Ilha de São Miguel

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São Miguel
São Miguel está localizado em: Oceano Atlântico
São Miguel
Localização no Oceano Atlântico
37° 47' N 25° 30' O
PT Sao Miguel.PNG
Geografia física
País Portugal
Localização Oceano Atlântico
Arquipélago Açores
Área 746,82  km²
Geografia humana
População 131.609 (2001)
Sao Miguel-the green island.JPG
Paisagem oriental de São Miguel.

São Miguel é a maior das ilhas do arquipélago dos Açores e a maior de todas as ilhas integrantes do território de Portugal. Com uma superfície de 746,82 km², mede 64,7 quilómetros de comprimento e de 8–15 km de largura e conta com uma população de 131 609 habitantes (2001), mais 4,5% que uma década antes. É composta pelos concelhos de Lagoa, Nordeste, Ponta Delgada, Povoação, Ribeira Grande e Vila Franca do Campo.

Ao natural ou habitante da ilha denomina-se micaelense.

História[editar | editar código-fonte]

Descoberta e povoamento[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que a ilha tenha sido descoberta entre 1426 e 1439 já se encontrando assinalada em portulanos de meados do século XIV como "Ilha Verde".[1] O seu descobrimento encontra-se assim descrito:

"O Infante D. Henrique, desejando conhecer se haveria ilhas ou terra firme nas regiões afastadas do Oceano Ocidental, enviou navegadores. (...) Foram e viram terra a umas trezentas léguas a ocidente do cabo Finisterra e viram que eram ilhas. Entraram na primeira, acharam-na desabitada e, percorrendo-a, viram muitos açores e muitas aves; e foram à segunda, que agora é chamada de S. Miguel, onde encontraram também aves e açores e, além disso, muitas águas quentes naturais."[2]

Constituiu uma capitania única com a ilha de Santa Maria, tendo como primeiro capitão do donatário Gonçalo Velho Cabral. O seu povoamento iniciou-se em 1444, a 29 de Setembro, dia da dedicação do Arcanjo São Miguel, então patrono de Portugal e santo da especial devoção do Infante D. Pedro, então Regente do Reino, e que dá o nome à ilha.

Os primeiros povoadores desembarcaram entre "duas frescas ribeiras de claras, doces e frias águas, entre rochas e terras altas, todas cobertas de alto e espesso arvoredo de cedros, louros, ginjas e faias". Trouxeram consigo gado, aves e sementes de trigo e legumes e outras coisas necessárias. Fundaram então, a primeira "povoação de gente" na ilha que, mais tarde, ficaria conhecida apenas por Povoação Velha de S. Miguel, onde se ergueu a primitiva Igreja de Santa Bárbara, no local onde foi dita a primeira missa seca. Posteriormente, percorrendo a costa para oeste, encontraram uma planície à beira e ao nível do mar, que lhes agradou e onde decidiram fixar-se. A povoação ficou conhecida como "do Campo", e em pouco tempo receberia o estatuto de "vila franca" (isenta de tributos excepto o devido à Coroa de Portugal), o que contribuiu para atrair mais povoadores.

Entre os nomes destes primeiros povoadores registam-se os de Jorge Velho[3] , Gonçalo Vaz Botelho, o Grande[4] e Afonso Anes, o Cogumbreiro[5] , Gonçalo de Teves Paim[6] e seu irmão Pedro Cordeiro[7]

Visando atrair mais povoadores para esta ilha, de maiores dimensões e características geológicas mais dinâmicas do que Santa Maria, foi necessário oferecer maior incentivo ao povoamento, o que veio a ser expresso por carta régia de 20 de abril de 1447, pela qual se isentam os moradores desta ilha da dízima de todos os géneros nela produzidos:

"Dom Afonso, etc. A quantos esta carta virem (...). Temos por bem e quitamos deste dia para todo sempre a todos os moradores que ora vivem e moram, ou morarem daqui em diante em a dita ilha de todo o pão e vinho e pescados e medeiras e legumes e todas as outras coisas que nela houverem e trouxerem a estes nossos reinos por qualquer forma. (...)"[8]

Aos primeiros povoadores juntar-se-ão outros, oriundos principalmente da Estremadura, do Alto Alentejo, do Algarve e da Madeira. Posteriormente, alguns estrangeiros também se instalam, nomeadamente Franceses[9] , e minorias culturais como judeus e mouros.

