ITER

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ITER:
representação artística do setor toroidal

International Thermonuclear Experimental Reactor - (ITER)[1] é um projeto de reator experimental a fusão nuclear baseado na tecnologia do Tokamak.

ITER faz parte dos aparelhos de pesquisa fundamental no Reino Unido, nos EUA, na França e na Suíça [2] , e seus promotores estimam que progressos são feitos em direção do seu objetivo [3] .

O projeto é uma cooperação internacional envolvendo a China, União Europeia (representada pela Euratom), Índia, Japão, Coréia do Sul, Rússia e Estados Unidos da América, sob os patrocínios da IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica). Recentemente os Estados Unidos da América deixaram o projeto.

O ITER consiste em uma usina de fusão nuclear, que usa o hidrogênio operando a 100 milhões °C para produzir 500 MW de energia, através do processo de fusão nuclear. Dessa maneira, em condições laboratoriais, são reproduzidas as reações de fusão nuclear que ocorrem no interior das estrelas, como o nosso Sol, em um processo denominado nucleossíntese estelar, o que o faz ser uma das tecnologias do futuro para geração de energia elétrica renovável, limpa e barata.

Diante dos atuais reatores nucleares baseados na fissão, os reatores termonucleares são absolutamente seguros, pois em caso de uma avaria, como a que ocorreu em Chernobil, a reação termonuclear é suspensa em milésimos de segundo. Ao contrário das atuais centrais nucleares, os reatores termonucleares não produzem resíduos radioativos nocivos, apenas liberam hélio, um gás inerte e inofensivo.

O local já está em construção, localizado em Cadarache (Bouches-du-Rhône, França) e deverá ter sua primeira operação no ano de 2016. Há mais de três anos o avanço do projeto ITER estava parado porque os seis países e organizações que o promovem não conseguiam chegar a um acordo sobre o lugar de sua construção. União Européia, China e Rússia apoiavam a construção do reator na França, enquanto Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão apostavam na cidade japonesa de Rokkasho Mura, ao norte do arquipélago. Rosatom, a agência russa para a energia atômica, explicou que o país onde será construído o reator deve assumir 50% das despesas de construção e exploração, enquanto os demais participantes aportam, cada um, 10% do custo do projeto, avaliado em US$ 13 bilhões.

As partes envolvidas também concordaram em iniciar a redação de um projeto de acordo internacional sobre a execução do projeto que será assinado "no prazo mais curto possível", disse à imprensa Alexandr Rumiántsev, diretor da Rosatom.

"O acordo multinacional será assinado no final do ano e o reator termonuclear estará pronto em 2014", declarou Raymond Orbach[carece de fontes?], secretário de Energia dos Estados Unidos, que preside a delegação de seu país nas conversações.

Criado sob o amparo da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o projeto ITER é o programa de cooperação científica internacional mais importante após a Estação Espacial Internacional (ISS).

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Note que, em latim, iter significa o caminho.
  2. Centre de recherches en physique des plasmas (em inglês)
  3. Bilan énergétique et critère de Lawson (em francês)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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