Impacto Profundo

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Impacto Profundo
Deep Impact
Pôster promocional
 Estados Unidos
1998 • cor • 121 min 
Direção Mimi Leder
Produção David Brown
Richard D. Zanuck
Produção executiva Steven Spielberg
Roteiro Bruce Joel Rubin
Michael Tolkin
Elenco Robert Duvall
Téa Leoni
Elijah Wood
Vanessa Redgrave
Maximilian Schell
Leelee Sobieski
Morgan Freeman
Gênero Filme-catástrofe
Ficção científica
Idioma Inglês
Música James Horner
Cinematografia Dietrich Lohmann
Edição Paul Cichocki
David Rosenbloom
Estúdio DreamWorks Pictures
The Manhattan Project
Zanuck/Brown Productions
Distribuição Paramount Pictures
Lançamento Estados Unidos 8 e maio de 1998
Portugal 15 se maio de 1998
Brasil 22 de março de 1998
Orçamento US$80,000,000[1]
Receita US$349,464,664[2]
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Impacto Profundo (em inglês: Deep Impact) é um filme catástrofe de ficção científica[3] estadunidense lançado em 1998. Foi dirigido por Mimi Leder e escrito por Bruce Joel Rubin e Michael Tolkin, e estrelado por Robert Duvall, Téa Leoni, Elijah Wood, Vanessa Redgrave, Maximilian Schell, Leelee Sobieski e Morgan Freeman. Steven Spielberg foi produtor executivo do filme. Foi lançado pela Paramount Pictures e DreamWorks nos Estados Unidos em 8 de maio de 1998. O enredo descreve as tentativas de um grupo que se prepara para destruir um grande cometa de 11 quilômetros, que vai colidir com a Terra e causar uma extinção em massa.

Notavelmente, Deep Impact foi lançado no mesmo verão de seu rival Armageddon, com uma temática semelhante, que se saiu melhor nas bilheterias, enquanto astrônomos descreveram Deep Impact como sendo mais cientificamente preciso.[4] [5] Deep Impact arrecadou mais de $349 milhões dólares americanos em todo o mundo em um orçamento de produção de $80 milhões de dólares.

Este é o último filme do cineasta Dietrich Lohmann.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Um astrônomo-mirim (Elijah Wood) e seu professor acidentalmente descobrem que um cometa com 11 quilômetros está em rota de colisão com a Terra, mas, na tentativa de divulgar a descoberta, um dos descobridores morre em um desastre de automóvel. Após um ano, uma repórter (Téa Leoni) tentando investigar um possível escândalo sexual chega à conclusão de que a "amante" é o cometa, que está prestes a se chocar com nosso planeta. Se isto vier a acontecer os danos causados serão incalculáveis e a vida animal e vegetal em pouco tempo deixará de existir. No entanto, uma equipe formada por americanos e russos planeja colocar detonadores nucleares no interior do cometa, para fragmentá-lo e salvar a Terra. Mas o plano deu errado quando a missão é frustrada pelo nascer do Sol, em que um dos astronautas é arremessado para o espaço por uma explosão de gás decorrente do aquecimento solar. E agora dois cometas vêm em direção à Terra, um com 2 km e outro com 9 km. Como os mísseis nucleares também falham, não resta mais nada a fazer a não ser deixar que o fragmento menor colida com a terra. Os governos dos países de todo o mundo tinham criado abrigos subterrâneos para salvar 200 000 pessoas do choque do cometa que caíria próximo ao Cabo Hatteras ou próximo as Ilhas Bermudas. Por ser uma queda oceânica causaria uma terrível onda que podia chegar aos 1000 metros de altura com facilidade e iria inundar a América do Norte, América Central, Caribe, Europa e África, matando milhares de pessoas e exterminando toda a vida vegetal e animal. A repórter não foge e acaba por ser vitimada pela onda gigante.A equipe de astronautas que sobreviveu à explosão do cometa, heroicamente consegue detoná-lo por ativar as bombas restantes e levarem a nave para dentro de uma fenda no cometa, causando uma inofensiva chuva de meteoros. No final, a onda chega nas bandas dos estados americanos de Ohio e Tennessee. Algum tempo depois o presidente dos Estados Unidos profere um discurso de esperança em frente ao que parece ser a reconstrução do Capitólio.[6]

Gtk-paste.svg Aviso: Terminam aqui as revelações sobre o enredo.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

Desde 1976 que os produtores David Brown e Richard D. Zanuck tentam produzir o projeto Impacto Profundo, e queriam Steven Spielberg como diretor. Eles lançaram Spielberg como produtores em The Sugarland Express e o colocaram como diretor de Tubarão. Segundo Brown, ninguém mais sabe fazer cinema à maneira deles, "Fazemos filmes que, apesar de comerciais, têm cérebro".[7] Mas Spielberg não pôde aceitar a direção de Impacto Profundo, pois já estava envolvido com Amistad, então lançado, e Saving Private Ryan, em finalização.[7] Então, Spielberg se uniu a Brown e Zanuck no projeto, por meio de sua produtora, a DreamWorks, ajudou na escolha do elenco e indicou a diretora, Mimi Leder.[7]

Jenny Lerner, a personagem interpretado por Téa Leoni, foi originalmente concebido para trabalhar para a CNN. A CNN rejeitou, porque seria "inapropriado". A MSNBC concordou em ser destaque no filme em vez disso, vendo como uma forma de ganhar exposição para a rede então recém-criada.