A posição geográfica e a fertilidade dos solos permitiram um rápido desenvolvimento económico, baseado no setor primário, voltado para o abastecimento das guarnições militares portuguesas no Norte d'África e na produção de açúcar e de urzela, um corante exportado para a Flandres. O sobrinho de Gonçalo Velho Cabral, João Soares de Albergaria, sucedeu-lhe no cargo. À época de Albergaria, anteriormente a 1472, receberam foral de vilas as localidades de Vila do Porto e de Vila Franca do Campo, as mais antigas dos Açores.

Por motivo de doença de sua esposa, D. Brites Godins, deslocou-se com ela para a Ilha da Madeira, em busca de clima mais favorável, sendo acolhidos pela família do capitão do Funchal, João Gonçalves da Câmara de Lobos. Aí foi decidida a venda da capitania de São Miguel, por 2.000 cruzados em espécie e 4.000 arrobas de açúcar. Este contrato teve a anuência da Infanta D. Beatriz, tutora do donatário, D. Diogo, duque de Viseu, conforme carta de 10 de Março de 1474, sendo ratificada pelo soberano nestes termos:

"Fazemos saber que Rui Gonçalves da Câmara, cavaleiro da Casa do Duque de Viseu, meu muito amado primo, e prezado sobrinho nos disse como lhe per a Infanta Dona Beatriz, sua madre e tutor, em nome seu, era feita a doação da capitania da ilha de San Miguel para sempre aprovamos e confirmamos a dita doação.".[10]

Ficaram assim definitivamente separadas as capitanias de São Miguel e Santa Maria.

Vila Franca do Campo, mais importante porto comercial da ilha, considerada sua primeira capital, e onde esteve localizada a alfândega até 1528, foi arrasada pelo grande terramoto de 22 de outubro de 1522, em que se estima terem perecido 4000 pessoas. Após a tragédia, os sobreviventes transferiram-se para a povoação de Ponta Delgada, logrando obter do soberano os mesmos privilégios de que gozava cidade do Porto, conforme já o gozavam os de Vila Franca do Campo, iniciando-se o seu desenvolvimento, de tal modo próspero, que Ponta Delgada foi elevada a cidade por Carta-Régia passada em 1546, tornando-se capital da ilha.

No contexto da crise de sucessão de 1580, aqui tiveram lugar lutas entre os partidários de D. António I de Portugal e de Filipe II de Espanha, culminando na batalha naval de Vila Franca, ao longo do litoral sul da ilha (26 de Julho de 1582), com a vitória dos segundos. Após a batalha, D. Álvaro de Bazán, marquês de Santa Cruz de Mudela, desembarcou em Vila Franca do Campo, onde estabeleceu o seu quartel general e de onde fez supliciar por enforcamento cerca de 800 prisioneiros franceses e portugueses, no maior e mais brutal massacre jamais ocorrido nos Açores.

Pelo apoio dispensado à causa de Filipe II, a família Gonçalves da Câmara, na pessoa de Rui Gonçalves da Câmara, capitão do donatário, recebeu o título de conde de Vila Franca por alvará de 17 de Junho de 1583.

O século XVII[editar | editar código-fonte]

Igreja de S. Miguel Arcanjo, Vila Franca do Campo: marca do impacto de um projétil de artilharia no alçado da torre sineira voltado para o mar.

Durante a Dinastia Filipina, o litoral sul da ilha foi palco da batalha Naval de Vila Franca (26 de julho de 1582), com a derrota portuguesa e o massacre exemplar de centenas de franceses por ordem do marquês de Santa Cruz de Mudela.

Entre os ataques de corsários à ilha no período, destacam-se o da armada inglesa sob o comando de Robert Devereux, 2º Conde de Essex, no Outono de 1597, que ascendia a cem velas, na sequência dos ataques às ilhas do Faial e do Pico. Mais tarde, um outro ataque deixou como testemunha a marca do impacto de um projétil de artilharia no alçado da torre sineira voltado para o mar da Igreja de São Miguel Arcanjo em Vila Franca do Campo, tendo abaixo dele sido inscrita a data: 1624.

