Império Monomotapa

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Mwene a Mutapa (Chixona)
Império Monomotapa

Império

Zimbabwe Bird.svg
1430 – 1760 Blank.png

Brasão de Império Monomotapa

Brasão

Localização de Império Monomotapa
Império Monomotapa em 1635.
Continente Africa
Capital Zvongombe
Língua oficial ChiXona
Kalanga
Governo Monarquia
Mwenemutapa
 • c. 1430 - c. 1450 Nyatsimba Mututa (primeiro)
 • 1740 - 1759 Dehwe Mupunzagutu (ultimo)
Período histórico Idade Média
 • 1430 Fundação
 • 1760 Dissolução
Área
 • Século XVI 700 000 km2

O Império Monomotapa (também grafado Mwenemutapa, Muenemutapa, ou ainda Monomatapa, que era o título do seu chefe) foi um império que floresceu entre os séculos XV e XVIII na região sul do rio Zambeze, entre o planalto do Zimbabwe e o Oceano Índico, com extensões provavelmente até ao rio Limpopo.[1] O território desse Império corresponde ao território dos atuais Moçambique e Zimbábue.

Este estado africano era extremamente poderoso, uma vez que controlava uma grande cadeia de minas e de metalurgia de ferro e ouro, cujos produtos eram muito procurados por mercadores doutras regiões do mundo.

É importante notar que, ao contrário dos soberanos de muitos reinos actuais ou recentes, os Mwenemutapas não formavam uma cadeia de descendentes - o sucessor de um Mwenemutapa falecido (ou deposto) era escolhido pelo conjunto dos seus conselheiros e dos chefes seus aliados, guiados por um ou mais "chefes espirituais" que interpretavam os "sinais" enviados pelos espíritos ancestrais da tribo.

Domínio português[editar | editar código-fonte]

Ruínas de torres da "Grande Zimbabwe"

Quando da exploração da costa oriental africana, desde Vasco da Gama, colheram os portugueses informes de que havia ouro em quantidade, vindo dum reino não-muçulmano. Tais informações foram confirmadas pelo espião Sancho de Tovar.[2]

Numa primeira tentativa, os lusitanos procuraram cooptar a aristocracia, sem sucesso. Em 1567 travou-se a guerra que veio, enfim, a destruir tal organização. Contou, para tanto, com a ajuda do Rei de Malawi.[2]

Esta conquista possibilitou a consolidação dos portugueses no território de Moçambique.

Segundo alguns o império Monomopata ficava em Mbiri, ao norte da atual cidade de Harare,[3] no atual Zimbabwe.

História[editar | editar código-fonte]

O primeiro europeu a tomar contacto com a cidade de Grande Zimbabwe, capital de Monomotapa, teria sido o navegador e explorador Português Sancho de Tovar[4]

Este Estado africano possuía ricas minas de ouro. O ouro teria sido a razão pela qual os portugueses engendraram a conquista do território, empenhado pelos moradores em troca das mercadorias que estes ofereciam e, num primeiro momento, justificou a manutenção lusa no atual território moçambicano, a partir de Sofala.[5]

As origens da dinastia governante remontam à primeira metade do século XV.[6] De acordo com a tradição oral, o primeiro "mwene" foi príncipe guerreiro de um reino Shona ao sul, chamado Nyatsimba Mutota, enviado para encontrar novas fontes de sal, ao norte.[7] O Príncipe Mutota encontrou o sal entre os Tavara, uma subdivisão do Shona, que eram notórios caçadores de elefantes. Foram então conquistados,[8] e sua capital estabelecida a 358 km ao norte do Grande Zimbábue no Monte Fura pelo Zambezi.[9]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. UEM, Departamento de História, 1982. História de Moçambique Volume 1: Primeiras Sociedades Sedentárias e Impacto dos Mercadores. Cadernos TEMPO. Maputo.
  2. a b Estudo sobre a história portuguesa em Moçambique. Pesquisado em 15 de outubro de 2007, às 12:20
  3. [1], pesquisado em 15 de outubro de 2007, às 12:25
  4. artigo "Figuras do Outro: identidades pós-coloniais no romance moçambicano contemporâneo", Prefácio, citando a obra "Santos, M. Emilia Madeira, Viagens de Exploração terrestre dos portugueses em África. Lisboa: Centro de estudos de cartografia antiga, 1978. (página acessada em 18 de outubro de 2008)
  5. artigo, Moçambique como centro de articulação do comércio português do Índico Afro-Asiático - A conquista da África oriental. Corcino Medeiros dos Santos (página acessada em 18 de outubro de 2008)
  6. Oliver, Roland & Anthony Atmore (1975). Medieval Africa 1250-1800. Cambridge: Cambridge University Press, 738. ISBN 0-52120-413-5., page 203
  7. Oliver, page 203
  8. Oliver, page 204
  9. Cambridge History of Africa V.5, CUP, Cambridge, 1981
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