Iemanjá na Umbanda

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Estátua de Iemanjá

Mãe Iemanjá, Deusa das Águas e Rainha do Mar. Sincretizada com Nossa Senhora da Glória. Iemanjá é o orixá feminino mais popular do Brasil, e um dos mais reverenciados, tida como mãe de vários orixás. Também conhecida como Janaína, Inaê, e Princesa de Aioká (como os negros bantos chamavam o fundo do mar). Formosa e vaidosa, a deusa de cabelos longos e perfumados, gosta de receber flores, água de cheiro, pente e espelho.

Poderosa e vasta como as águas oceânicas, Iemanjá é a dona das cabeças, por isso sua presença é fundamental na cerimônia do Bori no Candomblé. É considerada a grande mãe, a energia feminina que gera e cuida dos seus filhos, também protege os lares e a família.

Na Umbanda, geralmente é representada na forma de uma sereia, onde é tida como a Sereia Rainha do Mar.


Comemorações no Brasil[editar | editar código-fonte]

Em São Paulo, a maior comemoração é no dia 8 de dezembro, na Praia Grande. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina a comemoração é no dia 2 de fevereiro, onde, Iemanjá é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes. As cerimônias são comumente feitas à beira-mar, no litoral gaúcho. Também ocorrem em rios, como em Porto Alegre (Rio Guaíba). No Rio de Janeiro a festa de Iemanjá é comemorada nos dias 30 e 31 de dezembro, na manhã da véspera do Ano Novo para evitar um maior congestionamento nas praias e ruas. As oferendas lançadas ao mar para a orixá contam de palmas e rosas nas cores branca e rosa, é seu dia e sábado. No Ceará é comemorada no dia 15 de agosto, devido a mesma data ser dia de Nossa Senhora da Assunção padroeira da cidade de Fortaleza.

Festa de Iemanjá em Teresina[editar | editar código-fonte]

Na cidade de Teresina (Piauí) um dos maiores centros de Umbanda, Encantaria e Terecô do Brasil, todos os anos, em fevereiro, vários fiéis ocupam o antigo cais do Rio Parnaíba no centro de Teresina, levando velas brancas e azuis, flores, água de cheiro e outros presentes para agradar Iemanjá, tida como a Mãe d'água (folclore) pelos cultos afro-brasileiros. A deusa das águas também é homenageada às margens do Rio Poti, na zona nobre de Teresina.

Histórias e Lendas[editar | editar código-fonte]

Ao chegar ao Brasil, Iemanjá, passando a ser cultuada também na Umbanda, deixou de ter a imagem negra e africanizada do Candomblé, ganhando a simpatia popular com a imagem de uma linda e sedutora mulher branca de cabelos negros, lisos e compridos, olhos azuis, boca pequena com lábios de rubi, rosto rosado, seios volumosos, tendo as mãos abertas deixando cair pérolas sobre as águas. Nas noites enluaradas, quando a superfície do mar calmo reflete os raios prateados, ela sai do seu reino encantado nas profundezas do oceano, e vem a flor da água entoar cantos maviosos e tristes que seduzem qualquer marinheiro desavisado. Seus cabelos lisos e longos derramam-se sobre as ondas mansas e refulgentes, sendo penteados por uma falange de sereias. É o mar com seus mistérios e fascínios.

Linha e Falanges[editar | editar código-fonte]

O duplo gerante, que reflete o princípio que atua na natureza ou o eterno feminino, divindade da fecundação ou gestação. Tem seu reino fundamentado no mar e como sincretização Maria, de onde vem a palavra "mar" e de onde emana a vida. Tem como dirigentes as caboclas Iara, Indaiá, Iansã, Estrela do Mar, Sereia do Mar, Oxum e Nanã Buruquê, e como guardiã da esquerda a Pomba-Gira.

Informações Litúrgicas[editar | editar código-fonte]

  • Saudações: odoyá, odociaba, odofiaba, saravá sereia, alodê!
  • Domínios: todas as águas, principalmente o mar.
  • Dias: segunda-feira na Umbanda e sábado no Candomblé.
  • Astro regente: Lua
  • Signo: câncer
  • Metal: prata
  • Pedra preciosa: água-marinha ou ágata
  • Flores: rosas brancas ou miosótis
  • Cores: branco na Umbanda e azul no Candomblé.
  • Comidas: manjar branco, peixe
  • Quizilas: poeira e sapo

Referências

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