Igreja de Nossa Senhora da Conceição (Atouguia da Baleia)

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A construção da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da vila de Atouguia da Baleia ou Real Capela de Nossa Senhora da Conceição teve início a 10 de Maio de 1694 e ficou concluída a 9 de Abril de 1698. Foi edificada por ordem da Santa Casa da Misericórdia da vila e financiada com esmolas do povo e de algumas figuras da nobreza portuguesa do século XVI, nomeadamente a rainha D. Maria Sofia de Neuburgo, segunda mulher de Pedro II de Portugal.

É uma igreja de estilo, maneirista, barroco, construída, presumivelmente, segundo o traço do arquitecto João Antunes. As características maneiristas são visíveis na conjugação das massas e volumes e a dinâmica barroca é-lhe conferida pelo frontão da empena e pelo jogo de contrastes de materiais empregues no exterior e no programa decorativo do interior.

O edifício é composto de uma nave, capela-mor, duas sacristias com átrio, dois torreões de planta quadrada salientes dos dois lados da fachada principal e uma vasta alpendrada que rodeia a nave, todos os espaços são cobertos por abóbadas de aresta, com excepção da nave que tem abóbada de berço.

Na nave podemos ver o coro alto, sustentado por duas colunas de madeira pintada, imitando o mármore, dois púlpitos, com base em mármore, duas pias de água benta, também de mármore, esculpidas em forma de concha, e dois altares laterais com retábulos em talha policromada. Um arco triunfal de volta perfeita abre para a capela-mor. São ainda visíveis as cantarias, com frontões redondos, de duas portas que se encontram entaipadas e que ligavam a nave aos dois átrios das sacristias. É iluminada por onze janelões e uma rosácea. Existem mais cinco janelões, dois encontram-e entaipados e os outros dois estão fechados por postigos em madeira.

A capela-mor é inteiramente forrada a mármore, excepto dois medalhões em pintura mural, com incrustações de rosa, branco, amarelo, vermelho e negro, desenhando motivos decorativos, ostenta beleza e magnificência. A imagem da padroeira encontra-se dentro de um baldaquino de talha dourada e vidro.

Na sacristia sul existe um bonito arcaz de pau preto, que cobre toda a parede, e uma fonte com lavatório e cabide, todo em mármore.

[editar] Bibliografia

  • TAVARES, Padre Nuno, Duas palavras acerca dum monumento esquecido, Atouguia da Baleia, 1908
  • CALADO, Mariano, Peniche na História e na Lenda, 3.ª edição, 1984

[editar] Ligações externas


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