Ilhas Marshall

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Aolepān Aorōkin M̧ajeļ
Republic of the Marshall Islands

República das Ilhas Marshall
Bandeira das Ilhas Marshall
Brasão de Armas das Ilhas Marshall
Bandeira Brasão de armas
Lema: "Jepilpilin ke ejukaan"
("Realizações mediante um esforço comum")
Hino nacional: Forever Marshall Islands
Gentílico: marshallino[1][2]

Localização das Ilhas Marshall

Localização das Ilhas Marshall no Pacífico
Capital Majuro
7° 04' S 171° 16' E
Cidade mais populosa Majuro (24.000)
Língua oficial Marshalês, Inglês
Governo República presidencialista
 - Presidente Christopher Loeak
Independência dos Estados Unidos 
 - Data 21 de outubro de 1986 
Área  
 - Total 181,4 km² (187.º)
 - Água (%) Insignificante
População  
 - Estimativa de 2009 62.000 hab. (205.º)
 - Censo 2003 56,429 hab. 
 - Urbana 67% hab. (205.º)
 - Densidade 358 hab./km² (20.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ 115 milhões (220.º)
 - Per capita US$ 2.900 (195.º)
Indicadores sociais
 - IDH (1998) 0,563 (n/a.º) – médio
 - Esper. de vida 71,19[3] anos (101.º)
 - Mort. infantil 25,45/mil nasc. (138.º)
Moeda Dólar americano (USD)
Fuso horário UTC +12
 - Verão (DST) vários
Clima equatorial
Cód. Internet .mh
Cód. telef. +692
Website governamental [1]

Mapa das Ilhas Marshall

As Ilhas Marshall, ou raramente Ilhas Marechal[4], são um país da Micronésia, cujos vizinhos mais próximos são Kiribati, a sul, os Estados Federados da Micronésia, a oeste, e a Ilha Wake, pertencente aos Estados Unidos da América, a norte.

Embora tenha a constituição de uma república, este território é um "Estado Livremente Associado" aos Estados Unidos da América.

Índice

[editar] História

Embora as Ilhas Marshall tenham sido povoadas por micronésios no Segundo milénio a.C., pouco se sabe da história primitiva das ilhas.

[editar] Chegada dos europeus

O explorador espanhol Alonso de Salazar foi o primeiro europeu a avistar as Ilhas Marshall em 1526, mas as ilhas permaneceram virtualmente sem ser visitadas durante vários séculos, até à chegada do capitão inglês John Marshall em 1788, que deu o seu nome às ilhas.

Uma companhia comercial alemã fixou-se nas ilhas em 1885, e alguns anos mais tarde elas tornaram-se parte do protectorado da Nova Guiné Alemã.

[editar] Primeira Guerra Mundial

Sob o controle do Império Alemão, o Japão conquistou as ilhas na Primeira Guerra Mundial e passou a administrá-las sob mandato da Liga das Nações quando a Alemanha renunciou a todas as suas posses no Pacífico.

Ao contrário do Império Alemão, que tinha interesses econômicos principalmente na Micronésia o Japão queria utilizar as ilhas para aumentar seu território e conter a super população do país. O Japão deixou a Liga das Nações em 27 de Março de 1933 mas mesmo assim continuou a administrar o local.

[editar] Segunda Guerra Mundial

Na Segunda Guerra Mundial, durante a Gilbert and Marshall Islands campaign na Batalha de Tarawa, os Estados Unidos invadiram as ilhas (1944) e, depois da derrota do Japão, começou a administrá-las dentro do Território Fiduciário das Ilhas do Pacífico. Durante a batalha, as ilhas sofreram danos gigantescos e, em consequência, uma grande escassez de alimentos.

[editar] Depois da Segunda Guerra

Teste nuclear nas Ilhas Marshall no "Pacific Test Site" ("Locais de teste do Pacífico").

Os EUA começaram a realizar testes nucleares nas ilhas entre 1946 e 1958, prolongando-os até à década de 1960. Devido aos testes, muitos marshalleses adoeceram com elevados níveis de radiação, e até hoje há pedidos de compensação. Na ilha do Bikini por exemplo, todos os alimentos que são de sua origem têm altos níveis de radiação, o que causou a desabitação da ilha.

Em 1979, foi estabelecida a República das Ilhas Marshall e foi assinado um Tratado de Livre Associação com o governo dos EUA, que se tornou efectivo em 1986.

[editar] Geografia

Praia nas Ilhas Marshall.

As Ilhas Marshall compreendem 29 atóis e 5 ilhas, agrupadas em duas secções, uma oriental chamada Grupo Ratak (“Ratak Chain” em inglês, e que significa o nascer-do-sol) e outra a ocidente, Ralik (que significa o pôr-do-sol). Dois terços da população vive em Majuro, a capital, e em Ebeye.

[editar] Demografia

A população das ilhas Marshall é de origem micronésia, e segue uma religião protestante (cerca de 90% da população). Tem uma expectativa de vida de 66 anos, e a taxa de mortalidade infantil é de 39 por cada mil crianças.

[editar] Política

O presidente das Ilhas Marshall é chefe de estado e do governo e é eleito pelo Nitijela (parlamento), e dentre os membros daquele órgão nomeia os ministros. Tem dois órgãos legislativos, o Parlamento e o Conselho dos Chefes.

As eleições para o parlamento, que tem 33 deputados, são realizadas de 4 em 4 anos.

Em 1986, o governo das Ilhas Marshall assinou um Tratado de Livre Associação com os EUA, que passaram a ter autoridade total e responsabilidade pela defesa do território, além de terem instituído um programa federal de assistência.

Casa presidencial em Majuro.

[editar] Subdivisões

As Ilhas Marshall dividem-se em 33 municípios, que correspondem às ilhas e atóis habitados.

[editar] Economia

A economia do país é quase totalmente dependente da ajuda norte-americana e possui um enorme sector estatal, responsável pela maior parte do emprego. A razão entre as importações e as exportações é de cerca de 11 para 1, e todo o combustível tem de ser importado. De salientar que uma parte das receitas das ilhas Marshall advém do aluguel do atol Kwajalein aos EUA, para testes de misseis.

Em diversos atóis é a economia de subsistência que sobrevive, principalmente no sector agrícola e da pesca. As principais produções são as de coco, melões e fruta-pão. O turismo emprega cerca de 10% da população, e é a principal fonte de divisas estrangeiras. Apesar de ser um local paradisíaco, o turismo nas Ilhas Marshall é muito pouco explorado, devido a dificuldade de se chegar ao local, a concorrência com outras ilhas e o medo infundado de alguns turistas de supostas contaminações.

[editar] Cultura

[editar] Ver também

Referências

  1. Dicionário Aurélio
  2. Almanaque Abril
  3. Dados do CIA World Factbook. O país encontra-se na 101ª posição levando em consideração a classificação por país-membro da ONU. Já em relação à classificação por país e território, encontra-se na 129ª posição. Os dados referentes à mortalidade infantil também são do CIA World Factbook.
  4. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa – Sobre os adjectivos pátrios

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