Ilha de Santa Catarina

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Ilha de Santa Catarina
SantaCatarina Municip Florianopolis.svg
Mapa da localização da Ilha de Santa Catarina no Brasil.
27° 33′ S 48° 28′ W
Geografia física
País  Brasil
Flag of Santa Catarina Santa Catarina
Localização Oceano Atlântico
Área 424,4  km²
Geografia humana
População 315 000 (2006)
Densidade 602,29 hab./km²
SantaCatarinaIsland Landsat 2000.jpeg
A Ilha de Santa Catarina e região circunvizinha em imagem de satélite (NASA).

A ilha de Santa Catarina é parte do município de Florianópolis e situa-se no oceano Atlântico, no litoral sul do Brasil, no centro do litoral do Estado de Santa Catarina, entre as latitudes 27° sul e longitudes 48° oeste. Tem cerca de 54 km de comprimento (norte–sul) por no máximo 18 km de largura (leste–oeste), ao norte, totalizando uma área de 424,4 km².

A maior parte do município de Florianópolis (97,23%), capital do estado, fica na ilha de Santa Catarina. O centro da cidade fica na região centro-oeste, havendo diversos bairros e distritos distribuídos no restante da ilha: os bairros da Carvoeira, Córrego Grande, Itacorubi, Pantanal, Santa Mônica e Trindade (onde fica a UFSC) localizam-se no centro da ilha. Ao noroeste ficam Santo Antônio de Lisboa, Cacupé, Sambaqui, a Barra do Sambaqui e a Praia da Daniela. No norte estão as localidades de Ingleses, Canasvieiras e Jurerê. No centro-norte Ratones, Vargem Grande e Vargem Pequena. No nordeste o Rio Vermelho. No leste a Barra da Lagoa, a Lagoa da Conceição, Rio Tavares e Campeche. No sudeste o Morro das Pedras e Armação do Pântano do Sul. No sul o Pântano do Sul e a Costa de Dentro. No centro-sul a Costa de Cima. No sudoeste a Caieira da Barra do Sul e o Ribeirão da Ilha.

A ilha é a maior de um arquipélago constituído por mais de 30 ilhas, sendo a maioria ilhas pertencente ao município de Florianópolis. Além dessas, fazem parte do arquipélago ilhas de municípios vizinhos como a Ilha de Anhatomirim, Ilha das Cabras, Ilha do Arvoredo, Ilha Deserta e Ilha Galés entre outras.

A ilha de Santa Catarina é ligada ao continente por três pontes, a ponte Hercílio Luz, a ponte Colombo Salles e a ponte Pedro Ivo Campos. Estas pontes vencem um canal que tem cerca de 500 metros de largura e até 28 metros de profundidade. O estreito formado dá nome a um dos bairros continentais da cidade e delimita as baías Sul e Norte.

História[editar | editar código-fonte]

Primeiras explorações[editar | editar código-fonte]

Durante as vindas dos primeiros navegadores europeus à Ilha de Santa Catarina ocorreram alguns naufrágios que depois foram estudados e deram origem a dois projetos de arqueologia subaquática em Florianópolis, um no norte e outro no sul da ilha. Diversos artefatos e partes das embarcações foram recuperados pelos pesquisadores responsáveis por esses trabalhos, financiadas principalmente pela iniciativa privada.

Nessa época ocorreram naufrágios de embarcações que depois foram estudadas e deram origem a dois projetos de arqueologia subaquática em Florianópolis, um no norte e outro no sul da ilha. Diversos artefatos e partes das embarcações foram recuperados pelos pesquisadores responsáveis por essas iniciativas, financiadas principalmente pela iniciativa privada. [1]

Século XVI[editar | editar código-fonte]

Hans Staden, aventureiro mundialmente conhecido que caiu nas mãos dos Tupinambás canibais do atual estado de São Paulo, passou pela Ilha de Santa Catarina. Em seu livro "Viagem ao Brasil" ele publicou o que pode ter sido um dos primeiros mapas detalhados do que hoje é Florianópolis. [2]

Mapas holandeses do século XVII[editar | editar código-fonte]

