Imigrante

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Município de Imigrante
"Terra da Qualidade de Vida"
Bairroesperança.JPG

Bandeira desconhecida
Brasão de Imigrante
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 9 de maio de 1988 (26 anos)
Gentílico imigrantense
Prefeito(a) Celso Kaplan (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Imigrante
Localização de Imigrante no Rio Grande do Sul
Imigrante está localizado em: Brasil
Imigrante
Localização de Imigrante no Brasil
29° 21' 18" S 51° 46' 37" O29° 21' 18" S 51° 46' 37" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Oriental Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Lajeado-Estrela IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Roca Sales, Coronel Pilar, Garibaldi, Boa Vista do Sul, Westfália, Teutônia e Colinas
Distância até a capital 136 km
Características geográficas
Área 73,355 km² [2]
População 3 025 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 41,24 hab./km²
Altitude 100 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,828 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 74 661,505 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 23 968,38 IBGE/2008[5]
Página oficial

Imigrante é um município do estado do Rio Grande do Sul.

História[editar | editar código-fonte]

O nome foi dado ao município devido à sua população ser composta por descendentes de imigrantes alemães e italianos, e assim feita uma homenagem aos valentes desbravadores dessa terra, que ergueram com seu próprio suor uma bela cidade.

O município de Imigrante, resultou da junção de três distritos, Arroio da Seca, do município de Estrela, e Daltro Filho, do município de Garibaldi. Sendo que Arroio da Seca era de colonização predominantemente alemã e Daltro Filho de colonização predominantemente italiana.

Daltro Filho foi ocupado por italianos que foram descendo de nordeste para sudoeste, a partir da antiga Colônia Conde d'Edu, atual Garibaldi. Já foi chamado de povoado de Castro, sendo que seu nome oficial era Azevedo Castro. Em 2 de agosto de 1919, pelo Ato Municipal nº38, da Intendência de Garibaldi, é criado o distrito de Azevedo Castro.

Inicialmente, Arroio da Seca e Corvo faziam parte da Fazenda Beija-Flor, de Pedro Álvares Cabral da Silveira da Cunha Godolfim (posteriormente de João Altenhofen) e as grandes concessões de terra de José Francisco dos Santos Pinto. Arroio da Seca foi colonizado a partir de 1882, de oeste para leste, por colonos de origem germânica ou portuguesa, que subiam o Arroio da Seca (entrada natural dos colonizadores, que era reforçada pela presença no outro lado do rio Taquari da importante Fazenda São Caetano, de Custódio Silvestre Ribeiro), ou que vinham da colônia Teutônia, ao sul, passando por várias picadas (Catarina, Bismarck, Berlin, Moltke, Köln, Krupp e Imhoff). Os sete casais que subiram inicialmente o Arroio da Seca foram João Batista Tonini e Maria Tereza Michelli Tonini, os outros eram da família Prediger, Ambrósio, Antônio, José (filho) e José (pai) e ainda João Mildner e Ana Mildner, e José Kaplan e Ana Kaplan.

O povoado no começo do século era chamado de Secca Rica ou de Arroio da Seca, ou mais raramente de Arroio Seco. Havia mais ao oeste, o povoado de Seca Baixa, e nas imediações do rio Taquari, o povoado de Barra da Seca, que é atualmente Linha 31 de Outubro. Arroio da Seca era o centro de um conjunto de picadas, que abrangia oficialmente as chamadas Herval, 11 de Novembro, Castro Alves, Almirante Barroso (Berlim), Boa Vista (Norte e Sul) e Ernesto Alves (em parte). Arroio da Seca tornou-se distrito no dia 17 de junho de 1955, quando pelo Ato Municipal nº 323, da prefeitura de Estrela, foi destacado do distrito de Corvo, atual Colinas, passando a constituir o 3º distrito.

