Iguaí

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Município de Iguaí
"Cidade das Cachoeiras"
Cachoeira do Dino..jpg

Bandeira de Iguaí
Brasão de Iguaí
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 12 de dezembro
Fundação 12 de dezembro de 1952
Gentílico iguaiense
Prefeito(a) Murilo Veiga (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Iguaí
Localização de Iguaí na Bahia
Iguaí está localizado em: Brasil
Iguaí
Localização de Iguaí no Brasil
14° 45' 21" S 40° 05' 20" O14° 45' 21" S 40° 05' 20" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro-Sul Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Vitória da Conquista IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Ibicuí, Nova Canaã, Poções, Dário Meira e Boa Nova
Distância até a capital 497 km
Características geográficas
Área 833,333 km² [2]
População 27 615 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 33,14 hab./km²
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,552 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 75 214,147 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 587,35 IBGE/2008[5]
Página oficial

Iguaí é um município brasileiro do estado da Bahia.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Iguaí,centro da cidade.
Igreja Católica Matriz de Iguaí

Sua população em 2013 era de 27.615 habitantes (Censo 2013). Seu territorio é de 827,835 km². Foi emancipada em 12 de dezembro de 1952. Fonte: Ibge

Praça Juracy Magalhes década de 50
Prefeitura municipal de Iguaí em 1957
Cachoeira das sete voltas

Está situado no vale do Gongogi, Bacia do rio de Contas, encravado entre as regiões da Mata Atlântica, Planalto de Vitória da Conquista e bacia do Colonião, fazendo fronteira com os municípios de Ibicuí, distante 16 km Nova Canaã, distante 7 km Poções, distante 52 km, Dário Meira e Boa Nova, de Ilhéus 150 km, de Itabuna 120 km, de Vitória da Conquista 120 km, de Itapetinga 100 km, de Jequié 140 km. A cidade foi construída às margens do Rio Gongogi onde se localizavam as fazendas Iracema de propriedade de José Cândido da Silva e Planície de propriedade de Ramiro Engrácio de Matos que chegou à região por volta de 1923.

Cachoeira do rio preto

Iguaí possui 5 distritos: Iguaibi, o distrito mais desenvolvido situado à beira do Gongogi, terra de Arthur Amaral, um conhecido falecido que dá nome ao único colégio de ginásio do interior iguaiense; Ibiporanga, que está localizada num morro também perto do Gongogi; Ponto Chique, localizado perto de Iguaibi; Palmeirinha, outro pequeno povoado; e Altamira, que tem esse nome por estar abaixo de uma enorme montanha de onde nasce o rio dos Índios. Altamira encontra-se perto da divisa com Dário Meira e Boa Nova. Existem várias fazendas na região, inclusive a de João Sampaio (fazenda Palmeira), um dos fazendeiros mais tradicionais e respeitados de Iguaí.

História[editar | editar código-fonte]

O território que atualmente compõe o município de Iguaí fazia parte do município de Poções até o ano de 1928. Era constituído, na maior parte de sua extensão, por matas virgens, rios e contava com uma exparsa população nativa e de poucos imigrantes.

Poucas eram as propriedades agrícolas, destacando-se entre elas a fazenda Iracema, do Sr. José Cândido da Silva, a qual fazia divisa com a Fazenda Planície do Sr. Ramiro Engrácio de Matos, que foi um dos primeiros fazendeiros desbravadores a chegar à região por volta de 1923 e em cuja fazenda está localizada hoje a maior parte da cidade de Iguaí.

Em 22 de maio de 1929, Fulgêncio Alves Teixeira, vindo do município de Rio de Contas, chefiando uma caravana de tropeiros de umas quarenta pessoas, inclusive de sua família, chegou nesta região, com o objetivo de iniciar a exploração das terras incultas. Pouco tempo depois vinha também Bráulio Clementino Novaes, trazendo a sua família e animado com os mesmos objetivos.

No domingo 26 de maio de 1929, em reunião informal, reuniram-se alguns moradores locais, na residência de Fulgêncio Alves Teixeira, e, em meio a uma reunião amistosa, foi anunciada a ideia da formação de um núcleo urbano, o que foi unanimemente aprovada por todos que ali se encontravam.

De logo, Manoel Pires da Silva, concordou que fosse a futura povoação formada em terrenos da fazenda Iracema, de sua propriedade podendo ser escolhido outro local que oferecesse melhores condições, o que recaiu também sobre as terras da Fazenda Planície de Ramiro Engrácio de Matos, onde hoje está plantada a maior parte da cidade de Iguaí.

Foram eleitas as terras que ficavam nas proximidades do rio Gongogi, ou seja, as Fazendas Iracema e Panície. Após acordo entre os interessados, foram iniciados os trabalhos de medição, pelo agrimensor Valeriano Souza, sob a orientação e administração de Fulgencio Alves Teixeira, em 21 de setembro de 1929, tendo começado a construção de casas de sopapo e adobe para residências e comércio, cuja inauguração oficial se deu nos princípios do ano de 1930.

A povoação chamou-se primitivamente de "Comercinho do Major Fulgêncio", por ter sido ele o pioneiro na orientação e administração da mesma. Mais tarde passou a chamar-se "Lavrinhas", por ser grande parte da população oriunda da zona das Lavras Diamantinas.

