Incandescência

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Incandescência.

A incandescência consiste no processo de emissão de radiação eletromagnética por um corpo sob alta temperatura.

A iluminação artificial sempre foi importante para o homem. Vários processos de queima de gorduras e por fim de gás foram utilizados com esse propósito. Mas foi a iluminação elétrica que revolucionou a forma de viver, com um processo simples, limpo e eficaz.

A primeira lâmpada elétrica foi apresentada pelo inglês Joseph Swan em 1879, seguida no mesmo ano pela lâmpada do inventor americano Thomas Edison. A lâmpada de Edison tem um aspecto parecido com as lâmpadas atuais enquanto a de Swan tem a forma oval. A lâmpada tem um filamento de carvão dentro de uma ampola de vidro em que foi feito vácuo. Quando o filamento é percorrido por corrente, aquece e torna-se incandescente, o que justifica o nome que lhe foi dado. A lâmpada sofreu alguns melhoramentos ao longo dos anos, um dos quais foi a utilização de tungstênio no filamento, nos princípios do século XX, pelo que também se designa por lâmpada.

Velas de incandescência[editar | editar código-fonte]

A vela de incandescência (glow plug) tal como a conhecemos hoje foi aperfeiçoada em 1946 por Ray Arden, um talentoso engenheiro americano. A vela baseia-se num princípio muito simples da física e da química, isto é, a platina na presença de metanol torna-se espontaneamente incandescente. A platina é um dos metais mais pesados. Pode ser trabalhado e moldado em qualquer forma, transformado em filamentos ou em folhas muito finas. Não sofre de corrosão. A sua temperatura de fusão é de 1769 graus centígrados. Funde-se muito facilmente com outros metais. Com tais características temos um metal perfeito para ser utilizados em velas de incandescência. O filamento das velas são ligas de platina, aço e por vezes também tungstênio para aumento da durabilidade. Quando ligamos a bateria a uma vela, o filamento torna-se incandescente e podemos arrancar com o motor e manter a sua marcha, não apenas por causa do calor das explosões, mas também devido à atmosfera de álcool existente no interior da câmara de combustão.Um aspecto digno de nota é o de que nem sempre é necessário ter a bateria ligada à vela para iniciar e manter a marcha do motor. Dadas as condições ideais, ou seja, compressão, condições atmosféricas, combustível, vela e um adequado batimento do hélice, isto basta por vezes para o motor arrancar. Existem três tipos de velas: "quentes", "frias", e as chamadas "médias". O que determina a "temperatura" da vela é a liga (platina) do filamento de incandescência. As velas "quentes" são utilizadas com combustíveis de metanol e óleo, sem quaisquer outros aditivos, nomeadamente nitrometano. Nos combustíveis com nitrometano numa percentagem entre 5% e 15% usam-se habitualmente velas de temperatura "média". O nitrometano na sua composição química tem moléculas adicionais de oxigênio. Quando misturamos este produto como o nosso combustível, o nitrometano ajuda-o a arder mais facilmente e a temperaturas mais elevadas. Se adicionássemos nitrometano em percentagens até 40 ou 50%, então deveríamos utilizar uma vela "fria". O calor extra gerado pelo aditivo oxigenado (o nitrometano) manteria a vela quente. Demasiado nitrometano destrói as velas. Temos de utilizar a vela adequada para aquilo que pretendemos que o motor faça. Um motor de corrida de alta velocidade, usando combustível com 60 % de nitrometano, terá de usar uma vela "fria". Qualquer outra vela poderá durar apenas alguns segundos. Não podemos esperar que uma vela dure muito mais quando observamos pequenas partículas de metal na mistura queimada que sai pelo escape. Estas partículas, ou impurezas, atingem o filamento e provocam um aquecimento anormal, destruindo o filamento.As velas são identificadas como "quentes", "médias" ou "frias" nas respectivas embalagens,mas uma vez retirada a vela da embalagem torna-se difícil saber de que tipo de vela se trata. Uma última observação: a razão pela qual a velas para motores a 4 tempos são em geral mais caras deve-se à elevada percentagem de platina (60%) usada na liga do filamento.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Dionysius Lardner (1833). Treatise on Heat. Longman, Rees, Orme, Brown, Green & Longman. [1]. "The state in which a heated body, naturally incapable of emitting light, becomes luminous, is called a state of incandescence."
  • John E. Bowman (1856). An Introduction to Practical Chemistry, Including Analysis (Second American edition ed.). Philadelphia: Blanchard and Lea. [2].