Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

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Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull[1]
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull
Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (PT/BR)
 Estados Unidos
2008 • cor • 122 min 
Direção Steven Spielberg
Produção Frank Marshall
Produção executiva George Lucas
Kathleen Kennedy
Roteiro David Koepp
Baseado em George Lucas
Jeff Nathanson
Elenco Harrison Ford
Cate Blanchett
Karen Allen
Ray Winstone
John Hurt
Jim Broadbent
Shia LaBeouf
Género Aventura
Idioma Inglês
Música John Williams
Cinematografia Janusz Kamiński
Edição Michael Kahn
Estúdio Lucasfilm
Distribuição Paramount Pictures
Lançamento Brasil 21 de maio de 2008
Estados Unidos 22 de Maio de 2008
Orçamento US$ 185 milhões
Receita US$ 786.636.033
Cronologia
Último
Último
Indiana Jones e a Última Cruzada
Próximo
Próximo
Página no IMDb (em inglês)

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é o quarto filme da série Indiana Jones, lançado em 22 de maio de 2008. Como os outros filmes da série, teve Steven Spielberg na direção, George Lucas como argumentista e produtor e Harrison Ford no papel principal. A história se passa em 1957 (19 anos depois do filme anterior, Indiana Jones and the Last Crusade), e é mais inspirada nos filmes B de ficção científica daquela década, com Indiana Jones participando de uma expedição em busca de uma caveira de cristal com poderes místicos que está sendo procurada por espiões soviéticos. O filme foi bem-sucedido crítica e financeiramente, apesar de ter desagradado alguns fãs.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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Em 1957, o herói da Segunda Guerra Mundial Indiana Jones e seu parceiro de longa data George "Mac" McHale são raptados por um grupo de agentes soviéticos liderados pela coronel Dr. Irina Spalko. Os soviéticos se infiltraram no Hangar 51 em Nevada e usam Indiana para encontrar uma caixa contendo os restos mortais de um extraterrestre que dez anos antes havia caído em Roswell, Novo México . Depois de encontrar a caixa, Mac conta para Indiana que foi comprado pelos soviéticos. Depois de uma briga com os soviéticos, Indiana consegue fugir para o deserto. Em seguida, ele se depara com uma cidade cinematográfica para um teste nuclear e sobrevive a uma explosão nuclear se escondendo em uma geladeira de chumbo. Mais tarde ele é interrogado pelo FBI por causa dos laços entre Mac e os soviéticos. Pouco depois de retornar à Universidade Marshall, Indiana recebe uma licença indefinida para evitar ser despedido por causa do incidente. Em uma estação de trem, Indiana é interrompido por Mutt Williams, que lhe diz que seu antigo colega Harold Oxley foi seqüestrado depois de descobrir um crânio de cristal, no Brasil. Indiana conta a Mutt a lenda sobre um crânio encontrado na mística cidade de Akator, no qual quem retornar o crânio para a cidade seria dado o controle sobre poderes sobrenaturais. Mutt dá Indiana uma carta de sua mãe, que também foi sequestrada, contendo um enigma escrito por Oxley em uma antiga língua nativa meso-americana, que os leva a Linhas de Nazca , no Peru. Lá, eles descobrem que Oxley foi preso em um hospital psiquiátrico, depois de ter sofrido um colapso mental pelos poderes do crânio, até que ele foi sequestrado pelos soviéticos. Na cela de Oxley eles encontram pistas que os levam ao túmulo de Francisco de Orellana que desapareceu no século XVI enquanto procurava Akakor. Eles descobrem o crânio na sepultura, pelo raciocinio de Oxley que havia escondido lá depois de encontrá-lo. Pouco depois, Indiana e Mutt são capturados pelos soviéticos e levados para seu acampamento, onde encontram Oxley e a mãe de Mutt, o velho amor de Indiana, Marion Ravenwood, e revela que Mutt é filho de Indiana. Spalko acredita que a caveira de cristal pertence a um espaço multidimensional e detém grande poder psíquico, e revela que o modelo roubado do armazém também tem uma caveira de cristal. Ela também acredita que o retorno do crânio de Akator concederá os soviéticos a vantagem de guerra psíquica. Indiana, Marion, Mutt e Oxley conseguem escapar dos soviéticos na Amazônia . No entanto, eles são capturados novamente e levados em direção a Akator. No caminho, Indiana consegue tomar um caminhão e um a um vai tirando os soldados soviéticos do comboio. Mac reencontra-os alegando que ele é um agente duplo da CIA. Os cinco chegam ao templo de Akator, mas são atacados pelos soviéticos de novo, mas eles conseguem escapar devido a um ninho de extremamente agressiva formigas Siafu. Eles sobrevivem a um ataque dos guerreiros Ugha que querem defender Akator. Mac, que na verdade ainda é leal aos soviéticos, secretamente, deixa um rastro para os soviéticos os seguir. Dentro do templo, eles descobrem artefatos antigos de várias civilizações mundiais. Indiana deduz que as criaturas eram espíritos afins: eles também eram "arqueólogos" estudar as diferentes culturas da Terra. Os cinco entram em uma câmara contendo treze seres interdimensionais sentados em tronos em um círculo, sendo que em uma faltava uma caveira de cristal. Depois que os soviéticos chegam, Spalko coloca a caveira de cistal sobre o esqueleto sem cabeça. Os seres interdimensionais começar a comunicar com o grupo através de Oxley em um dialeto antigo, prometendo recompensá-los com um "grande presente". Spalko chega e exige "saber tudo". Os seres interdimensionais ao seu pedido e transferir seu conhecimento em sua mente, ativando um portal para outra dimensão. Indiana, Marion, Mutt e Oxley, agora escapam do templo, enquanto o Mac, e os soviéticos outros são sugados para dentro do portal; os esqueletos, por sua vez, formam um único ser interdimensional que oprime Spalko com o seu conhecimento, fazendo-a se desintegrar. Sua essência se espalha em seguida, e é puxada para o portal. O templo desaba e um disco voador sobe dos destroços e desaparece no "espaço entre os espaços" segundo Oxley, que retornou a razão. Depois eles voltam para casa, Indiana e Marion se casam. Na celebração do casamento, um vento leva o chapéu de Indiana para o chão, aos pés de Mutt. Mutt pega e começa a colocá-lo na cabeça, mas Indiana rapidamente agarra o chapéu e coloca-o em sua própria cabeça.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sean Connery não quis sair de sua aposentadoria para participar como o pai de Indiana, Prof. Henry Jones Sr. - Ford declarou jocosamente que "eu estou velho suficiente para interpretar meu próprio pai". A ausência tanto de Connery quanto do falecido Denholm Elliott, que interpretava o reitor e curador Marcus Brody, é justificada como sendo que ambos os personagens morreram, e aparecem como fotos na mesa de Indiana. Marcus também aparece em uma estátua. Há nisto um contra senso já que se o Prof. Henry Jones Sr. havia bebido a água do Santo Graal que lhe dava a imortalidade por ser o calice da ultima ceia Jesus Cristo como é mostrado no final de Indiana Jones e a Última Cruzada, não era para ter sido dado como falecido como pressupõe, criando um erro de continuidade. Observação: Como não é dito no filme como o pai de Indiana Jones morreu não se pode dizer que é um contrasenso, sabe-se que ter a vida eterna não significa indestrutibilidade. Observação 2: Henry Jones bebeu da água do Cálice, que conferia vida eterna desde que se permanecesse dentro do lacre do Graal. Ao abandonar o local de repouso da relíquia, Indiana Jones e seu pai renunciaram à imortalidade. O mesmo aconteceu com os dois cavaleiros que voltaram para a Europa (a tumba de um deles ficava em Veneza). O último dos três cavaleiros irmãos permaneceu no Templo do Graal como seu guardião, e jamais morrerá enquanto permanecer ali. Por esta teoria, assume-se também, a possibilidade de que a imortalidade esteja agregada ao uso continuo do cálice, como um prolongador da vida. Sem o uso continuo, o usuário estaria passível a mortalidade.

