Império Mexicano
| Império Mexicano Império Mexicano |
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Monarquia Constitucional |
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| Lema nacional Equidad En La Justicia |
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Império Mexicano atinge a sua máxima extensão territorial |
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| Continente | América do Norte | ||||
| Capital | Ciudad de México | ||||
| Língua oficial | Castellano | ||||
| Governo | Monarquia Constitucional | ||||
| Imperador | |||||
| • 1821 — 1823 | Agustín I do México | ||||
| • 1864 — 1867 | Maximiliano I do México | ||||
| História | |||||
| • (1821-1823) | Fundação | ||||
| • (1864-1867) | Dissolução | ||||
Império Mexicano foi a designação dada ao México em duas ocasiões não consecutivas no século XIX, em que o México foi governado por um Imperador. O Império Mexicano era mais extenso em comparação ao atual território do México, estendia-se até ao sul dos Estados Unidos, englobando a área do atual estado do Texas (perdido durante a Revolução Texana) e grande parte da América Central. O primeiro Imperador foi Agustín de Iturbide, militar cujas campanhas levaram à cabo a Independência do país. Agustín foi eleito pelo Congresso Nacional e coroado na Cidade do México como Agustín I de México.
Índice |
Império Mexicano [editar]
Primeiro Império Mexicano [editar]
O Primeiro Império Mexicano durou apenas oito meses, de 21 de Julho de 1822 a 19 de Março de 1823, tendo sido único imperador, Agustín de Iturbide.
Quando o imperador Napoleão I colocou o seu irmão José Bonaparte no trono espanhol em 1808, as ligações de Espanha com as suas colónias americanas enfraqueceram, produzindo-se o fortalecimento do movimento de independência do México. A Guerra da Independência do México iniciou-se em 1810, prolongando-se até 1821, ano em que as tropas independentistas entraram na Cidade do México e em que foi assinado o Tratado de Córdoba pelo qual a Espanha reconhecia a independência do México. Nesse ano, o general Agustín , um criollo nascido no México que inicialmente lutara do lado realista e que na fase final da guerra de independência passara para o lado independentista, foi eleito chefe do governo provisório e da regência que detinha o poder imperial que fora de Espanha.
Na noite de 18 de Maio de 1822, uma manifestação encabeçada pelo Regimento de Celaya, que Iturbide comandara durante a guerra, tomou as ruas da Cidade do México exigindo que Iturbide aceitasse o trono. No dia 19 de Maio, o Congresso Soberano nomeou-o imperador, e em 21 de Maio de 1822 foi publicado o decreto que confirmava oficialmente esta nomeação, a qual, oficialmente, era apenas temporária até que fosse encontrado um monarca europeu que quisesse governar o México. O título oficial de Iturbide era Pela Providência Divina e Pelo Congresso Nacional, Primeiro Imperador Constitucional do México. A sua coroação teve lugar em 21 de Julho de 1822, na Cidade do México. Nesta altura, o Império Mexicano estendia-se por mais de 5 milhões de km², desde o actual Oregon a norte até ao istmo do Panamá a sul, incluindo as nações recém independentes da América Central.
Como as várias facções do congresso se tornavam críticas de Iturbide e da sua governação, o imperador decidiu-se pela sua dissolução em 31 de Outubro. Este facto enfureceu o comandante da guarnição militar de Veracruz, Antonio López de Santa Anna, que seria mais tarde presidente. Santa Anna e as suas tropas sublevaram-se contra Iturbide (com o apoio de Vicente Guerrero), sendo proclamada a república em 1 de Dezembro (Plano de Casamata). Temendo pela sua própria vida, à medida que a rebelião ganhava maior expressão, o imperador ordenou ao congresso dissolvido que se voltasse a reunir em 4 de Março de 1823. Apresentou a sua abdicação ao congresso durante uma sessão nocturna em 19 de Março de 1823, partindo para Itália pouco tempo depois. Em Abril de 1824 o congresso, após declarar a nulidade da sua administração, declarou Iturbide como traidor. Quando este regressou ao México em Julho de 1824, foi detido à chegada a Tamaulipas e executado.
Segundo Império Mexicano [editar]
O Segundo Império Mexicano teve uma duração maior que o Primeiro Império (três anos entre 1864 e 1867), no entanto também teve apenas um imperador, Maximiliano de Habsburgo, que foi colocado no trono por realistas mexicanos (Assembleia de Notáveis) a aceitar a coroa do recém-fundado Império Mexicano e persuadido pelo imperador francês Napoleão III.
A Aventura de Maximiliano de Habsburgo, não passou de um triste episódio de interesses criados, ingenuidade e desespero. Os conservadores viram em sua pessoa a possibilidade de manter um sistema político que lhes era cômodo e que lhes parecia seguro por contar com o apoio da França, da Inglaterra e da Santa Sé. O arquiduque austríaco, por sua vez, de certo modo condenado a ser sempre o irmão do imperador da Áustria, aceitou o papel que lhe era oferecido desempenhar em um país completamente desconhecido para ele e submerso numa profunda crise política. Devido a suas tendências liberais, logo perdeu o apoio dos conservadores. Foi alvo da hostilidade dos seguidores de Benito Juárez, os republicanos, ao ordenar a execução sumária de seus líderes (1865). A única proteção de Maximiliano era a presença de tropas francesas; quando estas se retiraram (1866-1867), ele assumiu pessoalmente o comando de seus soldados. Após um cerco em Santiago de Querétaro, foi capturado, aprisionado, julgado por uma corte marcial e fuzilado juntamente com Tomás Mejía e Miguel Miramón (general e Presidente do México). Com sua morte, a pretensão ao trono mexicano foi reivindicada por os Habsburgo-Itúrbide, por adoção dos netos do primeiro imperador do México Agustín de Itúrbide.
Delegação do México;
- José María Gutiérrez Estrada
- José Manuel Hidalgo
- Ignacio Aguilar y Marocho
- Francisco Javier Miranda
- Joaquín Velázquez de León
- Adrián Woll
- Tomás Murphy
- Antonio Escandón
- Antonio Suárez Peredo
- José Maria de Landa
- Angel Iglesias y Domínguez