Igreja da Irmandade

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A Igreja da Irmandade no Brasil é uma igreja cristã de cunho protestante, originária do ramo liberal dos Dunkers ou Tunkers norte-americanos. Num sentido mais amplo, tem raízes históricas no movimento anabatista do século XVI.

História[editar | editar código-fonte]

Primeira tentativa missionária[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a igreja teve início em 1982 com a adesão de um menonita (holdeman mennonite) chamado Onaldo Alves Pereira da cidade de Rio Verde, Goiás. Naquela cidade, no fim dos anos de 1960 estabeleceu-se um grupo de imigrantes norte-americanos divididos entre membros da Igreja de Deus em Cristo Menonita, (a maioria), as denominações Dunkers: Igreja da Irmandade Batista Alemã e Igreja da Antiga Irmandade.

Onaldo Alves Pereira primeiro uniu-se, em 1977, à Igreja Menonnita e, depois, devido à sua homossexualidade buscou um grupo da mesma linhagem que fosse mais aberto a gays. Foi batizado pela Igreja da Antiga Irmandadepor trina imersão em 1981 e, em 1982, contatou a Igreja da Irmandade em Elgin nos EUA, a CHURCH OF THE BRETHREN, que enviou o pastor Stephen Newcomer para ajudá-lo a organizar no Brasil a Igreja da Irmandade.

Em 1983 Onaldo foi para o Bethany Theological Seminary da Church of the Brethren em Oak Brook, EUA e, em 1987, foi ordenado pastor em Eagle Rock, Virgínia, no Distrito de Virlina.

No Brasil, foram fundadas igrejas em Rio Verde e Fortaleza, juntamente com grupos de defesa dos direitos humanos, gays e lésbicas, o Grab no Ceará e o Ipê Rosa em Goiás, ambos pioneiros em seus estados.

Stephen Newcomer ajudou diretamente nesse trabalho, vivendo no Brasil por mais de três anos. Também foram grandes apoiadores o Clyde e a Karen Carter da Virginia e vários dos professores do Bethany Theological Seminary - entre eles, Dale Brown.

O trabalho no Brasil tornou-se uma utopia para os mais progressistas da Church of the Brethren nos EUA, sendo que viam realizar-se aqui, rapidamente, tudo o que sonhavam para a igreja. Para os mais conservadores, no entanto, o trabalho no Brasil havia se tornado motivo de vergonha e mancha na história da denominação.

A igreja no Brasil entrou numa crise quando o seu fundador e primeiro pastor, Onaldo Alves Pereira, realizou o rito de união de um casal gay em Salvador na Bahia, sendo severamente corrigido por parte da Church of the Brethren nos EUA. Essa atitude foi tomada por conta da pressão de grupos evangélicos que também promoveram contra ele uma terrível perseguição. Embora, nos EUA, vários pastores e pastoras da Church of the Brethren, além de pastores e pastoras Luteranos, Anglicanos, Batistas liberais etc, já celebrassem união entre pessoas do mesmo sexo, tal acontecimento foi visto, na época, como intolerável por parte da igreja. No Brasil, a primeira celebração desse tipo aconteceu em 1986, em Fortaleza, com a participação de um pastor norte americano, mas não provocou nenhuma reação negativa, por ter sido "discreta". Por causa deste acontecimento e dos rumos excessivamente "liberais" que a igreja no Brasil tomava sob a direção de Onaldo Alves Pereira, a Church of the Brethren diminuiu e, num segundo momento, cessou o seu apoio ao trabalho missionário no Brasil.

Onaldo Alves Pereira manteve contato com alguns membros da denominação nos Estados Unidos, mas, sem apoio oficial, decidiu assimilar de vez o Zoroastrismo e a Igreja Católica Antiga (na qual foi ordenado, na Colômbia em 2001) princípio religioso ao qual, desde 1983, simpatizava, sem nunca deixar de ser membro da Igreja da Irmandade, juntamente com os grupos que lidera até hoje em Rio Verde, Goiânia, São Paulo e Fortaleza. Vários membros e membras da Igreja da Irmandade nos EUA têm membresias múltiplas e ecumênicas, havendo muitos budistas, espíritas e até ateus; o mesmo aqui no Brasil. Entretanto, apesar de seu caráter originariamente ecumênico, a Igreja da Irmandade, tanto nos EUA como no Brasil, sempre evitou ligações inter-religiosas, principalmente com as religiões de espiritualidade oriental.

Segunda tentativa missionária[editar | editar código-fonte]

Entre o final do ano 2000 e meados de 2001 um novo grupo de pastores brasileiros, na maioria de origem batista, retomam o projeto nacional da Igreja da Irmandade. Apresentados por ordem alfabética, foram os seguintes esses pastores: Edison Batista, Lucas Durigon, Marcos Inhauser (o único de origem presbiteriana) e Nelson Gervoni. A retomada do trabalho avançou rapidamente e antes de completar seu segundo ano já contava com unidades em Campinas, Campo Limpo Paulista, Limeira e Indaiatuba. Esta última foi a única unidade com características tradicionais de uma congregação, com um salão, púlpito, bancadas e cultos regulares. Também foi a única a batizar novos membros e eleger uma diretoria local.

No segundo ano do projeto o pastor Nelson Gervoni dirigiu-se a Rio Verde, GO, retomando o contato com aquela comunidade, pastoreada por José Tavares Junior.

Antes mesmo de completar quatro anos o projeto entrou numa crise motivada por questões doutrinárias e por acusações de má administração financeira pelo então presidente, Marcos Inhauser, denunciado por dois pastores à Igreja de Elgin. Todos os pastores - com exceção de José Tavares Junior - se retiraram da Irmandade, voltando às suas igrejas de origem, permanecendo apenas Marcos Inhauser.

A Igreja da Irmandade no Brasil não morreu, embora não apresente sinais de crescimento ou desenvolvimento. Continua em Campinas, na direção de Marcos Inhauser, com trabalhos em Campinas, Indaiatuba, Valinhos e Rio Verde, entretanto com um número muito pequeno de seguidores. Talvez isso se dê pelo caráter não evangelizador do movimento no Brasil, perfil confirmado, entre outras coisas, pela omissão no site da igreja dos endereços das unidades e respectivos horários de trabalhos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]