Igreja Matriz de Vila do Conde
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Igreja Matriz de São João Baptista em Vila do Conde é, em termos de área utilizável, uma das maiores igrejas de Portugal. Embora a sua construção se tenha iniciado nos anos finais do século XV, em termos práticos, as obras decorreram, na parte mais significativa e definitiva, entre 1511 e 1514, no período em que as orientou o arquitecto biscainho João de Castilho.
A este arquitecto se devem o pórtico, as colunas e os arcos que dividem as naves laterais da central, o coro e a capela-mor. São obra posterior as capelas do transepto e a torre sineira.
Estilisticamente, enquadra-se no tardo-gótico, pois poucos e pouco significativos são os elementos que remetem para o Manuelino.
Esta igreja possui um notável conjunto de retábulos, ora barrocos (nomeadamente os das capelas do transepto, em estilo nacional, e os seis laterais, em estilo joanino), ora já a caminho do Neo-Classicismo (altar-mor e púlpito).
O visitante da igreja não deve perder a oportunidade de admirar no Museu da Confraria do Santíssimo, entre outras peças valiosas, a rica custódia que pertenceu ao Convento de Santa Clara.
Outros arquitectos, no entanto, já haviam dirigido a obra. Entre eles João Rainho, Sancho Garcia e Rui Garcia Penagós. Ao arquitecto João Castilho se devem o pórtico, as colunas e os arcos que dividem as naves laterais da central, o coro e a capela-mor. São obra posterior as capelas do transepto e a torre sineira. Estilisticamente, este monumento de arquitectura religiosa integra-se no tardio-gótico, no manuelino e no estilo renascentista. Igreja tardo-gótica de planta em cruz latina com 3 naves de diferente altura e cabeceira tripla, com portal axial manuelina, muito semelhante à da Igreja de Azuaga na Estremadura espanhola. A Torre sineira é renascentista. As paredes que formam a nave central e a capela-mor, em toda a sua extensão, estão coroadas por duas ordens de merlões. A grande torre sineira quadrangular, impõe-se à frontaria e a toda a igreja pelo volume e quase ausência de ornamentação, com excepção do balcão de balaústres. A pia baptismal é manuelina e a capela lateral inteiramente forrada a azulejo do século XVII. O janelão mostra uma cena de Cristo de fortes efeitos cromáticos. Os vitrais, executados em Paris, representam a vida de S. João Baptista.
Os materiais utilizados na sua construção foram o granito nas paredes do interior e exterior, a madeira usada no pavimento interior, nos retábulos e no púlpito e o azulejo no revestimento de uma Capela transeptal, no rodapé da capela-mor, e de uma capela lateral.
[editar] Cronologia
- 1496/1497 - Início da construção, dirigida por João Rianho;
- 1500 (26 Maio) - o mestre biscainho foi substituído nesse lugar por Sancho Garcia;
- 1502 - D. Manuel I intervém na construção da igreja (carta régia expedida de Arrifana de Arrifana da Feira);
- 1506 - A cabeceira já está acabada;
- 1509 - A direcção da obra passa para Rui Garcia de Penagós;
- 1511 - Passa a dirigir a obra João Castilho;
- 1514/1515 - Obra concluída;
- 1518 - A Igreja é aberta ao público;
- 1737 - Colocado o sino grande;
- 1997 (Agosto) – visita para diagnosticar os problemas de alteração da pedra.

