Iansã

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Iansã
Escultura representando Iansã no Parque da Catacumba, no Rio de Janeiro

deusa dos ventos e das tempestades
instrumentos espada e eruexim (insígnia feita com rabo de cavalo)[1]
irmã Oxum[2]
cônjuges Oxaguian, Ogum, Xangô
sincretismo Santa Bárbara

Iansã uma orixa feminina, deusa de raios e de trovoes, dona da espada de fogo, rainha do rio Níger, guerreira, vencedora de batalhas e demandas, sincretizada com Santa Barbara e seu dia de devoção é 4 de dezembro.[editar | editar código-fonte]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Iansã" é um termo procedente da língua iorubá.[3]

Mitologia[editar | editar código-fonte]

Oyá, a deusa do Rio Níger,[4] é representada com um alfange e uma cauda de animal nas mãos, e com um chifre de búfalo na cintura. Na mitologia iorubá, Xangô casou-se com três de suas irmãs, deusas de rios: Oyá, Oxum (deusa do rio Osun) e Obá (deusa do rio Obá).[4] Nas lendas provenientes do candomblé, Iansã foi mulher de Ogum e depois de Xangô, seu verdadeiro amor. Xangô roubou-a de Ogum.

O nome Iansã é um título que Oyá recebeu de Xangô. Esse título faz referência ao entardecer, Iansã pode ser traduzido como "a mãe do céu rosado" ou "a mãe do entardecer". Ao contrário do que muitos pensam, Iansã não quer dizer "a mãe dos nove". Xangô a chamava de Iansã pois dizia que Oyá era radiante como o entardecer ou como o céu rosado e é por isso que o rosa é sua cor por excelência.

Na liturgia da umbanda, Iansã é senhora dos eguns, os espíritos dos mortos, menos cultuados no candomblé. Na umbanda, a guia de Iansã é de cor laranja (coral) e, no candomblé, é vermelha. No candomblé, também é chamada de Oyá. Seu dia da semana é quarta-feira e sua saudação é Eparrei.

Mitologia iorubá[editar | editar código-fonte]

Iansã Era esposa de Ogun que chegava em casa constantemente sujo de ferrugem enquanto Xangô irmão de Ogun era sempre asseado e andava portando puseras e adornos, ao ver a bela Oyá se apaixonou e logo tratou de furta-la de Ogum, o que trouxe contenda, mas previamente resolvida com o voto de Iansã que optou por ser a esposa do galante Xangô.

*Dia: Quarta feira

*Cores: vermelho, rosa, laranja, branco e algumas vezes marrom

*Saudação: Eparrey

*Mês e data de comemoração: 4 de dezembro

* Planeta: Lua e Júpiter

*Elementos: fogo e ar

flores: girassol, rosa branca rosa vermelha, palmas etc.

Etnias:

Egunitá, Onira, Balé, Oya Biniká, Seno, Abomi, Gunán, Bagán, Kodun, Maganbelle, Yapopo, Onisoni, Bagbure, Tope, Filiaba, Semi, Sinsirá, Sire, Oya Funán, Fure, Guere, Toningbe, Fakarebo, De, Min, Lario, Adagangbará.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

Referências

  1. CARYBÉ. Mural dos orixás. Salvador. Banco da Bahia Investimentos. 1979. p. 81.
  2. CARYBÉ. Mural dos orixás. Salvador. Banco da Bahia Investimentos. 1979. p. 48.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 910.
  4. a b A. B. Ellis, Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa (1894), Chapter II, Chief Gods [em linha]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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