Igreja do Pópulo

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Igreja do Pópulo, Braga.
Igreja do Pópolu: interior.
Igreja do Pópulo: azulejos.

A Igreja do Pópulo localiza-se na Praça Conde de Agrolongo, na freguesia de São João do Souto, cidade e concelho de Braga, distrito de mesmo nome, em Portugal. Integra o Convento do Pópulo, e nela se venera a imagem da Virgem da Igreja de Santa Maria del Popolo em Roma.

História[editar | editar código-fonte]

O templo foi iniciado em 1596 por iniciativa do então arcebispo de Braga, D. Frei Agostinho de Jesus e Castro. A construção de todo o conjunto arrastou-se do século XVI ao século XIX.

Grande parte do edifício (incluindo a fachada) foi reconstruído nos finais do século XVIII com projecto de autoria do arquiteto Carlos Amarante.

Com a extinção das ordens religiosas masculinas (1834), o conjunto transitou para as mãos do Estado, tendo as dependências do convento, a partir de 1841, passado a acolher um Regimento de Infantaria.

Atualmente, as dependências do convento são um dos edifícios da Câmara Municipal de Braga.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1595 - Doação e dote aos frades ermitas descalços de Santo Agostinho, para a construção do Convento do Pópulo, pelo Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus;
  • 1596 - aceitação pela Província do novo Mosteiro e Colégio com suas obrigações; início da construção;
  • 1597 - Provisão para a união da Igreja de São Paio de Pousada;
  • 1601 - Provisão para a união da Igreja de São João de Semelhe;
  • 1609, Novembro - falecimento do Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus, sepultado na igreja velha do Pópulo;
  • 1621, meados - o corpo do Arcebispo D. Frei Aleixo de Menezes, provisoriamente sepultado no Convento de São Felipe, em Madrid, desde que aí falecera, em 1617, foi trasladado para a capela-mor da igreja do Pópulo;
  • 1628 - conforme as disposições das suas últimas vontades, o corpo do arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus foi trasladado para um túmulo de madeira mandado fazer pela cidade de Braga e colocado num arcossólio, na capela-mor da igreja nova do Pópulo;
  • 1630 - execução do retábulo de São Nicolau, pelo ensamblador Ambrósio Pereira;
  • 1647 - fundação da capela de Salvador de Magalhães Machado, no lado do Evangelho, correspondente à capela da Santíssima Trindade;
  • 1682 - execução do retábulo da Irmandade dos Santos Passos pelo entalhador Damião da Costa Figueiredo;
  • 1697 - contratado o ensamblador Cristóvão Rodrigues para fazer a grade do coro;
  • 1701 - Frei José de Azevedo, reitor do Colégio de Nossa Senhora do Pópulo, contrata com Agostinho Marques para fazer grades de pau-preto de comunhão e substituir a grade do coro;
  • 1706 - Pascoal Fernandes e Manuel Fernandes da Silva assumem com o reitor do Colégio de Nossa Senhora do Pópulo fazer um claustro junto aos dormitórios "na forma e tamanho que mostra a planta e perfil com seu petipe que de novo se fez maior que a antiga que havia";
  • 1708 - João Alves, Bento Correia e Pedro Francisco, mestres de pedraria da cidade de Braga, são contratados pelo Convento do Pópulo para fazerem o lajeado da sacristia; Julho - contrato para obras de carpintaria no claustro;
  • 1709 - contrato com o entalhador bracarense Bento de Abreu de Alvarenga Peixoto para a construção de um retábulo para a sacristia; contrato com o pintor João Lopes, de Braga, para o douramento do retábulo da sacristia; contrato com Agostinho Marques para realizar os arcazes, armários e guarda-roupa da sacristia; contrato com o latoeiro Custódio Carvalho, de Braga, para fazer a obra de latão e dourado daqueles móveis;
  • 1730 - a fachada principal da igreja foi remodelada;
  • 1735, 15 Março - contrato para obras do claustro com o mestre pedreiro João da Costa; o fiador foi o pintor João Lopes da Maia;
  • 1755 - principiaram-se a fazer os alicerces para a frontaria e portaria do convento do Pópulo;
  • 1775 - execução do órgão;
  • 1790 - contrato com o carpinteiro Jerónimo Fernandes para construção de um anteparo, segundo desenho de Carlos Amarante;
  • 1834 - extinção das ordens religiosas;
  • 1841 - passou a acolher o Regimento de Infantaria n.º 8, levando à remodelação de diversas dependências do convento;
  • 1844 - colocação da Fonte do Pópulo junto à fachada lateral S. da igreja;
  • 1846 - as forças ali instaladas sofrem um ataque durante a Revolta de Maria da Fonte;
  • 1926, Maio 26 - daqui parte o movimento de revolta chefiado por Gomes da Costa, que originou a ditadura do Estado Novo;
  • 1966 - arranjo do terreiro fronteiro ao convento e colocação da estátua do Marechal Gomes da Costa;
  • 1990 - instalação dos serviços camarários no convento;
  • 1996 - Câmara Municipal de Braga assina protocolo com o Governo para recuperação do Convento do Pópulo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Igreja do Pópulo


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