Com a Restauração da Independência Portuguesa (1640), a ilha recuperou a sua posição como centro comercial, estreitando contactos com o Brasil, para onde enviou muitos colonos.

O século XVIII[editar | editar código-fonte]

Datam deste período muitos dos edifícios históricos da ilha, nomeadamente solares e igrejas, exibindo elaboradas cantarias, delicados azulejos e ricas talhas que podem ser apreciados até aos nossos dias. Essa expansão arquitetónica é justificada pelos lucros obtidos com a produção de laranjas para exportação, cujo principal mercado era a Grã-Bretanha.

O século XIX[editar | editar código-fonte]

No contexto da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), após o desembarque das forças Liberais no Pesqueiro da Achadinha (concelho de Nordeste), sob o comando do 7.º conde de Vila Flor (1831), as forças miguelistas foram derrotadas no combate da Ladeira da Velha (3 de agosto de 1831).

Em 1832, partiu de Belle-Isle, na Bretanha, a expedição militar sob o comando de D. Pedro, rumo aos Açores (10 de Fevereiro), e que chegou a São Miguel a 22 de fevereiro. Após organizar o governo regencial na ilha Terceira, em Angra, D. Pedro retornou a São Miguel, para embarcar as suas forças (20 a 22 de junho) que partem (27 de junho) rumo ao Desembarque do Mindelo (8 de julho).

Após o fim do conflito registou-se a chamada Revolta dos Calcetas (1835). No mesmo ano, foi fundado o primeiro periódico em São Miguel. Com a paz foi retomada a anterior expansão económica da ilha.

No contexto da Revolução da Maria da Fonte, em 1846 foi formada uma Junta Governativa no Distrito de Ponta Delgada.

A prosperidade trazida pela produção e exportação da laranja veio a ser abalada quando, em 1860, uma doença exterminou os laranjais. Essa crise foi superada com a introdução de novas culturas como o tabaco, o chá, a espadana, a chicória, a beterraba e o ananás, a que se juntaram, com o passar dos anos, indústrias ligadas à pesca e à pecuária. Na década de 1860 foi construído o porto de Ponta Delgada, servido pela linha do Porto de Ponta Delgada.

A 8 de Junho de 1893 foi apresentado ao Parlamento Português uma proposta para ligação telegráfica com os Açores. Autorizada, o Estado Português contratou a companhia inglesa Telegraph Construction and Maintenance Company Limited para o lançamento e exploração do cabo submarino. A 19 de agosto desse mesmo ano, pelas 11:40h tocava em Ponta Delgada a ponta do cabo que ligava à estação de Cascais, sendo os serviços oficialmente inaugurados em 27 de agosto de 1893.[11]

O século XX[editar | editar código-fonte]

No contexto da Primeira Guerra Mundial a cidade de Ponta Delgada e seus arredores foram bombardeadas por 50 obuses de 125mm do "Deutschland", um submarino do Império Alemão, classe U-155 (4 de julho de 1917), sob o comando do capitão Karl Meusel. Além dos danos materiais, o ataque causou a morte de uma jovem de 16 anos (Tomásia Pacheco) e alguns feridos na Canada do Pilar, na Fajã de Cima. A unidade naval alemã foi repelida pelo fogo de artilharia (15 tiros) do navio carvoeiro estadunidense "Orion" estacionado na doca, apoiado pela artilharia portuguesa em terra, na Madre de Deus (4 tiros).[12]

A partir desse ataque, foi instalada uma base naval estadunidense em Ponta Delgada, que se manteve em operação até Setembro de 1919. Nesse período, cerca de 2.000 navios demandaram o porto. O abastecimento a essas embarcações e a milhares de militares em trânsito, preservou a economia da ilha das dificuldades da guerra e permitiu a formação de algumas pequenas fortunas. A circulação de dólares e de libras em abundância permitiu que, entre 1914 e 1924 o número de casas bancárias passasse de 6 para 20, em paralelo à abertura de diversos cafés, restaurantes e outros espaços de diversão. Do mesmo modo, registaram-se investimentos de capitais em fábricas de maiores dimensões e na criação de companhias de transporte marítimo.

