Igreja Ortodoxa Eritreia

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A Igreja Ortodoxa Eritreia (ou Igreja Ortodoxa da Eritreia), conhecida oficialmente como Igreja Ortodoxa Eritreia Tewahido, é uma igreja cristã ortodoxa oriental (ou não-calcedoniana), sediada na Eritreia, que fez parte da Igreja Ortodoxa Etíope Tewahido até 1993, quando a Eritreia se tornou independente da Etiópia.

Em 1994, a Igreja Ortodoxa Copta, que é a igreja-mãe da Igreja Ortodoxa Etíope, indicou um arcebispo para a Igreja Ortodoxa Eritreia. Esta igreja nacional obteve também sua autocefalia em 1998, com a consagração do seu primeiro Patriarca eritreu pelo Papa da Igreja Copta. Assim sendo, a Igreja Tewahido Eritreia é atualmente uma Igreja autocéfala independente da Igreja Ortodoxa Copta e da Igreja Ortodoxa Etíope.

Uma das poucas igrejas cristãs pré-coloniais da África subsariana, possui atualmente cerca de 2,5 milhões de fieis. Atualmente, a Igreja Ortodoxa da Eritreia é governada pelo Patriarca Abune Dioskoros, juntamente com o seu Sínodo. Esta Igreja oriental utiliza a língua ge'ez na sua liturgia.

Embora atualmente as Igrejas Copta, Etíope e Eritreia serem independentes umas das outras, elas estão ainda em comunhão total. Por isso, a Igreja Eritreia reconhece a supremacia honorária do Papa copta e, consequentemente, a necessidade de seu Patriarca, antes da sua entronização, de receber a aprovação do Sínodo da Igreja Ortodoxa Copta, que é a Igreja-Mãe da Igreja Ortodoxa Eritreia.

Nome[editar | editar código-fonte]

Tewahedo ou Tewahido (ge'ez: ተዋሕዶ; transl. tawāhidō; pronúncia moderna tewāhidō) é uma palavra ge'ez que significa "que foi transformado em um", ou "unificado"; é cognata à tawhid, que significa "monoteísmo". O termo se refere à crença monofisita numa única e unificada Natureza de Cristo, ou seja, que uma união completa e natural das Naturezas Divina e Humana em Um é autoevidente, de maneira a alcançar a salvação divina da humanidade, em oposição à crença nas "duas Naturezas de Cristo" (a chamada União Hipostática, onde as Naturezas Humana e Divina não estão misturadas, porém também não estão separadas), promovida pelas atuais Igrejas Católica e Ortodoxa. De acordo com o artigo sobre o Henotikon na Enciclopédia Católica,1 os patriarcas de Alexandria, Antioquia e Jerusalém, entre tantos outros, recusaram-se a aceitar a doutrina das "duas naturezas", decretada pelo imperador bizantino Marciano no Concílio de Calcedônia, em 451, separando-as assim da Igreja Católica e da Ortodoxa — que vieram a se separar uma da outra no Grande Cisma de 1054.

As igrejas ortodoxas orientais, que incluem hoje em dia a Igreja Ortodoxa Copta, a Igreja Apostólica Armênia, a Igreja Ortodoxa Siríaca, a Igreja Ortodoxa Malankara (da Índia), a Igreja Ortodoxa Etíope e a Igreja Ortodoxa Eritreia, são chamadas de "ritos não-calcedônicos" e, ocasionalmente, de "monofisitas", no sentido de "uma única natureza" (referindo-se a Jesus Cristo). No entanto, estas Igrejas se descrevem como miafisitas, "uma natureza unida", tradução da palavra Tewahedo.

História[editar | editar código-fonte]

A História da Igreja Ortodoxa Eritreia está intrinsecamente ligado à História da Igreja Ortodoxa Etíope, que tinha e exercia a jurisdição sobre os ortodoxos eritreus até 1993.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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