A diretora Mimi Leder explicou mais tarde que ela teria gostado de viajar para outros países para incorporar perspectivas adicionais, mas que não acabou tendo nenhum tempo ou o orçamento não permitiu.[8] O supervisor de efeitos visuais Scott Farrar acreditava que a cobertura de eventos em todo o mundo teria distraído e prejudicaria as histórias dos personagens principais.[8]

Música[editar | editar código-fonte]

Deep Impact – Music from the Motion Picture
Banda sonora de James Horner
Lançamento 5 de maio de 1998 (1998-05-05)
Gravação 1997-1998
Gênero(s) Banda sonora
Duração 77:12
Gravadora(s) Sony
Cronologia de James Horner
Último
Último
Titanic
(1997)
The Mask of Zorro
(1998)
Próximo
Próximo

A música para o filme foi composta e conduzida por James Horner. Grande parte da pontuação utilizada para Deep Impact foi reciclada e reutilizada em O Homem Bicentenário, lançado no ano seguinte.

N.º Título Duração
1. "A Distant Discovery"   3:59
2. "Crucial Rendezvous"   3:58
3. "Our Best Hope"   13:24
4. "The Comet's Sunrise"   5:05
5. "A National Lottery"   8:25
6. "The Wedding"   4:00
7. "The Long Return Home"   4:43
8. "Sad News"   3:46
9. "Leo's Decision"   3:08
10. "The President's Speech"   4:29
11. "Drawing Straws"   10:41
12. "Goodbye and Godspeed"   11:34

Recepção[editar | editar código-fonte]

Deep Impact estreou nas bilheterias da América do Norte, com $41,000,000 dólares em vendas de ingressos. O filme arrecadou $140 milhões de dólares na América do Norte e $209 milhões de dólares adicionais em todo o mundo com um total bruto de $349 milhões dólares. Apesar de seu concorrente Armageddon (que custou quase o dobro para ser produzido) com uma temática semelhante, no verão de 1998, Deep Impact ainda era um sucesso de bilheteria e foi a maior abertura entre os dois.[9] Internamente, ele se tornou o filme de maior bilheteria dirigido por uma mulher e manteve esse registro durante uma década até Crepúsculo reivindicar o recorde em 2008.

O filme teve uma recepção crítica mista. Baseado em 51 comentários recolhidos pelo site Rotten Tomatoes, 47% dos críticos gostaram do filme, com uma classificação média de 5.7/10.[10] O Metacritic deu uma pontuação de 40 com base em 20 avaliações. Janet Maslin do The New York Times disse que o filme "tem um tom mais pensativo, mais pensativo do que esse gênero geralmente pede",[11] no entanto Rita Kempley e Michael O'Sullivan, do The Washington Post criticaram o que eles viam como performances sem emoções e falta de tensão para o cenário.[12] [13]

No Brasil, o filme não foi bem recebido pela crítica, Pablo Villaça do Cinema em Cena criticou o roteiro do filme e o pouco tempo de efeitos especiais, escrevendo "O roteiro não é só estúpido. Ele comete um pecado ainda maior ao julgar que os espectadores também o são. Ele quer que acreditemos, entre outras coisas: que um garoto de 14 anos é capaz de descobrir um gigantesco cometa que está vindo em direção à Terra, enquanto observatórios extremamente sofisticados espalhados pelo mundo não o fizeram; que uma repórter é capaz de arrancar a verdade sobre a tragédia do Governo americano dizendo, apenas, `que sabe tudo`; que um garoto é capaz de encontrar sua amada no meio de uma multidão de mais ou menos cem mil pessoas; que é possível se correr mais rápido do que uma onda gigantesca `que se move com uma velocidade maior do que a do som`; e por aí afora".[14] Carlos Gerbase também criticou o roteiro e os efeitos especiais por aparecerem perto do final do filme, escrevendo "O argumento do filme pesa um milhão de toneladas (prestes a cair na cabeça dos espectadores), e a diretora tenta fazer um filme "sensível", com personagens cheios de dramas existenciais, pequenas tragédias domésticas e imagens "delicadas"".[15]

Referências

  1. Deep Impact The Numbers. Visitado em 2013-02-01.
  2. Deep Impact Box Office Mojo. Visitado em 2013-02-01.
  3. Olthuis, Andrew. Deep Impact (em inglês) All Media Guide Allmovie. Visitado em 30 de junho de 2014.
  4. Disaster Movies Box Office Mojo. Visitado em 2008-03-23.
  5. Plait, Phil (February 17, 2000). Hollywood Does the Universe Wrong Space.com.
  6. http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-coincid%C3%AAncias-entre-o-filme-impacto-profundo-e-o-cometa-elenin
  7. a b c Anna Lee (20 de maio de 1998). "Impacto Profundo' já arrecadou US$ 42 milhões Folha de São Paulo UOL. Visitado em 30 de novembro de 2014.
  8. a b Leder, Mimi and Farrar, Scott. Audio commentary. Deep Impact DVD. Universal Studios, 2004.
  9. Deep Impact (1998) (em inglês) Box Office Mojo. Visitado em 1º de julho de 2014.
  10. Deep Impact (1998) Rotten Tomatoes. Visitado em 1º de julho de 2014.
  11. Maslin, Janet (08 de maio de 1998). Movie Review — Deep Impact (em inglês) The New York Times. Visitado em 1° de julho de 2014.
  12. Kempley, Rita (08 de março de 2000). 'Deep Impact': C'mon Comet! (em inglês) The Washington Post. Visitado em 1° de julho de 2014.
  13. O'Sullivan, Michael (08 de março de 2000). High Profile, Low 'Impact' (em inglês) The Washington Post. Visitado em 1° de julho de 2014.
  14. Pablo Villaça (23 de maio de 1998). Impacto Profundo Cinema em Cena. Visitado em 30 de novembro de 2014.
  15. Carlos Gerbase (23 de maio de 1998). Impacto Profundo ZAZ Cinema Terra Networks. Visitado em 30 de novembro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]