De maneira geral, o desenvolvimento da indústria da pesca e do beneficiamento de produtos agrícolas ajudou a incrementar a economia da ilha até aos nossos dias.

Atualmente, São Miguel constitui-se em um dos centros político-administrativos mais dinâmicos do arquipélago e sede do Governo Regional dos Açores.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ilha de S. Miguel: paisagem a caminho da Lagoa do Fogo.
Lagoa do Fogo, Miradouro da Serra da Barrosa.
Lagoa das Sete Cidades.

Relevo[editar | editar código-fonte]

A ilha, de natureza vulcânica, sujeita a atividade sísmica, apresenta relevo montanhoso, sobretudo no seu interior, dominado pelo pico da Vara, sendo recortada por vales, grotas e ribeiras - únicos cursos de água. A origem vulcânica é presente na tipologia das rochas e terrenos de "biscoito" (produzidos por camadas onduladas de lava) e "mistérios" (por lavas esponjosas, onde proliferam os musgos e as ervas) - típicos no arquipélago -, e fumarolas-sulfataras[13] permanentes, como as do Vale das Furnas e na Ribeira Grande. O fundo de crateras de antigos vulcões extintos servem de leito a belas lagoas como a Lagoa das Sete Cidades, a Lagoa do Fogo, e a Lagoa das Furnas. Essa combinação de fatores propicia a que no Vale das Furnas sejam reputadas as suas águas minero-medicinais.

As formações de relevo, na ilha são complementadas ainda pela presença das chamadas "lombas" - formas de relevo ligeiramente aplainadas - e de picos - formas de relevo relativamente aguçadas.

Clima[editar | editar código-fonte]

Como as demais ilhas do arquipélago, o clima de S. Miguel é temperado oceânico. O Atlântico e a Corrente do Golfo funcionam como moderadores da temperatura - a maritimidade - conferindo a ilha e ao arquipélago em geral uma pequena amplitude térmica. A pluviosidade distribui-se regularmente ao longo do ano, embora seja mais abundante na estação fresca.

No Inverno, também como as demais ilhas do arquipélago, é assolada por fortes ventos que sopram predominantemente do sudoeste, enquanto que no Verão se deslocam para o quadrante Norte. O céu apresenta-se geralmente com nebulosidade, o que causa insolação variável.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Graças ao seu clima temperado e húmido, a ilha recebeu bem as mais variadas espécies introduzidas pelos povoadores ao longo dos séculos. A obra "Flores", de Erik Sjögren regista cerca de 850 plantas vasculares, das quais apenas 56 endémicas, algumas referidas por Gaspar Frutuoso, que relatou:

"Estava esta ilha, logo que se achou, muito cheia de alto, fresco e grosso arvoredo, de cedros, louro, ginjas, sanguinho, faias, pau branco e outra sorte de árvores; (…)" (in: Saudades da Terra, Livro IV, vol. II. Ponta Delgada, 1931. cap. LV, p. 25.)

A densa cobertura vegetal que caracterizava a ilha à época do seu descobrimento, deu lugar, com o povoamento, à abertura de campos de cultivo, consumida historicamente como fonte energética e de material de construção das populações. Paralelamente foram sendo introduzidas novas espécies conforme os interesses económicos da Coroa portuguesa, como o trigo, o linho e o pastel, entre tantas outras.

Economia[editar | editar código-fonte]

O setor primário constitui a principal actividade económica da ilha, destacando-se a produção de cereais, chá, frutas e vinho, além da pecuária bovina.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A Lagoa das Sete Cidades, com as suas duas lagoas - azul e verde - limitadas por uma caldeira, o ilhéu de Vila Franca, reserva natural, assim como o vale das Furnas, com as suas fumarolas, de águas e lamas quentes e medicinais, são apenas alguns exemplos dos inúmeros pontos atractivos que São Miguel apresenta.

