Imposição das mãos
A imposição das mãos é uma prática encontrada em todo o mundo em várias formas, geralmente com conotação religiosa. Os significados a ela atribuídos são muitos, mas substancialmente podem levar a dois valores: bênção e cura.
Pode-se encontrar muitos exemplos de imposição das mãos em vários trechos da Bíblia, especialmente no livro de Atos dos Apóstolos, onde os que receberam a mesma ficaram cheios do Espírito Santo, começaram a falar em línguas, operar milagres e espalhar sabiamente a palavra de Deus.
A imposição das mãos também é muito comum em celebrações católicas, como na Missa do Crisma, onde o Bispo e os demais Sacerdotes impõe as mãos nos crismandos para que estes recebam o Espírito Santo e firmem o Sacramento da Confirmação ou Crisma.
Ver também [editar]
Outra referencia sobre imposição de mãos é encontrada na eclesiologia da igreja de Atos 6, onde devido ao crescente número de discípulos, houve murmuração dos Helenistas contra os hebreus quando estes se esqueciam das viúvas na distribuição diária. Para resolver a problemática, os doze discípulos convocaram uma assemléia que definiria a instituição dos diáconos. Intencionados em não provocar rupturas na palavra de Deus enquanto serviam às mesas, resolveram escolher entre eles sete homens, esses deveriam ser cheios do Espírito Santo e de sabedoria, assim estariam aptos a tomar cargo deste serviço. Nessa definição para o serviço, aconteceu que os doze discípulos decidiram estar em consagração apenas mediante oração e ao ministério da palavra, enquanto que o diaconato ficaria restrito a Estevão, Felipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia, esses foram os nomes dos que foram apresentados perante os Apóstolos na cerimonia que definiria o diaconato. Na cerimonia de posse à esse cargo, os Apóstolos impuseram as mãos sobre os sete escolhidos; nesse caso de imposição de mãos, caracterizava o recebimento da benção apostólica, já que os sete já possuiam o poder e a plenitude do Espírito. Esse acontecimento é o que caracteriza o que a igreja atual denomina de Concílio, reunião na qual o candidato ao ministério recebe a imposição de mãos de pastores e sua aprovação ministerial, esse passa a receber a benção apostólica e autoridade eclesiástica.