Igreja particular
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Uma Igreja particular, na teologia e lei canónica, é uma comunidade eclesial em plena comunhão com Roma, uma parte da Igreja Católica vista como um todo. O Código de Direito Canónico, em seu Livro II, na segunda seção, cânon 3681 refere-se a Igreja Particular como sendo a unidade na qual e da qual se constitui a Igreja Católica. Todas estas igrejas são lideradas por membros do clero, que, em última instância, respondem todos ao Papa.
Em regra, o conceito de Igreja Particular emprega-se em 2 tipos de Igrejas católicas:
- as Igrejas sui juris são aquelas que possuem um certo grau de autonomia, uma tradição teológica e litúrgica diferentes, particularidades histórico-culturais diferentes, e uma estrutura e organização territorial separadas. Actualmente, a Igreja Católica é constituída por 23 Igrejas sui juris, que por sua vez são constituídas por inúmeras circunscrições eclesiásticas.
- as circunscrições eclesiásticas são chamadas também de Igrejas particulares locais e não têm o grau de autonomia que as Igrejas sui iuris possuem e gozam. O modelo paradigmático das circunscrições eclesiásticas é a diocese (na Igreja Católica de Rito Latino) ou a eparquia (nas Igrejas Católicas Orientais), sendo estes subdivididos em paróquias e agrupados em províncias eclesiásticas (que são presididas por arcebispos metropolitanos). Para além das tradicionais províncias, existe também as conferências episcopais, que apareceram no séc. XX e são geralmente constituídas por todas as dioceses de um determinado país ou grupo de países.
Referências
- ↑ Igreja Católica, CNBB. Código de Direito Canônico. São Paulo: Edições Loyola, 7ª edição, 2007, p.120, ISBN 978-85-15-02394-3