Outro dos pontos de interesse da ilha é a Lagoa do Fogo, que se situa na Serra de Água de Pau, bem como a Lagoa do Congro, localizada a poucos quilómetros da Vila Franca do Campo.

Na zona Este da ilha, fica o Pico da Vara - a maior elevação da ilha - com 1103 metros de altitude. Na zona central, a serra de Água de Pau com 940 metros de altura e na zona Oeste situa-se a Caldeira das Sete Cidades com 850 metros de altitude.

A cidade de Ponta Delgada mantém ainda as suas igrejas e palácios dos séculos XVI ao XIX. Aqui tem lugar a maior festa religiosa do arquipélago, aonde acorrem milhares de pessoas anualmente: as festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, no quinto Domingo depois da Páscoa.

Outra manifestação religiosa desta ilha são os Romeiros. Por altura da Semana Santa, grupos de algumas dezenas de homens percorrem a ilha a pé, durante oito dias, rezando e cantando em todas as Igrejas e Ermidas que se deparam pelo caminho.

Na margem sul da Lagoa das Furnas foi inaugurado o Centro de Monitorização e Investigação das Furnas (CMIF) que tem por objetivo implementar e divulgar as ações de recuperação ecológica da qualidade da água e do ecossistema da lagoa, no âmbito dos programas e ações do Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas (POBHLF).

Notas

  1. Será descrita, posteriormente, por Gaspar Frutuoso, do mesmo modo, que sobre ela principia: "Esta Ilha de S. Miguel em que, Senhora, estamos, é montanhosa e regada de ribeiras, e era logo, quando se achou, coberta de arvoredo (…) por ser húmida com as águas das chuvas e ribeiras e quente do sol (…)." (in: Saudades da Terra)
  2. Diogo Gomes. Relações do Descobrimento da Guiné e das ilhas dos Açores, Madeira e Cabo Verde. c. 1500.
  3. Sobrinho do rei de Fez e afilhado de baptismo de Gonçalo Velho Cabral. Ele era o chefe dos cavaleiros mouriscos, fidalgos de África e da Casa do Infante. A mulher, África Anes, era filha de Gonçalo Anes de Salamanca, e enviuvou muito nova deste nosso povoador de quem teve filhos de apelido Jorge.
  4. Foi fundador da Povoação e de Vila Franca do Campo. De sua esposa sabe-se apenas que vinha grávida.
  5. Era descendente de Anes da Costa da Raposeira, no Algarve e que D. Henrique, cognominou assim pela razão de ter muitos filhos como os cogombros. Era casado com uma senhora Carneiro, do Porto.
  6. Era francês, de Paris, teve poderes para distribuir terras e foi almoxarife.
  7. Este foi escrivão do almoxarife e tabelião de Vila Franca do Campo (a primeira capital), e de toda a ilha. Tinha quatro filhas muito formosas e virtuosas. Diz-se que fazia escrituras em pergaminho "breves e de poucas regras, rematadas com palavras mui judiciais e discretas".
  8. ANTT, Livro das Ilhas, f. 26 verso; e Livro 2º dos Mistícios, f. 196 verso, in Arquivos dos Açores, vol. I, p. 6-7.
  9. A importância destes no povoamento reflete-se até aos nossos dias no falar característico dos Micaelenses.
  10. Carta de D. Afonso V, a 20 de Maio de 1474. apud: MONTEREY, 1981:141-142).
  11. SUPICO, Francisco Maria. Escavações (vol. III), Ponta Delgada (Açores), Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1995. nº 519, p. 1055, jornal A Persuasão nº 2282, 11 out. 1905.
  12. BENTO, 2003:63-65.
  13. Manifestações secundárias de vulcanismo que libertam gases sulfurosos do interior da terra, nela depositando enxofre.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BENTO, Carlos Melo. História dos Açores (vol. III). Ponta Delgada (Açores): Câmara Municipal de Ponta Delgada, 2003. 196p. fotos p/b
  • CHAVES E MELO, Francisco Afonso de. Descrição da Ilha de S. Miguel. Lisboa, 1723.
  • MONTEREY, Guido de. Santa Maria e São Miguel (Açores): as duas ilhas do oriente. Porto: Ed. do Autor, 1981. 352p. fotos.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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