Os registros cartográficos holandeses traziam também muitas referências quanto às tribos indígenas que habitavam as regiões demonstradas. As primeiras menções em mapas dos Países Baixos aos índios Patos, além dos relatos dos primeiros navegadores portugueses que passaram pela atual Florianópolis no início do século XVII (inicialmente chamada de Porto dos Patos) e pelos bandeirantes paulistas, foram feitas por Jodocus Hondius em 1622, que mostrou o "R. Patus Plaia" e as "Seis Ilheas". Em compensação, o geógrafo não mostrou o contorno da ilha que hoje é a capital do estado de Santa Catarina, representada em seu atlas por uma península - apenas em 1631 Henricus Hondius vai revelar o formato da Ilha de Santa Catarina. Mesmo assim Jodocus Hondius não levou isso em conta em seu novo atlas de 1633. Willem Blaeu reproduziu também a ilha em 1635, seguido pelos cartógrafos holandeses Jan Jansson em 1650, Frederik de Wit em 1670, Petrus Berius em 1675, Carel Allard em 1680, Robert Mordern e novamente De Wit em 1688, e Nikolaus Visscher em 1698. (Carece de referências, já que o blog citado não mais existe)

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo[editar | editar código-fonte]

O ponto culminante da ilha é o morro do Ribeirão da Ilha, com 532 m de altitude, situado no distrito do mesmo nome. Há várias cadeias de montanhas que se estendem na direção norte-sul: no norte, no centro e, separada das demais pela planície de entremares do Campeche, o maciço da Lagoa do Peri e do Ribeirão da Ilha.

Lagoas[editar | editar código-fonte]

Existem duas grandes lagoas na ilha: a Lagoa da Conceição, de água salobra, situada no centro-leste, e a Lagoa do Peri, de água doce, situada no sudeste. Outras lagoas menores existentes são: Lagoinha do Leste, na praia do mesmo nome, Lagoa da Chica e a Lagoinha Pequena, ambas próximas à praia do Campeche.

A geomorfologia da ilha sofre influência da serra do Mar, da serra Geral e do intemperismo litorâneo: predominam os granitos da serra do Mar, ocorrendo derrames basálticos esporadicamente. Isso por estar situada na divisa entre as duas serras.

Vista panorâmica da lagoa da Conceição.
Vista panorâmica da lagoa da Conceição.

Cavernas[editar | editar código-fonte]

Conhecida por suas praias, a Ilha de Santa Catarina também é pródiga em termos de cavernas. Há dezenas delas espalhadas por seus morros e costões. Dois são os principais tipos de cavernas encontrados na Ilha: furnas de abrasão marinha (Sea Caves) e cavernas de blocos (Talus Caves).

Entre as primeiras destacam-se a Furna do Matadeiro, esculpida num dique de diabásio, a Toca da Baleia, que leva tal nome por conta, segundo os antigos, do encalhe de uma baleia na entrada da furna, e a Furna do Pântano do Sul. O que chama a atenção nesta última e em outras furnas é a existência de espeleotemas de dimensões expressivas em material carbonático, sendo que não há registro de rochas deste tipo na Ilha.

Já as cavernas de blocos são as de maiores dimensões, algumas com centenas de metros de condutos e galerias. Entre elas destacam-se a Gruta das Feiticeiras com seu grande salão, a Caverna do Rei habitada clandestinamente e a Gruta do Saco Grande onde foi encontrada uma rã da espécie Ischnocnema manezinho (Garcia, 1996) que acredita-se poder estar restrita à sua localidade-tipo, a Ilha de Santa Catarina.

Outras cavernas relevantes são: o Buraco da Encantada, a Furna Preta, a Gruta do Saco Grande, a Toca da Nega e a Gruta das Pinturas. Esta última abriga pinturas rupestres de origem controversa. Além delas, diz a lenda que existe um túnel entre o alto do Morro da Cruz e a Catedral Metropolitana. Também há relatos acerca de buracos de índio no sul da Ilha.

Não há um registro oficial com as cavidades existentes na Ilha de Santa Catarina. Atualmente um grupo de espeleologia sediado em Florianópolis realiza o registro das mesmas no Cadastro Nacional de Cavernas da Sociedade Brasileira de Espeleologia.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Arqueologia subaquática: Os segredos submersos de Santa Catarina", FARIAS, B. M., setembro de 2007. Trabalho acadêmico apresentado na Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.
  2. "A Ilha de Santa Catarina no século XVI: Hans Staden fala sobre sua pacífica passagem por Florianópolis antes de um terrível naufágio e antes de ir cair nas mãos dos Tupinambás canibais no atual estado de SP", FARIAS, B. M., setembro de 2008. Trabalho acadêmico apresentado na Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]