Icterícia neonatal

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A icterícia neonatal é uma manifestação (síndrome) que pode ser fisiológica ou decorrente de patologia que ocorre em recém-nascidos em consequência do aumento de bilirrubina indireta (hiperbilirrubinemia) na corrente sanguínea, sendo sua manifestação clínica a icterícia, isto é, a pele e as mucosas tornam-se amareladas.

Ocorre em cerca de 50% dos recém-nascidos a termo e em 70% dos recém-nascidos pré-termo (prematuros).

Causas da icterícia[editar | editar código-fonte]

Em geral a bilirrubina indireta está firmemente ligada à albumina mas pode separar-se dela e circular livremente no sangue, tornando-se então perigosa, principalmente quando atinge níveis acima de 5 mg%, por ser neurotóxica. A bilirrubina livre difunde-se para o interior das células, intoxicando-as e causando sua morte.

Tabela de Kramer[editar | editar código-fonte]

A icterícia é quantificada considerando-se a sua progressão craniocaudal, isto é, a progressão da icterícia da cabeça para a região inferior do corpo (pernas e pés).

A tabela elaborada por Kramer relaciona os níveis de bilirrubina indireta (BI) com a zona dérmica de icterícia:

  • Zona 1 (cabeça) : BI = 6 mg%
  • Zona 2 (zona 1 + tórax) : BI = 9 mg%
  • Zona 3 (zona 2 + abdômen e coxas) : BI = 12 mg%
  • Zona 4 (zona 3 + braços e pernas) : BI = 15 mg%
  • Zona 5 (zona 4 + mãos e pés) : BI = 16 mg%

Fatores de risco de Neurotoxidade[editar | editar código-fonte]

Alguns fatores colaboram para exacerbar o potencial neurotóxico da bilirrubina indireta:

Quando atinge níveis muito altos e não é tratada, a icterícia pode causar a síndrome neurológica conhecida como kernicterus.

Como distinguir o kernicterus?[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • MURAHOVSCHI, JAYME Pediatria Diagnótico + Tratamento, 6ª edição, São Paulo: Sarvier, 2003