Indexação (biblioteconomia)

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A indexação, ou representação temática, é a ação de descrever e identificar um documento de acordo com o seu assunto.

Definição[editar | editar código-fonte]

Como atividade integrante do tratamento temático da informação documental, a indexação tem por finalidade extrair termos representativos de documentos com o objetivo de referenciá-los para uma melhor recuperação. Segundo F. W. Lancaster, a indexação de assuntos é normalmente feita visando a atender às necessidades de determinada clientela, ou seja, é preciso que se tome uma decisão não somente quanto ao que é tratado no documento, mas por que ele se reveste de provável interesse para determinado grupo de usuários.[1]

A indexação surge no contexto da chamada "explosão bibliográfica" após a II Guerra Mundial para o controle bibliográfico em centros de documentação especializados, o conceito surgiu da elaboração de índices, e está hoje vinculada ao conceito de análise de assunto.[2]

A determinação do assunto do documento ocorre por meio da análise conceitual do documento, realizada pela leitura documental. O bibliotecário é tido como um sujeito leitor[3] , enquanto indexador, porque ele faz uma leitura técnica antes de indexar um documento.

Para haver qualidade na produção dessa leitura, é viável que as operações documentárias sejam feitas de maneira objetiva, visando o acesso a todas as fontes de informação de uma biblioteca ou centro de documentação.

Com o objetivo de encontrar facilidade em fazer uma indexação, é necessário que o bibliotecário estabeleça alguns parâmetros para a facilitação do seu trabalho.

Etapas[editar | editar código-fonte]

Embora não haja consenso sobre como se dá o processo de indexação, em geral,são descritas três operações básicas inerentes à atividade de indexação[4] , sendo elas:

  1. Análise - leitura e segmentação do texto para a identificação e a seleção de conceitos;
  2. Síntese - construção do texto documentário com os conceitos selecionados;
  3. Representação - ou tradução, por meio de linguagens documentárias.

Regulamentação[editar | editar código-fonte]

A primeira norma publicada a esse respeito é de responsabilidade da International Organization for Standardization (ISO), publicada em 1985 sob o título "Documentation - methods for examining documents, determining their subjects, and selecting indexing terms" de número 5963.

Em 1992 a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) traduziu a norma ISO 5963, publicando a como NBR 12.676 "Métodos para análise de documentos - determinação de seus assuntos e seleção de termos de indexação"[5] .

Referências

  1. LANCASTER, F. W. Indexação e resumos: teoria e prática. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2004.
  2. SILVA, M. dos R. da; FUJITA, M. S. L. A prática da indexação: análise da evolução de tendências teóricas e metodológicas. TransInformação, Campinas, v. 16, n. 2, p. 133-161, maio/ago. 2004.
  3. COLLISON, R. L. Índices e indexação: guia para indexação de livros e coleções de livros… São Paulo: Polígono, 1972. 225p.
  4. RUBI, M. P. Política de indexação para construção de catálogos coletivos em bibliotecas universitárias. 2008. 166. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2008.
  5. RUBI, M. P. Política de indexação para construção de catálogos coletivos em bibliotecas universitárias. 2008. 166. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, Marília, 2008.
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