No ano de 1987 abriu-se a oportunidade de criar novos municípios no Rio Grande do Sul, assim, os habitantes dos distritos de Daltro Filho e Arroio da Seca se sentiram capazes de formar um novo município. Em 8 de outubro de 1987 elegeu-se uma Comissão Emancipacionista, com a presidência de Carlos Hassmann. Em 10 de abril de 1988, realizou-se o plebiscito, sendo que foram 1808 votos a favor da emancipação e 405 votos contra. Em 9 de maio de 1988, o governador do Estado, Pedro Simon, sancionou a lei nº8605, criando o município de Imigrante.

Os prefeitos de imigrante foram Carlos Hassmann (1989-1992), Elimar Rex (1993-1996), Paulo Gilberto Altmann (1997-2000), Elimar Rex (2001-2004) e Paulo Gilberto Altmann (2005-2008).

No ano de 1996 foi criado o município de Westfália, e Imigrante perdeu parte de seu território. A Linha Berlim passou a pertencer a esse novo município.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 29º21'19" sul e a uma longitude 51º46'37" oeste, estando a uma altitude de 100 metros. Possui uma área de 73,36 km² e sua população estimada em 2005 era de 3 066 habitantes.

Imigrante está localizado na região central do Rio Grande do Sul, entre a serra gaúcha e a Depressão Central do Rio Grande do Sul, no Vale do Taquari. Faz divisa ao norte com os municípios de Roca Sales e Coronel Pilar, a leste com Garibaldi e Boa Vista do Sul, a sudeste com o município de Westfália, ao sul com Teutônia e a oeste com Colinas.

Possui um vale principal, o do Arroio da Seca, e vários vales pequenos, de afluentes do Arroio da Seca. Apresenta também vários morros, que não chegam a 700 metros.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é subtropical com verões quentes e invernos mais moderados, mas que podem alcançar temperaturas negativas e mais raramente pode nevar fraco nas partes mais altas. É quase sempre úmido, mas ocorrem exceções em secas prolongadas.

Geologia[editar | editar código-fonte]

O seu terreno geológico é antigo, de origem vulcânica, mas há algumas camadas sedimentares muito antigas. Faz parte do Planato Meridional.

Imigrante faz parte da seção geológica e hidroestratigráficas de LajeadoEstrelaBom Retiro do SulTaquari. A região abrangida por esta seção mostrou-se extremamente complexa do ponto de vista estrutural, litológico e hidroestratigráfico. Do ponto de vista estrutural, ela encontra-se afetada pelo sistema de falhamentos de direção nordeste, associados com a Zona de Cisalhamento Dorsal de Canguçu, estando na fronteira do bloco alçado da Fachada Atlântica. Quanto às litologias, os poços atravessam ora arenitos eólicos capeados por derrames de lavas, ora intercalações de leitos fraturados e leitos porosos, tornando difícil a visualização e individualização do topo da Formação Botucatu. Também ocorrem aqüíferos predominantemente argilosos com lentes finas arenosas, aflorantes e em grande parte da área recobertos por litologias basálticas. A hidroestratigrafia pode ser resumida como aqüíferos porosos confinados por litologias fraturadas da Serra Geral. Os aqüíferos são representados pelas Formações Formação Botucatu, Formação Caturrita e Passo das Tropas.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Quanto a hidrografia, Imigrante possui o Arroio da Seca e seus afluentes, sendo que o principal afluente é o Arroio Boa Vista. O Arroio da Seca pertence a bacia hidrográfica do Taquari-Antas, e à região hidrográfica do Rio Guaíba.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação característica é a floresta subtropical, uma vegetação de transição entre a Mata de Pinhais e os Pampas, e é uma floresta ombrófila densa e mista. As árvores são de folhas perenes.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sua população é de 3.013 habitantes, sendo que 32,08% residem na zona urbana e 67,92% na zona rural. Seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0.828 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000). A densidade demográfica em 2005 era de 40,7 hab/km². Taxa de analfabetismo (2000): 3,08 %. Expectativa de Vida ao Nascer (2000): 75,56 anos. Coeficiente de Mortalidade Infantil (2005): 0,00 por mil nascidos vivos.

