I Walked with a Zombie

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I Walked with a Zombie
A morta-viva (BR)
 Estados Unidos
1943 • pb • 69 min 
Direção Jacques Tourneur
Roteiro Inez Wallace (história)
Curt Siodmak
Ardel Wray
Elenco James Ellison,
Frances Dee,
Tom Conway
Género Horror
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

I Walked with a Zombie (br.: A morta-viva) é um filme estadunidense de 1943 do gênero "Horror" dirigido por Jacques Tourneur. Foi o segundo filme do gênero do produtor Val Lewton para a RKO Pictures; o primeiro foi o bem-sucedido Cat People de 1942, também dirigido por Tourneur. O filme foi editado por Mark Robson, que mais tarde dirigiria The Seventh Victim e The Ghost Ship para o mesmo produtor.

Em 2007, Stylus Magazine o escolheu como o quinto melhor filme de zumbis de todos os tempos.[1]

Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Tom Conway...Paul Holland: Conway apareceu em Cat People e The Seventh Victim do mesmo diretor e em ambos como o personagem do Dr. Louis Judd. Em I Walked with a Zombie, Conway interpreta o estóico Paul Holland, que busca recuperar sua esposa Jessica Holland do estado de catatonia em que se encontra.
  • Frances Dee...Betsy Connell: A atriz Anna Lee era quem iria interpretar a personagem da enfermeira Betsy Connell, mas Frances Dee foi quem assumiu o papel enquanto Lee trabalharia na produção de Lewton chamada Bedlam. Betsy tem bom coração e sai de Ottawa no Canadá e viaja para as Antilhas, para cuidar de Jessica Holland.
  • James Ellison...Wesley Rand: É o irmão alcoólico de Paul Holland. Rand era apaixonado pela esposa do irmão e o culpa pela doença dela.
  • Edith Barrett...Senhora Rand: É a mãe de Paul e Wesley. Barrett interpretrou a Senhora Fairfax em Jane Eyre (1944) — uma das obras que influenciaram o roteiro de I Walked With a Zombie. Ela apareceria também em The Ghost Ship (1943), outra produção de Lewton. Na época das filmagens, Barrett era casada com Vincent Price e tinha 36 anos mas sua personagem era bem mais velha.
  • Christine Gordon...Jessica Holland: É a esposa catatônica de Paul Holland.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Betsy Connell é uma enfermeira canadense que narra a história do filme. Ela foi contratada para cuidar de Jessica Holland, esposa de Paul Holland, proprietário de um engenho de açúcar na ilha caribenha de São Sebastião. A população do lugar é majoritariamente formada de descendentes de escravos africanos. Os poucos brancos são médicos e policiais. Betsy vai até Forte Holland, e conhece o meio-irmão de Paul, Wesley Rand. Durante a noite ela ouve uma mulher chorando e ao sair do quarto ela encontra Jessica Holland, que caminha pela torre da casa como um fantasma em uma camisola branca. Ela se assusta e acha que a mulher sofre de alguma enfermidade mental.

O choro era de Alma (Theresa Harris), uma servente descendente de africanos que acabara de ter um bebê. Paul explica que os nativos tinham o costume de chorarem quando um bebê nascia e festejarem nos velórios, lembrando de quando eram escravos e levavam uma vida de sofrimentos.

Na manhã seguinte Betsy conversa com o médico de Jessica, Dr. Maxwell (James Bell), que explica que a doença de Jessica foi causada por uma intensa febre tropical que destruiu parte de sua medula.

Em seu dia de folga, Betsy vai a cidade e se encontra com Wesley Rand. Ela ouve uma canção de Calipso (tocada por Sir Lancelot) cuja letra fala do caso de Jessica e Wesley. Quando Weslei adormece bêbado, a mãe dele, Senhora Rand, aparece e ajuda a levá-lo para casa. O cantor continuara a canção cujos versos que pareciam ser improvisados diziam:

"Her eyes are empty and she cannot talk,
And a nurse has come to make her walk.
The brothers are lonely and the nurse is young
And now you must see that my song is sung."

(tradução aproximada)

"Os olhos dela são vazios e ela não pode falar,
e a enfermeira veio ajudá-la a andar.
Os irmãos estão solitários e a enfermeira é jovem
e agora você sabe sobre o que minha canção fala."

Durante o jantar, os irmãos e Betsy ouvem os tambores de um ritual vodu. Betsy sugere ao médico tentar um choque de insulina em Jessica, mas isso não causa efeito. Então ela resolve levar a sua paciente até o houmfort, o lugar onde os nativos assistem ao vodu, pois Alma lhe dissera que uma mulher que tinha uma condição similar a de Jessica, conseguira ser curada pelos deuses dos nativos.

Produção[editar | editar código-fonte]

Além de Jane Eyre, o filme se baseou também em um artigo escrito por Inez Wallace na American Weekly Magazine.[2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]