições, com sede no Rio Grande do Sul, tem licença para fabricação do TAR-21. A intenção é produzir e vender o fuzil para uso das polícias militares estaduais e exército brasileiro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]