Império Novo

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Antigo Egito
Faraós e dinastias
Período pré-dinástico
Período protodinástico
Época Tinita: I - II
Império Antigo: III IV V VI
1º Período Intermediário:

VII VIII IX X XI

Império Médio: XI XII
2º Período Intermediário:

XIII XIV XV XVI XVII

Império Novo: XVIII XIX XX
3º Período Intermediário:

XXI XXII XXIII XXIV XXV

Época Baixa: XXVI XXVII
XXVIII XXIX XXX XXXI
Período Greco-romano:
Dinastia macedónica
Dinastia ptolomaica
Período Romano

O Império Novo é uma época da história do Antigo Egipto que se inicia por volta de 1550 a.C. e termina em 1070 a.C.. Inclui a XVIII, XIX e XX dinastias, que governaram a partir capital da cidade de Tebas. Trata-se de uma era de prosperidade e de imperialismo, durante a qual os faraós governaram um império que ia da quarta catarata do Nilo até ao rio Eufrates.

História política[editar | editar código-fonte]

A XVIII Dinastia[editar | editar código-fonte]

O Império Novo começa com a expulsão dos Hicsos, um povo semita que se tinha fixado na região do Delta e que tinha usurpado o poder. Ahmés (ou Amósis), primeiro rei da XVIII Dinastia completou a tarefa de expulsão daquele povo.

Uma vez expulsos os Hicsos, Ahmés vira-se para o sul, para a região do Cuche, onde viria a realizar três expedições militares que submeteriam aquele reino.

O filho de Ahmés, Amenófis I, continuou a política expansionista para sul. Realizou também uma incursão à Palestina, marcada pela pilhagem, cujo objetivo era aterrorizar os povos da região, deixando bem claro que não deveriam ameaçar o Egito.

O terceiro rei da XVIII Dinastia, Tutmés I, era cunhado de Amenófis. Prossegue a expansão para sul, atingindo a região da Dongola. Tutmés abandonou o cemitério real de Dra Abu el-Naga, onde tinham sido sepultados os reis da XVII Dinastia, em favor de um vale, conhecido hoje em dia como Vale dos Reis. Aqui serão sepultados os soberanos do Império Novo. O sucessor de Tutmés foi o seu filho, Tutmés II, que morreu ao fim de oito anos de um reinado apagado.

Tutmés II tinha casado, por altura da morte do seu pai, com a sua meia-irmã Hatchepsut. Com ela teve uma filha, Neferure, e um filho com uma esposa secundária, o futuro rei Tutmés III. Quando Tutmés II faleceu o seu filho era demasiado novo para ser tornar rei, razão pela qual Hatchepsut tornou-se soberana do Egito, assumindo os títulos reais reservados aos monarcas masculinos.

Hatchepsut parece ter ignorado o reinado do seu marido, ligando-se simbolicamente ao seu pai Tutmés I. A rainha afirmou-se como filha do deus Ámon, que teria tomado a forma do seu pai para se unir à mãe no momento do acto sexual que a concebeu. Na sua ascensão ao poder Hatchepsut terá sido auxiliada por funcionários como Ineni e pelos sacerdotes ligados ao culto de Amon.

Hatchepsut ordenou uma expedição pacífica ao Punt, região que estaria localizada no Corno de África, de onde foram trazidas várias riquezas, como a mirra, o incenso, o marfim, as madeiras e animais exóticos. Esta expedição foi imortalizada nos baixos-relevos do templo de Deir el-Bahari, o templo funerário da rainha.

Por volta 1448 a.C. Tutmés III ascendeu ao trono, após a morte da sua madrasta. Para alguns egitólogos, Tutmés terá praticado uma espécie de vingança póstuma sobre o reinado da madrasta, mandando destruir o seu nome de boa parte dos monumentos que ela mandara erigir.

Tutmés realizou dezessete campanhas militares na região da Síria Palestina, através das quais conseguiu a submissão dos povos da região. Os egípcios não colonizaram esta região, nem procuraram impor ali os seus costumes culturais e religiosos; o rei contentava-se em receber anualmente um tributo.

Amenófis II sucedeu ao seu pai, tendo reinado durante cerca de vinte e cinco anos. O reinado do filho de Amenófis II, Tutmés IV, foi curto e pacífico.

Tutmés IV foi pai de Amenófis III, um dos mais importantes faraós do Antigo Egito. Os seus cerca de quarenta anos de reinado são uma época de paz, na qual se colheram os frutos das expedições militares anteriores, que fizeram do Egito uma nação temida. O rei optou pela via diplomática na resolução dos conflitos com as potências da região. Integrada nestas relações diplomáticas esteve a troca de princesas, tendo o faraó casado com princesas mitanianas e babilónicas.

Amenófis é sucedido pelo seu filho, Amenófis IV. No ano quinto ou sexto do seu reinado, Amenófis mudou o seu nome para Aquenáton, tendo decidido que Aton, o disco solar, deveria ser a única divindade digna de receber culto. Até então o deus da XVIII Dinastia tinha sido Amon, cujos sacerdotes tinham adquirido um grande poder que se manifestava na sua posse de terras e de minas. É possível que esta mudança religiosa tenha tido em parte motivações de ordem política, que visavam diminuir a influência do clero de Amon.

Aquenáton transferiu a corte para uma nova cidade, Aquetaton ("Horizonte de Aton"), cujas ruínas se encontram na atual cidade de Tell el-Amarna. Por estão razão este período é conhecido com o "período de Amarna".

