Ilha de Itamaracá

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Município de Ilha de Itamaracá
""Itamaracá, Beleza Natural e Capital da Ciranda""
Forte Orange

Forte Orange
Bandeira de Ilha de Itamaracá
Brasão de Ilha de Itamaracá
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1958
Gentílico itamaracaense
Lema {{{lema}}}
Localização
[[Ficheiro:|280px|center|Localização de Ilha de Itamaracá]]
Localização de Ilha de Itamaracá em Pernambuco
Ilha de Itamaracá está localizado em: Brasil
Localização de Ilha de Itamaracá no Brasil
07° 44' 52" S 34° 49' 33" O07° 44' 52" S 34° 49' 33" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Metropolitana de Recife IBGE/2008 [1]
Microrregião Itamaracá IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Recife
Municípios limítrofes Goiana (NO), Itapissuma (O) e Igarassu (S)
Distância até a capital 48 km
Características geográficas
Área 65,411 km² [2]
População 22 449 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 343,2 hab./km²
Altitude 3 m
Clima tropical chuvoso com verão seco As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,743 médio PNUD/2000
PIB R$ 82 581,632 mil IBGE/2008[4]
PIB per capita R$ 4 485,21 IBGE/2008[4]

A Ilha de Itamaracá é uma ilha no litoral do estado de Pernambuco, no Brasil. Constitui-se também em um município, integrante da Região Metropolitana do Recife. Fica separada do continente pelo canal de Santa Cruz.

Itamaracá em 1637, por Frans Post

Índice

[editar] Topônimo

A expressão "Itamaracá" deriva da língua tupi e significa "chocalho de pedra", a partir da junção dos termos itá ("pedra")[5] e mbara'ká ("chocalho")[6].

[editar] História

Segundo registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,[7] o Tribunal Francês de Bayone cita a ocupação da ilha por portugueses já em 1491 em processo sobre os crimes do navio La Pélerino. Os primeiros habitantes seriam náufragos, havendo também registros sobre a passagem dos portugueses João Coelho da Porta da Cruz e Duarte Pacheco Pereira, em 1493 e 1498, respectivamente.[8]

Em 1526, já havia uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, de responsabilidade do padre Francisco Garcia, na Vila Velha, localizada à margem esquerda do Canal de Santa Cruz.

A ilha prosperava à sombra da economia açucareira. Em 1630, a Vila Velha possuia cem casas e uma Santa Casa de Misericórdia.

Os holandeses invadiram a ilha em 1631 e lá ergueram o Forte Orange, na entrada Sul do canal de Santa Cruz, construído em taipa de pilão. O forte tinha este nome em homenagem ao Príncipe holandês Frederico Henrique de Orange, tio de Maurício de Nassau. A Ilha de Itamaracá serviu de celeiro aos holandeses. Posteriormente, o forte passou a ser chamado Forte de Santa Cruz, já sob domínio português.

Em 1763, o rei dom João V comprou a ilha para a Coroa Portuguesa por 4 000 cruzados.

O distrito foi criado em 1 de maio de 1866, pela Lei Provincial 676.

Atualmente, a sede do município fica no Pilar, elevado à categoria de vila em 1831.

[editar] Geografia

A sua população estimada em 2008 é de 18.412 habitantes.

O município situa-se na unidade geoambiental das Baixadas Litorâneas do Nordeste, apresentando dunas, restingas e mangues. A vegetação nativa é composta por floresta perenifólia e de restinga.

Itamaracá insere-se no domínio do grupo de bacias de pequenos rios litorâneos. Tem como principais tributários os rios Paripe e Jaguaribe. Os cursos d'água são perenes e de pequena extensão. Conta ainda com a lagoa Pai Tomé.

[editar] Turismo

Distante cerca de quarenta quilômetros do Recife, a ilha oferece ao turismo praias de águas calmas, com coqueiros, piscinas naturais, recifes e bancos de areia. Também é procurada para a prática de esportes náuticos.

Além das reservas ecológicas com remanescentes da Mata Atlântica, abriga o Centro de Preservação do Peixe-Boi.

No extremo sul da Ilha ergue-se o Forte Orange, construído pelos neerlandeses no contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil. Vizinha ao forte localiza-se uma das comunidades mais antigas de Pernambuco, a Vila Velha, hoje habitada por pescadores.

Ainda ao sul da ilha encontra-se a ilhota conhecida como Corôa do Avião. Constitui-se em um banco de areia que se formou na década de 1980 por força das correntes marinhas e que atualmente abriga, além de pequenas barracas que servem comida regional, a Estação de Estudos sobre Aves Migratórias e Recursos Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco, voltada para o estudo das aves migratórias.

Além das atrações turísticas, o município abriga três presídios: um para doentes mentais (HCTP), um de alta segurança (PPBC) e um de regime semi-aberto (PAISJ).

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  5. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  6. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 1 087
  7. Documentação Territorial do Brasil
  8. BDE - Base de Dados do Estado [de Pernambuco].

[editar] Ligações externas

[editar] Galeria

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