Igreja de Nossa Senhora do Pópulo

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Igreja de Nossa Senhora do Pópulo
Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, Caldas da Rainha: lateral esquerda com a Torre do Relógio.
Estilo dominante Gótico, Manuelino
Religião Igreja Católica
Diocese Patriarcado de Lisboa
Património Nacional
Classificação Logotipo Anta Vilarinho PT.png Monumento Nacional
Data 1910
DGPC 70287
Geografia
País  Portugal
Local Nossa Senhora do Pópulo,
CLD.png Caldas da Rainha

A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, também referida como Igreja Matriz das Caldas da Rainha, integra o conjunto do Hospital Termal Rainha D. Leonor na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, cidade e concelho das Caldas da Rainha, distrito de Leiria, sub-região do Oeste, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Originalmente constituía-se na Capela do Hospital Termal, sob a invocação de Nossa Senhora do Pópulo. Em 1507, perante o forte crescimento da povoação das Caldas, estimulado pelos privilégios concedidos pela rainha D. Leonor aos que ali habitassem, a soberana solicitou ao Papa Júlio II autorização para que a sua Capela pudesse assistir espiritualmente os moradores, assim como aos frequentadores dos banhos no hospital. Atendido o pedido, no ano seguinte o templo foi elevado à condição de Igreja Matriz (15 de Agosto de 1508). Atualmente constitui-se num dos elementos patrimoniais mais significativos do município.

A sua traça é de autoria do Mestre de Pedraria Mateus Fernandes, um dos responsáveis pelas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha. As obras do templo foram concluídas em 1500 e a torre sineira, considerada como uma das mais belas do país - em 1505. Com a elevação a Matriz, recebeu pia batismal.

Com a função inicial de capela privativa do Hospital Termal, destinava-se ao acompanhamento espiritual dos doentes ali atendidos. Assim, no primeiro dia em que chegavam à instituição, ali se confessavam e comungavam. Só após o tratamento com as águas era iniciado. À época da rainha D. Leonor, havia comunicação direta entre a capela e o hospital.

Classificada como Monumento Nacional desde 1910, no contexto das comemorações dos 500 anos da elevação a Igreja Matriz, foram concluídos em 2008 os trabahos de restauração do relógio da torre. Ao mesmo tempo, encontra-se em progresso uma campanha de angariação de fundos para a recuperação do seu órgão de tubos, datado de 1825, instalado no Coro Alto.

Características[editar | editar código-fonte]

O edifício compreende elementos do tardo–gótico com outros de características locais (mudéjares e manuelinos).

Apresenta revestimento interior em azulejos seiscentistas, conservando, da primitiva construção painéis de azulejos hispano-árabes nos altares laterais.

No início dos Anos 40, foram aplicados nesta igreja azulejos seiscentistas que recebeu da Igreja de Nossa Senhora da Assunção, do Torrão, Alcácer do Sal.[1]

Sobre o arco triunfal, destaca-se um magnífico tríptico da Paixão de Cristo. Destacam-se ainda os altares em talha dourada, o próprio arco triunfal, a cobertura abobadada, os bocetes decorados, as pinturas sobre madeira do século XVI, a pia baptismal esculpida em pedra calcária e os azulejos do século XVII.

A máquina do relógio, na torre, é do tipo "gaiola", encavilhado, com carrilhão, e foi doado pelo rei D. João V, já no fim da sua vida. O tamanho de seu pêndulo é considerado raro.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AA. VV., Guia de Portugal, Vol. II, Coimbra, Fundação Calouste Gulbenkian, 1991.
  • ALMEIDA, José António Ferreira de (dir.), Tesouros artísticos de Portugal, Porto, Selecções do Reader’s Digest, 1982.
  • ATANÁZIO, M. C. Mendes, A arte do manuelino, Lisboa, Editorial Presença, 1984.
  • BATORÉO, Manuel, “O triptíco da paixão da igreja do Pópulo das Caldas da Rainha. Entre as leituras e as contra-leituras”, Artis – Revista do Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, N.º2 – Outubro de 2003, Braga, 2003.
  • BATORÉO, Manuel. O triptíco da paixão da igreja do Pópulo das Caldas da Rainha: Problemas de leitura e contra-leitura.
  • DIAS, Pedro, A arquitectura gótica portuguesa, Lisboa, Editorial Estampa, Lisboa, 1994.
  • PEREIRA, Paulo (dir.), “A igreja do Pópulo e a obra de Mateus Ferandes”, História da arte portuguesa, vol. I, Temas e Debates, 1995.
  • PESSANHA, José, “A igreja de nossa senhora do Pópulo das Caldas da Rainha em 1656”, sepª do Boletim da Real Associação dos Archeologos Portuguezes, Lisboa, Real Associação, 1910.
  • RESENDE, Garcia de, Crónica de D. João II e miscelânia, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1973.
  • SANTOS, Reinaldo dos, O estilo manuelino, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1952.
  • SEGURADO, Jorge, “Boytac e a capela de nossa senhora do Pópulo”, sep.ª de Belas-Artes N.º31, Lisboa, Academia Nacional de Belas-Artes, 1977.
  • SILVA, José Custódio Vieira da, A igreja de nossa senhora do Pópulo das Caldas da Rainha, Caldas da Rainha, 1985.
  • SILVA, José Custódio Vieira da, “A igreja de nossa senhora do Pópulo”, Terra de águas: Caldas da Rainha, história e cultura, Caldas da Rainha, Câmara Municipal das Caldas da Rainha, 1993.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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