Alguns reis anteriores a Aquenáton, como Tutmés IV e Amen-hotep III tinham tido já uma relação muito próxima com o deus Aton, mas no entanto esta devoção não tinha chegado aos termos absolutos que Aquenáton lhe deu.

Aquenáton teve seis filhas com a sua esposa Nefertiti, mas nenhum filho. Após a sua morte há a referência ao reinado de um Semencaré, que alguns consideram poder tratar-se de Nefertiti com outro nome, ou talvez fosse um meio-irmão de Aquenáton.

Após o breve e obscuro reinado de Semencaré um rapaz de nove anos, Tutancâmon torna-se faraó. Desconhece-se se Tutancâmon era filho de Aquenáton com uma das suas esposas secundárias ou se era filho de Amenófis III e da rainha Tié.

Tutancâmon foi ajudado na sua ação governativa por um vizir chamado Ai e pelo general Horemheb. A restauração do culto antigo de Amon foi efetuada durante o seu reinado, mas desconhece-se se foi por iniciativa de Tutancâmon ou das figuras que integravam o seu círculo. A capital regressou para Mênfis e o clero de Amon recebeu de volta as terras que lhe tinham sido confiscadas.

Tutancâmon morreu sem filhos aos dezenove anos de idade. Para alguns egiptólogos ele terá sido assassinado por Ai, motivado por ambição pessoal. A esposa de Tutancâmon, Ankhesenpáton, enviou umas cartas ao rei hitita Suppiluliuma, nas quais pedia que este enviasse um dos seus filhos para ser rei do Egito. Depois de alguma desconfiança, o rei hitita enviou um príncipe, mas este acabaria por ser morto em circunstâncias obscuras.

Ai casou com Ankhesenpáton e tornou-se faraó, mas governou por um período curto. Foi sucedido pelo general Horemheb.

XIX Dinastia[editar | editar código-fonte]

Horemheb não teve descendentes, tendo designado para o suceder um oficial do exército de nome Pa Ramsés. Quando Ramsés I se tornou rei tinha já uma idade avançada pelo que fez do seu filho Seti I co-regente.

Seti I retomou as campanhas militares na região da Síria Palestina, tendo também realizado uma campanha contra os Líbios que ameaçavam o Egito a oeste.

Ramsés II mudou a capital do Egito para a região do Delta, devido aos perigos que esta região conhecia nos últimos tempos. Na Síria os Hititas avançavam cada vez mais para sul, o que constituía um perigo para o Egito. O exército hitita e egípcio confrontaram-se na Batalha de Kadesh, que segundo as fontes egípcias teria se saldado numa vitória do Egito, mas há razões para duvidar disto. Ramsés negociou a paz com os Hititas através de um tratado, o primeira desta natureza que se conhece. Os termos do tratado reconheciam a cada país determinadas zonas de influência na região da Síria Palestina.

A XX Dinastia[editar | editar código-fonte]

Esta dinastia foi iniciada por um faraó de nome Setnakht, cuja relação com os soberanos da dinastia anterior não é clara. Setnakht teve um reinado de oito anos, tendo associado de imediato o seu filho Ramsés III ao poder.

Ramsés III repeliu as invasões dos Líbios, bem como dos chamados Povos do Mar, que seriam originários dos Balcãs e da Ásia Menor. Entre eles achavam-se os Peleset (Filisteus) que, impedidos de entrar no Egito fixam-se na região de Gaza; o actual nome Palestina deriva deste povo. A derrota dos Povos do Mar foi representada no templo funerário de Ramsés III em Medinet Habu, perto do Vale dos Reis.

Com a morte de Ramsés III o Egito começou a entrar num período de decadência. Os soberanos que se seguiram, que se chamaram todos Ramsés, caracterizaram-se por reinados apagados. As campanhas militares tinham arruinado o país e o clero de Amon adquirira grande protagonismo político. Durante o reinado do último faraó desta dinastia, Ramsés XI, o sumo-sacerdote de Amon, Herihor, tomou o poder no Alto Egipto. Entretanto, a região do Delta foi tomada por Smendes. Era o fim do Império Novo.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LEVEQUE, Pierre - As Primeiras Civilizações - Volume I: Os Impérios do Bronze. Lisboa: Edições 70, 1998. ISBN 972-44-0574-5

Esta dinastia foi iniciada por um faraó de nome Setnakht, cuja relação com os soberanos da dinastia anterior não é clara. Setnakht teve um reinado de oito anos, tendo associado de imediato o seu filho Ramsés III ao poder.

Ramsés III repeliu as invasões dos Líbios, bem como dos chamados Povos do Mar, que seriam originários dos Balcãs e da Ásia Menor. Entre eles achavam-se os Peleset (Filisteus) que, impedidos de entrar no Egito fixam-se na região de Gaza; o actual nome Palestina deriva deste povo. A derrota dos Povos do Mar foi representada no templo funerário de Ramsés III em Medinet Habu, perto do Vale dos Reis.

Com a morte de Ramsés III o Egito começou a entrar num período de decadência. Os soberanos que se seguiram, que se chamaram todos Ramsés, caracterizaram-se por reinados apagados. As campanhas militares tinham arruinado o país e o clero de Amon adquirira grande protagonismo político. Durante o reinado do último faraó desta dinastia, Ramsés XI, o sumo-sacerdote de Amon, Herihor, tomou o poder no Alto Egipto. Entretanto, a região do Delta foi tomada por Smendes. Era o fim do Império Novo. Bibliografia