Ibiapina

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Município de Ibiapina
Igreja Matriz de Ibiapina

Igreja Matriz de Ibiapina
Bandeira de Ibiapina
Brasão de Ibiapina
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 23 de novembro
Fundação 1878
Gentílico ibiapinense
Prefeito(a) Marta Ângela Sobreira Vanderlei (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Ibiapina
Localização de Ibiapina no Ceará
Ibiapina está localizado em: Brasil
Ibiapina
Localização de Ibiapina no Brasil
03° 55' 22" S 40° 53' 20" O03° 55' 22" S 40° 53' 20" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Noroeste Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Ibiapaba IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Ubajara, São Benedito, Mucambo, Graça e Estado do Piauí
Distância até a capital 360 km
Características geográficas
Área 414,902 km² [2]
População 23 810 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 57,39 hab./km²
Altitude 878,42 m
Clima Tropical Subúmido, Tropical de altitude e Tropical Semiárido Brando
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,646 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 132 135,599 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 514,61 IBGE/2008[5]
Página oficial

Ibiapina é um município do estado do Ceará, no Brasil. Localiza-se na Serra da Ibiapaba. Sua população estimada em 2010 era de 23.810 habitantes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Ibiapina" vem do tupi e significa "terra pelada", através da junção dos termos yby ("terra") e apin ("rapado, pelado")[6] .

Sua denominação original era São Pedro, depois São Pedro da Baepina ou Baiapina, São Pedro de Ibiapina e, desde 1938, Ibiapina.

História[editar | editar código-fonte]

Antes da chegada dos colonizadores portugueses, no século XVII, o atual território de Ibiapina era habitado por nações indígenas Tupis (Tabajara, Tupinambá) e tapuias (cararijus).[7] [8] Existiam mais de setenta aldeias indígenas na região, sendo conhecidos os chefes tabajaras Irapuã ("Mel Redondo") e seu irmão, Jurupariaçu ("Demônio Grande").[9] É uma das regiões do Ceará no qual os indígenas já tinha contatos e negociavam com os franceses estabelecidos em São Luis do Maranhão antes da chegada dos portugueses.

Os portugueses chegaram a partir de 1603, com a expedição de Pero Coelho de Souza e tinham, como intuito, encontrar um caminho por terra para poder expulsar os franceses do Maranhão. Nessa expedição, também veio o jovem Martim Soares Moreno. Pero Coelho e suas tropas guerrearam com os nativos, vencendo-os e fechando um acordo de paz com os mesmos, porém, quando este e suas tropas avançaram na direção do Piauí, foram derrotados pelos indígenas e franceses.[9]

Em 1607, os padres Francisco Pinto e Luís Figueira chegaram à região, encontrando as aldeias dispersas, em conflito e amendrontadas com relação aos portugueses. Estes ficaram quatro meses na região e, depois do assassinato do padre Francisco Pinto, o padre Luiz Figueira fugiu da região.[9]

Em 1656, vieram os Jesuítas do Maranhão com a catequização ao longo da Grande Serra. Nesse período, formou-se o aldeamento a que se denominou Baepina.

Até 1741, pertenceu à Capitania do Piauí, quando, então, passou à jurisdição do Ceará. Até hoje, existe um litígio entre os dois estados sobre as divisas territoriais.[10]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Clima[editar | editar código-fonte]

Tropical úmido com pluviometria média de 1.684 mm [11] com chuvas concentradas de janeiro à junho.[12] O clima na região é ameno, diminuindo a temperatura entre junho-julho.

Hidrografia e Recursos Hídricos[editar | editar código-fonte]

As principais fontes de água são os rios Pejuaba e Jaburu; os riachos Jaburu, Levagem, Olho d'Água, das Palmeiras, Pejuaba, Pituba e São Domingos.

Relevo e Solo[editar | editar código-fonte]

Localizado no centro da Serra da Ibiapaba, a principal elevação enconta-se na localidade de Mata Fresca, que fica a 970 metros acima do nível do mar.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação da região faz parte da flora da Serra da Ibiapaba, que possui a caatinga como predominante, a floresta atlântica, a floresta subcaducifólia amazônica e o cerrado.

A fauna possui animais como o mocó, o macaco-prego, o mico-estrela, o tamanduá-mirim, a cotia e mais de 120 espécies de aves.

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

O município é dividido em quatro distritos: Ibiapina (sede), Alto Lindo, Betânia e Santo Antônio da Pindoba.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia é baseada na:

Ainda encontram-se indústrias, tais como de produtos alimentares, de bebida, de madeira, de produtos minerais não metálicos e de vestuário, calçados e artigos de tecidos de couro e peles.

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo é também uma das principais fontes de renda, devido as suas atrações naturais como a Cachoeira da Ladeira, o Buraco do Zeza, a Barragem dos Granjeiros, o Balneário Brisa do Ninga, a Bica Pinguruta, a Bica de Monte Belo, a bica da bigorna no sitio mardonio, a Cachoeira da Curimatã, a Cachoeira do Galo, a Bica do Frade, Mirantes e a Trilhas dos Aparatos.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Imagem da cidade de Ibiapina, às 7 horas da manhã.

Os principais eventos culturais são:

  • Festa de São Sebastião (20 de janeiro)
  • Festa de São josé (19 de Março)
  • Mês Mariano (maio)
  • Festa de Santo Antônio (13 de junho)
  • Festa de São Pedro - Padroeiro (29 de junho)
  • Semana da Pátria (setembro)
  • Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (15 de agosto)
  • Festa de São Francisco (4 de outubro)
  • Dia do Município (23 de novembro)
  • Festa de Santa Luzia (13 de dezembro)

Esporte[editar | editar código-fonte]

Estádio da cidade: Carvalhão.[13]

Meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

  • Rádio Compasso 98.7 Mhz (FM).

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 323
  7. Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ott
  8. Aragão, R. B, Indios do Ceará e Topônimios indígenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
  9. a b c http://www.institutodoceara.org.br/Rev-apresentacao/RevPorAno/1903/1903-RelacaodoMaranhao1608.pdf
  10. Zona de Litígio entre Ceará e Piauí. Colégio Militar de Porto Alegre (27 de fevereiro de 2008). Página visitada em 24 de janeiro de 2009.
  11. Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
  12. Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.
  13. Foto do Estádio. Página acessada em 13/11/2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

João Ximenes de Melo