Imortalidade biológica

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Imortalidade biológica pode ser definida como a ausência de um aumento sustentável da taxa de mortalidade em função da idade cronológica. Uma célula ou organismo que não experimenta, ou que em algum ponto futuro para de envelhecer, é biologicamente imortal. Entretanto, essa definição de imortalidade foi mudada no novo Handbook of the Biology of Aging ("Manual da Biologia do Envelhecimento'"), [1] pois o aumento da taxa de mortalidade em função da idade cronológica pode ser desprezível em idades avançadas (late-life mortality plateau: desaceleração da mortalidade no final da vida). Mas apesar de a taxa de mortalidade deixar de aumentar na velhice, essas taxas são geralmente muito elevadas (por exemplo: tem-se apenas 50% de chance de sobreviver mais um ano aos 110 anos ou mais). O fato de que alguns organismos multicelulares não experimentem a senescência implica que o envelhecimento não é inevitável e contradiz a hipótese de que o envelhecimento segue a curva de Gompertz.[2] [3]

Bactéria[editar | editar código-fonte]

As bactérias podem ser consideradas como seres biologicamente imortais, mas apenas como colônia. Uma bactéria individual pode facilmente morrer. As duas bactérias filhas resultantes da divisão celular de um dos progenitores bactéria podem ser consideradas como indivíduos únicos ou como membros de uma colônia biologicamente "imortal". As duas células pode ser consideradas como cópias "rejuvenescidas" das células-mãe porque macromoléculas danificadas foram divididas entre as duas células e diluídas. Da mesma forma como as células estaminais e gâmetas podem ser consideradas como "imortais".

Hidra[editar | editar código-fonte]

Hidras são um gênero simples, animais de água doce dotados de simetria radial e sem células pós-mitóticas. Graças ao fato de todas as células continuamente permitirem a divisão sem defeitos e sem toxinas mesmo em diluíção, tem sido sugerido que elas não sejam afetadas pelo envelhecimento e, por isso, seriam biologicamente imortais.[4]

Água-viva[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Masoro, E.J.; Austad S.N. (eds.). Handbook of the Biology of Aging. Sixth ed. San Diego, CA, USA: Academic Press, 2006. ISBN 0-12-088387-2
  2. Despain, David (December 6, 2010). How to achieve ‘biological immortality’ naturally. Página visitada em December, 2010.
  3. Michael R. Rose; Casandra L. Rauser; Laurence D. Mueller. (2005). "Late life: a new frontier for physiology". Physiological And Biochemical Zoology 78 (6): 869–878. PMID 16228927.
  4. Mortality patterns suggest lack of senescence in Hydra, por Daniel E. Martinez.