Dublagem brasileira[editar | editar código-fonte]

Estúdio: Double Sound

Direção: Marlene Costa

Mídia: Televisão(Globo)/DVD/Blu-ray/TV Paga

Harrison Ford (Indiana Jones): Julio César

Cate Blanchett (Irina Spalko): Mabel Cezar

Karen Allen (Marion Ravenwood): Emilia Rey

Shia LaBeouf (Mutt Williams): Andreas Avancini

Churchill Jackson (Coronel Dovchenko): Pedro Carvalho Guida Motta

Ray Winstone ('Mac' George McHale): Mauro Ramos

John Hurt (Professor 'Ox' Oxley): Dário de Castro

Jim Broadbent (Dean Charles Stanforth): Jomery Pozzoli

Alan Dale (General Ross): Pietro Mário

Joel Stoffer (Taylor): Hércules Fernando

Produção[editar | editar código-fonte]

Roteiro[editar | editar código-fonte]

The Last Crusade termina com os heróis cavalgando em direção ao pôr do sol porque Spielberg achava que era uma conclusão da trilogia. Lucas não conseguia pensar em uma boa idéia para outro filme, e resolveu então produzir The Young Indiana Jones Chronicles, uma série de TV contando as origens do personagem. Quando Harrison Ford participou de um episódio, Lucas chegou a conclusão que podia fazer um filme com Indiana nos anos 1950, inspirado na ficção científica da época e usando alienígenas. Ford e Spielberg resistiram á idéia (o segundo principalmente por ter feito dois filmes com extraterrestres, Close Encounters of the Third Kind e E.T.). Lucas pediu roteiros para dois escritores (Jeb Stuart e Jeffrey Boam), mas após o lançamento de Independence Day, ele e Spielberg desistiram temporariamente de outro filme de invasão alienígena.