Decorrido algum tempo e em virtude de ficar a povoação às margens do rio Gongogi, dentro da Fazenda Iracema e Planície, onde os indígenas, primitivos habitantes da região, se abasteciam de água, foi-lhe dado o nome de "Iguaí", vocábulo tupi-guarani que quer dizer fonte de beber água.

O Decreto estadual nº 8.021, de 15 de março de 1932, criou o distrito de Iguaí com sede no arraial do mesmo nome, abrangendo os distritos policiais de Água Fria, Boa Vista e Ibiporanga e pertencendo ao município de Poções.

Por fôrça da Lei estadual nº 513, de 12 de dezembro de 1952, foi elevada à categoria de cidade a vila de Iguaí e criado o município do mesmo nome com território desmembrado do de Poções e constituído de distrito único, o da sede.

O primeiro prefeito nomeado de Iguaí foi Anatálio Schettini e o primeiro a ser eleito em eleições livres foi Carlos Ribeiro Freire que antes era vereador.

Posteriormente, foi criado o distrito de Ponto Chique, pela Lei estadual nº 628, de 30 de dezembro de 1953. Atualmente faz parte de Iguaí, além da séde, os distritos de Iguaibi, Ibiporanga, Altamira, Ponto Chique e Palmeirinha.

Prefeitos de Iguaí a partir de 1952[editar | editar código-fonte]

  • 1952 a 1954 - Anatálio Schettini (nomeado)
  • 1954 a 1958 - Carlos Ribeiro Freire
  • 1958 a 1962 - Almir Ferreira
  • 1962 a 1966 - Carlos Ribeiro Freire
  • 1966 a 1970 - Netanias Alves Veiga
  • 1970 a 1972 - Luiz Cerqueira
  • 1972 a 1976 - João de Oliveira Matos
  • 1976 a 1982 - Laidinor Ribeiro
  • 1982 a 1988 - Netanias Alves Veiga
  • 1988 a 1992 - Aurelino Pinheiro Bonfim
  • 1992 a 1996 - Arivaldo Souza Vieira
  • 1996 a jun/2000 - Wanderley F. Lima
  • Jun/2000 a Dez/2000 - João Luiz dos Santos
  • Jan/2001 a 2004 Arlene Veiga Vieira
  • 2004 a 2008 - Arlene Veiga Vieira
  • 2009 a 2012 - Ronaldo Moitinho dos Santos
  • 2013 a 2016 - Murilo Veiga (Atual Prefeito)

Resumo[editar | editar código-fonte]

  • Em 1954 - Carlos Freire ganhou a eleição para Manoel Martins
  • Em 1958 - Almir ganhou a eleição para Zezito
  • Em 1962 - Carlos Freire ganhou para Leonel Matos
  • Em 1966 - Netanias ganhou para Gerson Novaes
  • Em 1970 - Luiz Cerqueira ganhou para Nilson
  • Em 1972 - João Matos foi candidato único
  • Em 1976 - Laidinor venceu Netanias
  • Em 1982 - Netanias venceu Tinho
  • Em 1988 - Aurelino venceu Wanderley Lima
  • Em 1992 - Arivaldo Vieira venceu Valdeci Lima
  • Em 1996 - Wanderley venceu Getúlio Gomes
  • Jun/2000 - Wanderley renunciou
  • Jun/2000 - João Luiz assumiu a Prefeitura
  • Out/2000 - Arlene venceu João Luiz
  • Em 2004 – Arlene Veiga venceu José Anailton
  • Em 2008 - Ronaldo Moitinho dos Santos (Rony) venceu Neto Lima
  • Em 2012 - Murilo Veiga Vieira venceu Ronaldo Moitinho dos Santos

Economia[editar | editar código-fonte]

O município possui uma bacia hidrográfica com mais de 1600 nascentes, 180 cachoeiras e cascatas, dezenas de rios, vales e serras.

Com produção agrícola diversificada tendo sua maior tradição na pecuária leitera e de corte, cacauicultura, cafeicultura, com belas fazendas, extrema beleza cênica e paisagens cinematográficas, ideal para a prática do turismo rural e de aventura.Agora descobertos pela imprensa nacional e pelos órgãos governamentais do turismo.

Outros pontos,como a Serra do Ouro com seus 1.226 metros de altitude, por onde se vislumbra belíssima vista panorâmica, local que, além de rara beleza, È ideal para a pratica do turismo rural e de aventura. Parte do potencial turístico está na sua história de pouso de Tropeiros, nas 180 cachoeiras, corredeiras, rios, nascentes, Serras e vales localizadas no município.

Fontes de referência[editar | editar código-fonte]

  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, Enciclopédia Dos Municípios Brasileiros, Vol. XX, p. 261-263, Rio de Janeiro, 1958;
  • GRUPOS IGUAÍ - Espaço destinado à discussão de aspectos históricos e culturais da cidade de Iguaí-BA. Ponto de encontro para contatos e troca de informações.
  • A Cidade que eu vi crescer - textos esparsos, de Isaías Rocha Matos
  • Jornal A Tarde
  • Governo do Estado da Bahia
  • Correio da Bahia
  • Tribuna da Bahia
  • TV Bahia-Programa Na Carona
  • Diário Oficial dos Municípios
  • TV-E IRDEB
  • [1]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 24 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]