Ilha de Itamaracá

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Município de Ilha de Itamaracá
Forte Orange
"Itamaracá, Beleza Natural, Capital da Ciranda"
Brasão desconhecido
Bandeira de Ilha de Itamaracá
Brasão desconhecido Bandeira
Hino
Aniversário {{{aniversário}}}
Fundação 1958
Gentílico itamaracaense
Lema {{{lema}}}
Prefeito(a) {{{prefeito}}}
Localização
[[Imagem:|280px|center|Localização de Ilha de Itamaracá]]
Unidade federativa Pernambuco
Mesorregião Metropolitana de Recife IBGE/2008 [1]
Microrregião Itamaracá IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Recife
Municípios limítrofes Goiana (NO), Itapissuma (O) e Igarassu (S)
Distância até a capital 48 quilômetros
Características geográficas
Área 65,4 km²
População 18.412 hab. est. IBGE/2008 [2]
Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2]
Densidade 281,5 hab./km²
Altitude 3 metros
Clima tropical chuvoso com verão seco As'
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0 743 Erro de expressão: Caracter de pontuação "," não reconhecido PNUD/2000
PIB R$ 68.156 mil IBGE/2005 [3]
PIB per capita R$ 3.680,00 IBGE/2005 [3]

A Ilha de Itamaracá é uma ilha no litoral do estado de Pernambuco, no Brasil. Constitui-se em um município, integrante da Região Metropolitana do Recife. Fica separada do continente pelo canal de Santa Cruz.

Índice

[editar] História

A expressão "Itamaracá" deriva da língua tupi, com o significado de "pedra que canta" ou "pedra sonante".

Segundo registros do IBGE, [4], o tribunal francês de Bayone cita a ocupação da ilha por portugueses já em 1491 em processo sobre os crimes do navio La Pélerino. Segundo Fonseca [5], os primeiros habitantes seriam náufragos, havendo também registros sobre a passagem dos portugueses João Coelho da Porta da Cruz e Duarte Pacheco Pereira, em 1493 e 1498, respectivamente.

Em 1526 já havia uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, de responsabilidade do padre Francisco Garcia, na Vila Velha, localizada à margem esquerda do Canal de Santa Cruz, construída no local onde havia um fortim, sob a liderança do capitão João Gonçalves.

A ocupação da ilha remonta a uma feitoria estabelecida em 1508.

A ilha pertencia à Capitania de Itamaracá, uma quinze divisões originais do território brasileiro entregues a donatários em regime de hereditariedade. A capitania foi doada a Pero Lopes de Sousa, em 1534. O território da capitania estendia-se desde a linha imaginária de Tordesilhas até a costa, tendo como limite norte a Baía da Traição (Paraíba) a Igarassu (Pernambuco). Em 1540, a Feitoria de Itamaracá foi elevada à categoria de vila e sede da capitania. A capitania foi extinta em 1574 e o território passou a integrar a Capitania de Pernambuco.

Ver artigo principal: Capitania de Itamaracá
.

A ilha prosperava à sombra da economia açucareira. Em 1630, a Vila Velha possuia 100 casas e uma Santa Casa de Misericórdia.

Os holandeses invadiram a ilha em 1631 e lá ergueram o Forte Orange, na entrada Sul do canal de Santa Cruz, construído em taipa de pilão. O forte tinha este nome em homenagem ao Príncipe holandês Frederico Henrique de Orange, tio de Maurício de Nassau. A ilha de Itamaracá serviu de celeiro aos holandeses. Posteriormente, o forte passou a ser chamado Forte de Santa Cruz, já sob domínio português.

Ver artigo principal: Invasões holandesas do Brasil

Em 1763, o rei D. João V comprou a ilha para a Coroa Portuguesa por 4000 cruzados.

O Distrito foi criado em 1 de maio de 1866, pela Lei Provincial de número 676.

Atualmente, a sede do município fica no Pilar, elevado à categoria de vila em 1831.

[editar] Geografia

A sua população estimada em 2008 é de 18.412 habitantes.

O município situa-se na unidade geoambiental das Baixadas Litorâneas do Nordeste, apresentando dunas, restingas e mangues. A vegetação nativa é composta por floresta perenifólia e de restinga.

Itamaracá insere-se no domínio do grupo de bacias de pequenos rios litorâneos. Tem como principais tributários os rios Paripe e Jaguaribe. Os cursos d'água são perenes e de pequena extensão. Conta ainda com a lagoa Pai Tomé.

[editar] Turismo

Distante cerca de quarenta quilômetros do Recife, a ilha oferece ao turismo praias de águas calmas, com coqueiros, piscinas naturais, recifes e bancos de areia. Também é procurada para a prática de esportes náuticos.

Além das reservas ecológicas com remanescentes da Mata Atlântica, abriga o Centro de Preservação do Peixe-Boi.

No extremo sul da Ilha ergue-se o Forte Orange, construído pelos neerlandeses no contexto da segunda das Invasões holandesas do Brasil. Vizinha ao forte localiza-se uma das comunidades mais antigas de Pernambuco, a Vila Velha, hoje habitada por pescadores.

Ainda ao sul da ilha encontra-se a ilhota conhecida como Corôa do Avião. Constitui-se em um banco de areia que se formou na década de 1980 por força das correntes marinhas e que atualmente abriga, além de pequenas barracas que servem comida regional, a Estação de Estudos sobre Aves Migratórias e Recursos Ambientais da Universidade Federal de Pernambuco, voltada para o estudo das aves migratórias.

Além das atrações turísticas, o município abriga três presídios: um para doentes mentais (HCTP), um de alta segurança (PPBC) e um de regime semi-aberto (PAISJ).

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. 3,0 3,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. Documentação Territorial do Brasil
  5. Blog Homero Fonseca

[editar] Ligações externas

[editar] Galeria



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