Economia[editar | editar código-fonte]

O orçamento para o município para 2005 é de R$ 5 milhões e 967 mil. O PIBpm (2003) era de R$ 57.695,00 e o PIB per capita (2003) era de R$ 19.531,00. As exportações totais em 2005 foram de U$ FOB 1.508.120.

A economia de Imigrante gira principalmente em torno das indústrias e do comércio, tendo destaque para a metalurgia, onde destaca-se a Metalúrgica Hassmann, e também laticínios, confecções, saboaria, móveis, calçados e agroindústrias. O número de estabelecimentos em 1998 de indústrias de transformação era de 26, do comércio varejista era de 57, e do comércio atacadista era de 2 estabelecimentos.

Na agricultura destaque para as culturas de milho, cana-de-açúcar, aveia, uva, tomate, soja, feijão, batata-doce e hortaliças. Na silvicultura planta-se principalmente eucalipto, acácia e Pinus elliottii. Possui a maior estufa de cactus do sul do país, os Cactus Horst. Segundo os dados do IBGE, Produção Agrícola Municipal 2004, produziu-se 41 toneladas de feijão, 1.147 toneladas de milho, 13 toneladas de soja. Em 1997, colheu-se 5 toneladas de fumo e 136 toneladas de uva.

Na pecuária destaca-se o setor de aves, suínos e gado leiteiro. Os Rebanhos em 2003 possuiam 5.580 bovinos, 19.460 suínos, 105 ovinos, 32 caprinos, 7.000 galinhas poedeiras, 900.000 frangos e 10 equinos (Fonte: IBGE, Produção da Pecuária Municipal 2003). A produção pecuária em 1997 foi de 6.300.000 litros de leite, somando o valor de R$ 1.323.000, 280 kg de lã, somando R$ 252,00 e 380.000 dúzias de ovos de galinha, somando R$ 254.600.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Imigrante é um belo município, suas lindas paisagens encantam. Os descendentes de seus fundadores, família Prediger, costumam chamar Imigrante de Das schöne brasilianische Bayerland, por suas belezas geográficas serem parecidas com as da Baviera na Alemanha. Seus principais pontos turísticos são a Cascata dos Bugres, localizada na Linha Wilsmann, a 5Km da sede. A Cascata da Linha Rosenthal, que é área para banho, localiza-se na Linha Rosenthal, distando 8Km da sede do município. A Cascata da Linha Imhoff (Wasserfall), também local para banho, sem infra-estrutura. Localiza-se na Linha Imhoff, a 5Km da sede. A Barragem Arroio da Seca, com local para banho e churrasqueiras. Localiza-se no centro do município, com acesso pela RS 029. Funciona diariamente, com acesso gratuito. Local para visitação de grande interesse turistico é o o Convento São Boaventura, é construído todo em pedra grês, o maior do mundo neste estilo. Construído na década de 40, o Convento Franciscano São Boaventura localiza-se em Daltro Filho, município de Imigrantes, na divisa com a região serrana do Rio Grande do Sul.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Um atrativo cultural especial é o Instituto Cultural São Francisco de Assis, localizado no bairro Daltro Filho, a cinco quilômetros de distância da sede. O local pode ser visitado diariamente, com horários a definir.

Religião[editar | editar código-fonte]

A população é cristã, tendo várias igrejas, a Igreja Católica Apostólica Romana, principalmente entre os descendentes de italianos, mas também existente entre alemães e de outras origens. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB), de maioria descendente de alemães. E ainda a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), também de descendentes alemães. Ocorre a presença de outras igrejas com a Quadrangular e a Assembleia de Deus, de maioria portugueses e alemãos.

Galeria de fotos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  • HESSEL, Lothar. Município de Imigrante. ed. Porto Alegre: Evangraf, 1998.
  • FERRI, Gino. Roca Sales Cidade da Amizade. ed. Lajeado: Lajeadense, 1998.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]