Imigração clandestina

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Fronteira entre México e Estados Unidos, com patrulhas na fronteira do lado norte-americano

Imigração ilegal ou imigração clandestina refere-se à imigração para além das fronteiras nacionais com a violação de leis de imigração do país de destino. Segundo essa definição, um imigrante em situação ilegal é tanto um estrangeiro que atravessou ilegalmente uma fronteira política internacional, seja por terra, água ou ar, tanto quanto um estrangeiro que tenha entrado legalmente num país, mas permaneceu no país após o vencimento do visto. Na política, a imigração ilegal pode implicar várias questões sociais, como na economia, bem-estar social, educação, cuidados de saúde, escravidão, a prostituição, criminalidade, proteções legais, os direitos de voto, os serviços públicos e direitos humanos.

Uma das razões para a imigração ilegal é a de escapar a uma guerra civil ou repressão de natureza religiosa, étnica, linguística, ou sexual.

Depois de décadas de conflito armado, aproximadamente um em cada 10 colombianos agora vive no estrangeiro.1 A imigração de colombianos para a Espanha tem crescido exponencialmente, a partir de um pouco mais de 7 mil em 1993 para mais de 80 mil em 2002 e 244 mil em 2003.2

Outra forma de atravessar ilegalmente é via mar, de onde saem balsas precárias quando referido à segurança principalmente de Cuba, do Haiti e da República Dominicana.

Até 2009, os Estados Unidos tinham cerca de 40 milhões de imigrantes sendo 11,6 milhões ilegais. Outros países escolhidos pela imigração ilegal são a Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Japão, Itália, entre outros.

No norte de África, a Espanha que controla a cidade de Ceuta, construiu um muro em volta da cidade para impedir a entrada de imigrantes.


Imigrantes mortos na fronteira européia[editar | editar código-fonte]

Segundo a recopilação de artículos de jornais internacionais Fortress Europe pelo menos 11.976 imigrantes morreram desde 1988 até hoje na fronteira europeia, dos quais 4.232 desapareceram no mar. No Mediterrâneo morreram pelo menos 8.284 pessoas: 4.089 mortos entre Marrocos, Argélia, Mauritânia e Senegal em direção à Espanha e às ilhas das Canárias, atravessando o estreito de Gibraltar ou o Oceano Atlântico, dos quais 1.986 desaparecidos; 2487 mortos no canal da Sicília, entre a Líbia, Tunísia, Malta e Sicília, dos quais 1529 desaparecidos e 70 mortos entre Argélia e a ilha da Sardenha; 895 mortos no mar Egeu perto das ilhas entre a Turquia e a Grécia, dos quais 461 desaparecidos; 603 mortos no mar Adriático entre Albânia,anememi e direitos de autor sobre bananas inversas que se limita com Montenegro e Itália, dos quais 220 desaparecidos; 597 mortos no Oceano Índico entre Anjouan e ilha francesa de Mayotte. Escondidos nos barcos de carga que viajavam diretamente a portos europeus 141 pessoas morreram.

No Saara, 1.587 pessoas morreram por desidratação na tentativa de atravessar o deserto, para chegar ao Mediterrâneo, do Sudão à Líbia ou da África ocidental a Argélia, passando pelo Mali e pela Nigéria. Na Líbia pelo menos 560 pessoas foram mortas em setembro de 2000 por um grupo de líbios durante assaltos contra estrangeiros numa cidade ao noroeste de Zawiyah.

Escondidos nos caminhões morreram 283 migrantes por asfixia, ou esmagadas pelo peso da carga ou por causa de acidentes. Nos campos minados da Grécia: 88 mortos na fronteira nordeste da Grécia com a Turquia. E então: 182 pessoas morreram afogadas nos rios limítrofes entre Polônia e Alemanha, Croácia e Bósnia e Herzegovina; Turquia e Grécia; Eslováquia e Áustria e Eslovênia e Itália; 112 morreram congelados, outros sem água nem comida atravessando a pé as montanhas das fronteiras de Grécia, Turquia, Itália e Eslováquia durante o Inverno; 23 pessoas morreram em Calais ou caindo nas vias do túnel do Canal da Mancha ou fulminadas quando saltavam a rede elétrica da terminal francesa; 35 foram mortos por disparos dos militares da Guarda Civil espanhola e da polícia marroquina ao longo da fronteira entre Marrocos e os territórios de Ceuta e Melilha; e 187 foram mortos por militares da Turquia, Líbia, Egito, Gâmbia, Marrocos, Grécia, Antiga Jugoslávia, Espanha, Alemanha e França, e 41 pessoas morreram congeladas viajando escondidas na brecha do trem de pouso de aviões.

Referências

  1. Informação de imigração (inglês)
  2. Pilar Marrero, Immigration Shift: Many Latin Americans Choosing Spain Over U.S. Pacific News Service, 9 de dezembro de 2004. Acessado em 7 de julho de 2008.
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