Imigração alemã nos Estados Unidos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Os alemães e seus descendentes formam, hoje, o maior grupo étnico dos Estados Unidos, somando mais de 50 milhões de pessoas ou 17,1% da população norte-americana. São mais numerosos, inclusive, que os ingleses e irlandeses.[1]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Mapa que mostra a ancestralidade da população norte-americana. Em azul claro, onde os descendentes de alemães são uma pluralidade.

A Alemanha foi, durante muitos anos, um país de forte emigração. Desde finais do século XVIII há uma notável população alemã vivendo em países estrangeiros, porém, a maior parte dos emigrantes abandonaram a Alemanha no século XIX e início do século XX. Os alemães se dispersaram em diversos países, incluindo o Brasil, o Canadá e a Austrália, porém, o destino principal de emigrantes germânicos foi os Estados Unidos.

O início da emigração[editar | editar código-fonte]

Os Estados Unidos tornaram-se a terra prometida para milhões de emigrantes desde o início da sua colonização, no século XVII. Os primeiros colonos alemães chegaram aos EUA no ano de 1608. Grande número de colonos teutônicos chegaram entre 1680 e 1760. Esses colonos, protestantes na maioria dos casos, fugiram de perseguições religiosas, estabelecendo-se sobretudo no estado da Pennsylvania e norte de Nova Iorque.

A Pennsylvania tornou-se o destino preferido da emigração alemã durante o século XVIII, recebendo grandes levas de emigrantes entre 1725 e 1775, compondo, neste último ano, já 30% da população do estado. Outras colônias alemãs foram criadas na Virgínia, Massachusetts e Carolina do Norte, incluindo protestantes, menonitas, amish e outras minorias religiosas.

No censo de 1790, os alemães constituíam 9% da população branca dos Estados Unidos.

A emigração em massa[editar | editar código-fonte]

Uma grande massa de emigrantes alemães rumaram para os Estados Unidos entre 1848 e a I Guerra Mundial, período em que entraram aproximadamente seis milhões de alemães no país, sendo as cidades como Chicago, Detroit e Nova Iorque destinos bastante procurados, porém, a maior parte dos alemães preferiam se estabelecer na Região Centro-Oeste dos Estados Unidos.

Assimilação[editar | editar código-fonte]

Depois de duas ou três gerações, os germano-americanos se assimilaram ao restante da população norte-americana e aos seus costumes e adotaram rapidamente a língua inglesa como idioma materno. Atualmente, é quase inexistente uma cultura teuto-americana, devido a essa fácil assimilação dos emigrantes alemães dentro dos Estados Unidos.

Alguns estados americanos possuem uma clara maioria de ascendência alemã: Dakota do Norte e Wisconsin possuem, respectivamente, 43,9% e 42,2% de sua população descendente de alemães. Esses dois estados são considerados os mais alemães dos Estados Unidos, possuindo uma larga população luterana (que inclui também noruegueses e suecos).

É notório, todavia, que os alemães não se mantiveram isolados dentro de seu próprio grupo étnico e, atualmente, a maior parte dos norte-americanos com ascendência alemã também possuem alguma origem escocesa, inglesa, irlandesa, etc. Uma combinação comum é alemão-irlandês, porque estas duas etnias formaram os primeiros grupos grandes de católicos nos Estados Unidos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Leandro Karnal, Luiz Estevam Fernandes, Marcus Vinicius de Morais, Sean Purdy - História dos Estados Unidos: das Origens ao Século XXI. Editora Contexto

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]