Idanha-a-Velha

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Portugal Idanha-a-Velha  
—  freguesia portuguesa extinta  —
Catedral de Idanha-a-Velha
Catedral de Idanha-a-Velha
Idanha-a-Velha está localizado em: Portugal Continental
Idanha-a-Velha
Localização de Idanha-a-Velha em Portugal Continental
39° 59' 49" N 7° 08' 40" O
Concelho primitivo Idanha-a-Nova
Concelho (s) atual (is) Idanha-a-Nova
Freguesia (s) atual (is) Monsanto e Idanha-a-Velha
Extinção 2013
Área [1]
 - Total 20,78 km²
População (2011)[2]
 - Total 63
    • Densidade 3/km2 
Orago Divino Salvador

Idanha-a-Velha é uma povoação do concelho de Idanha-a-Nova com 20,78 km² de área e 63 habitantes (2011). Densidade: 3 hab/km². É uma das Aldeias Históricas de Portugal.

Foi sede de um antigo município extinto em 1879, data em que passou para o concelho de Idanha-a-Nova.[3]

Foi sede de uma freguesia extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Monsanto, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Monsanto e Idanha-a-Velha com a sede em Monsanto.[4]

Toponomicamente, Idanha-a-Velha poderá derivar da denominação romana Civitas Igaedinorum, terminologia que viria dar Igeditania.[5] O nome Egitania só surge em documento do século VI e deriva da forma visigórica Egitania e da forma árabe Idania.

História[editar | editar código-fonte]

A povoação foi fundada no período de Augusto (século I a.C.)[6] e a fundação deste núcleo populacional teve para Roma uma importância extrema entre Guarda e Mérida.[3] A ocupação romana desta zona está bem comprovada pela observação detalhada das muralhas edificadas entre os séculos III a IV, quando do início das Invasões Bárbaras. É possível identificar os inúmeros vestígios materiais de habitações e templos romanos existentes na povoação, com o reaproveitamento de pedra nas construções posteriores. De facto, esta muralha só cercava parte do que terá sido a magnífica cidade do Alto Império. Segundo algumas teorias, terá sido aqui que, em 305, terá nascido o Papa Dâmaso I.

Os elementos romanos mais importantes foram destruídos no século V pelos Suevos, restando vestígios em condições muito diversas: a Ponte de Alcântara, que ligava Mérida a Astorga, o Forum, o Podium de Vénus (sobre o qual foi construída a Torre dos Templários), e as Termas, a sul do Forum. No concílio de Lugo, em 569, participou também Idanha, ainda não apelidada de velha. A prosperidade veio com a conquista visigótica, durante a qual foram construídos a Catedral, o Palácio dos Bispos, o Paço episcopal e a Ponte de São Dâmaso. Em 713, os mouros tomaram a cidade e destruíram-na. Reconquistada pelo Rei Afonso III de Leão, foi perdida novamente, só tendo sido definitivamente tomada por D. Sancho I.

Em 1319, D. Dinis doou-a à Ordem de Cristo e o foral só foi renovado no tempo de D. Manuel I.[6] Os seus marcos mais importantes são o Pelourinho, a Igreja Matriz, as Capelas de São Dâmaso, de São Sebastião e do Espírito Santo.

Festas e Romarias[editar | editar código-fonte]

- Festa de Nossa Senhora da Conceição no 3.º Domingo de Maio - Festival do Casqueiro, no 3.º Domingo de Outubro

Património[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Instituto Geográfico Português. Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2012.1. "descarrega ficheiro zip/Excel"
  2. População residente, segundo a dimensão dos lugares, população isolada, embarcada, corpo diplomático e sexo, por idade (ano a ano) (em português). Instituto Nacional de Estatística. Arquivado do original em 4 de Dezembro de 2013. Página visitada em 28 de Fevereiro de 2014. "Informação no separador "Q601_Centro""
  3. a b c Pelourinho de Idanha-a-Velha. IGESPAR. Página visitada em 2 de Abril de 2014.
  4. Lei n.º 11-A/2013 (Reorganização administrativa do território das freguesias). Diário da República 1.ª Série, n.º 19, de 28 de janeiro. Página visitada em 2 de fevereiro de 2013..
  5. a b Conjunto arquitectónico e arqueológico de Idanha-a-Velha. IGESPAR. Página visitada em 2 de Abril de 2014.
  6. a b Idanha-a-Velha. Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. Página visitada em 2 de Abril de 2014.
  7. A chamada «Catedral» e a velha ponte a este, sobre o Ponsul. IGESPAR. Página visitada em 2 de Abril de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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