Em 2000, Spielberg, Ford, Lucas, e os produtores Frank Marshall and Kathleen Kennedy se encontraram em um tributo a Ford pelo American Film Institute e decidiram que valia a pena tentar mais um Indiana Jones. Lucas resolveu tornar os extraterrestres não como do espaço, mas de outra dimensão (inspirado na teoria das cordas) e usar as caveiras de cristal como ponte. Frank Darabont escreveu um roteiro em 2002 (cuja maior colaboração foi o retorno da mocinha de Raiders of the Lost Ark e um filho para Indiana), e Jeff Nathanson, outro em 2004. A partir daí David Koepp assumiu o texto, que foi batizado Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull.

Filmagens[editar | editar código-fonte]

Dublês de Harrison Ford e Shia LeBouef filmando em New Haven, Connecticut

Como Spielberg não queria se afastar da família, todas as filmagens foram nos Estados Unidos. As cenas de deserto foram feitas no Novo México, a perseguição no campus na Universidade de Yale em Connecticut, a selva no Havaí (onde Spielberg também filmara Jurassic Park) e cenas de estúdio e no aeroporto na Califórnia. Os técnicos da Industrial Light & Magic também filmaram as Cataratas do Iguaçu para as cenas com cachoeiras, já que um furacão impediu Spielberg de fazê-lo no Havaí, e a floresta Amazônica para acrescentar elementos que tornariam a selva mais próxima da brasileira.

O diretor de fotografia Janusz Kamiński assistiu a trilogia junto com Spielberg para estudar o trabalho do fotógrafo daqueles filmes, Douglas Slocombe, e replicá-lo de maneira apropriada. Como o coordenador de dublês Vic Armstrong, que dublou Harrison Ford na trilogia original, estava ocupado filmando The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor, Dan Bradley foi contratado, baseado principalmente em seu trabalho em Casino Royale. Para povoar o hangar do princípio do filme, foi utilizada a mesma Arca da Aliança de Raiders, e diversos objetos, dentre eles uma réplica do cajado de Moisés de The Ten Commandments.

A produção tentou usar o máximo de efeitos práticos e dublês para não haver sobreuso de computação gráfica. Em torno de 450 tomadas usam CGI, a maior parte com cenários - expansão da pirâmide de Akator, a selva da cena de luta já que seria perigoso filmar com árvores. Miniaturas foram usadas junto com as imagens digitais na destruição da cidade arrasada pela bomba atômica e a inundação do vale de Akator. Os técnicos de efeitos visuais assistiram vídeos de explosões nucleares e cães de pradaria como referência, além de observar design dos filmes B dos anos 1950. Spielberg supervisionou a criação do alien e do disco voador, que ele queria que fosse parecido com um Grey e não muito similar a seu filme Close Encounters of the Third Kind.

Recepção[editar | editar código-fonte]

Bilheteria[editar | editar código-fonte]

O filme estreou com $101 milhões nos primeiros três dias na América do Norte, e conseguiu $311 milhões nos primeiros 5 dias mundialmente. Terminou sua trajetória nas bilheterias com $317 milhões nos Estados Unidos (a terceira maior bilheteria do ano, depois de The Dark Knight e Iron Man), e $786 milhões mundialmente (a segunda maior do ano, depois de The Dark Knight).[1] No Brasil, atraiu 633 mil espectadores na estréia,[2] e foi a 4a maior bilheteria do ano.[3] Em Portugal, atraiu mais de 230 mil espectadores na estréia [4] e terminou com 572.030 espectadores, a terceira maior bilheteria do ano (depois de Mamma Mia! e Kung Fu Panda). [5]

Crítica[editar | editar código-fonte]

A maior parte dos críticos gostou do filme, embora alguns o considerassem inferior, não valendo a longa espera e grande expectativa.[2] Roberto Sadovski da Revista Set deu nota 8 em 10 para o filme, elogiando a performance de Harrison Ford e dizendo que o filme funciona como diversão nostálgica, apesar de "perder muito tempo com coadjvantes bons (LaBeouf) e ruins (Winstone)". Isabela Boscov da Veja, por outro lado, considerou o roteiro muito inferior aos anteriores, com a falta de um personagem para ajudar Indiana, e disse que Indiana e Marion não tinham mais química.[3]

Com tomatometer de 78% em base de 256 críticas, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: "Embora os elementos do enredo são certamente familiares, Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull ainda oferece as emoções e o retorno de Harrison Ford no papel-título é mais do que bem-vindo". Por parte da audiência do site tem 54% de aprovação.[2]

A reação dos fãs foi variada e com muitas críticas, algo que George Lucas esperava visto a recepção da nova trilogia de Star Wars.[4] O seriado South Park parodiou o filme no episódio "The China Probrem", transmitido em outubro daquele ano.

Referências

  1. Cinema.PTgate.- Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Visitado em 19/07/2009.
  2. a b Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008) (em inglês) Rotten Tomatoes. Visitado em 11 de março de 2014.
  3. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (em português) Veja Abril. Visitado em 11 de março de 2014.
  4. Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008) (em inglês) UK Reuters. Visitado em 11 de março de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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