Império Austríaco
| Kaisertum Österreich Império Austríaco |
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Império |
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| Lema nacional Gott erhalte Franz den Kaiser Deus salve o Imperador Francisco |
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| Império Austríaco | |||||
| Continente | Europa | ||||
| Capital | Viena | ||||
| Língua oficial | Alemão, Húngaro, Romeno, Tcheco, Eslovaco, Esloveno, Croata, Sérvio, Italiano, Polonês e Ruteno | ||||
| Religião | Catolicismo Romano | ||||
| Governo | Monarquia absoluta | ||||
| Imperador | |||||
| • 1804 - 1835 | Francisco I | ||||
| • 1835 - 1848 | Fernando I | ||||
| • 1848 - 1867 | Francisco José I | ||||
| ministro-presidente | |||||
| • 1821 - 1848 | Klemens Wenzel von Metternich (primeiro) | ||||
| • 1865 - 1867 | Richard von Belcredi (último) | ||||
| História | |||||
| • 1804 | Fundação | ||||
| • 1867 | Dissolução | ||||
O Império Austríaco (em alemão Kaisertum Österreich) foi fundado em 1804 em reacção à criação do Primeiro Império Francês por Napoleão Bonaparte. O primeiro imperador da Áustria foi Francisco I, o qual detinha até então o título de Sacro-Imperador Romano, ao qual ele abdicou quando o Império foi dissolvido na reorganização da Alemanha de 1806. No intuito de manter o título imperial, ele elevou a Áustria de um arquiducado para um império e, daí, a Áustria tornou-se totalmente independente de qualquer vínculo com a Alemanha.
Após tentativas falhas de reforma constitucional, o Império Austríaco foi transformado no Império Austro-Húngaro em 1867 sob Francisco José I da Áustria, o qual concedeu estatuto igual aos territórios húngaros.
[editar] Política Externa
Os anos 1804-1815, em matéria de política externa austríaca, foram significativamente determinados pelas Guerras Napoleônicas. Após a Prússia assinar um tratado de paz com a França a 5 de Abril de 1795, a Áustria foi forçada a desempenhar o principal peso da guerra com a França por quase dez anos. Esta situação conduziu a uma distorção da economia austríaca, contribuindo para os austríacos olharem de forma impopular para a guerra. O Imperador Francisco I recusou-se a participar na guerra seguinte contra a França Napoleônica por um longo tempo, devido a este descontentamento popular. Por outro lado, Francisco I não pôde abandonar a possibilidade de vingança e, por isso, fez um acordo militar secreto com o Império Russo em novembro de 1804. Esta convenção veio com o objetivo de assegurar a cooperação mútua entre a Áustria e a Rússia, no caso de uma nova guerra contra a França.
Uma aparente relutância da Áustria para se juntar a Terceira Coligação foi superada pelos subsídios britânicos. Uma derrota decisiva na Batalha de Austerlitz pôs um fim à adesão austríaca na Terceira Coligação. Embora o orçamento austríaco sofrera grandes gastos de guerra e sua posição internacional fora significativamente prejudicada, o humilhante Tratado de Pressburgo reforçou o exército e a economia. Além disso, o ambicioso arquiduque Carlos, juntamente com Johann Philipp von Stadion, prosseguiram uma nova guerra com a França.
Carlos, arquiduque da Áustria, serviu como chefe do Conselho de Guerra e Comandante Supremo do Exército Austríaco. Dotado para a guerra, ele reformou o Exército Austríaco na preparação para outra guerra. Johann Philipp von Stadion, o ministro dos negócios estrangeiros, odiava Napoleão pessoalmente devido à perda das suas possessões na França. Além disto, a terceira esposa de Francisco I, Maria Ludovika do Leste da Áustria concordou com os esforços de Von Stadion de começar uma nova guerra. Klemens Wenzel von Metternich, localizado em Paris, implorou que se tivesse cuidado com antecedência, no caso da guerra contra a França. A derrota do exército francês na batalha de Bailén, na Espanha, em 27 de Julho de 1808, desencadeou a guerra. Em 9 de Abril de 1809, uma força de 170.000 homens austríacos atacava a Baviera.
Apesar das derrotas militares de alta magnitude, como nas batalhas de Marengo, Ulm, Austerlitz e Wagram, a Áustria desempenhou um papel determinante na queda de Napoleão nas campanhas de 1813-14.
O último período de guerras napoleónicas caracterizou-se pelo fato de que Metternich exercia um elevado grau de influência sobre a política externa do Império Austríaco, nominalmente uma questão decidida pelo Imperador. Metternich inicialmente apoiou uma aliança com a França, a organizar o casamento entre Napoleão e a filha de Francisco I, Marie-Louise, mas, na campanha 1812, Metternich tinha entendido a inevitabilidade da queda de Napoleão e tomou as rédeas da Áustria na guerra contra a França. A influência no Congresso de Viena de Metternich foi notável e ele tornou-se não apenas o primeiro estadista na Europa mas também o governante virtual do Império até 1848 - o Ano das Revoluções - e com o aumento do liberalismo político ele caiu do seu trono de poder.
[editar] Territórios que compunham o Império Austríaco
- Reino da Boêmia (Königreich Böhmen)
- Reino da Hungria (Königreich Ungarn)
- Reino da Dalmácia (Königreich Dalmatien)
- Reino de Galícia e Lodomeria (Königreich Galizien und Lodomerien)
- Reino da Croácia e Eslovênia (Königreich Kroatien und Slawonien) incluindo a fronteira militar de 1578-1871
- Reino Lombardo-Vêneto (Lombardo-Venezianisches Königreich)
- Arquiducado da Áustria (Erzherzogtum Österreich)
- Ducado de Caríntia (Herzogtum Kärnten)
- Ducado de Carniola (Herzogtum Krain)
- Ducado de Salzburg (Herzogtum Salzburg)
- Ducado de Silésia (Herzogtum Schlesien)
- Ducado de Estíria (Herzogtum Steiermark)
- Ducado de Bucovina (Herzogtum Bukowina)
- Ducado da Sérvia e Tamiš Banat (Woiwodschaft Serbien und Tamisch Banat)
- Grande Principado da Transilvânia (Großfürstentum Siebenbürgen)
- Margraviato de Morávia (Markgrafschaft Mähren)
- Condado Principesco do Tirol (Gefürstete Grafschaft Tirol)
- Condado de Gorícia e Gradisca (Grafschaft Görz und Gradisca)
- Vorarlberg
- Ístria (Istrien)