Individualismo metodológico

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Individualismo metodológico concerne à análise da ação humana segundo a perspectiva dos agentes individuais.[1] Economistas da Escola Austríaca argumentam que o único meio de se chegar a uma teoria econômica válida é derivá-la logicamente a partir dos princípios básicos da ação humana, um método denominado praxeologia. Este método sustenta que permite a descoberta de leis econômicas fundamentais válidas para toda a ação humana. Busca a explicação dos fenômenos econômicos na ação dos indivíduos, e não em entidades coletivas, como por exemplo faz o historicismo. Rejeita-se da mesma forma conceitos e agregados macroeconômicos que não sejam fundamentados na ação individual. A ação humana individual é o ponto de partida para a escolha.[2]

Paralelamente a praxeologia, essas teorias tradicionalmente defendem uma abordagem interpretativa da história para abordar acontecimentos históricos específicos.[3] Além disso, enquanto economistas freqüentemente utilizam experimentos naturais, os economistas austríacos afirmam que testabilidade na economia é praticamente impossível, uma vez que depende de atores humanos que não podem ser colocados em um cenário de laboratório sem que sejam alteradas suas possíveis ações. Economistas pertencentes ao mainstream acreditam que a metodologia adotada pela moderna economia austríaca carece de rigor científico;[4] [5] Os críticos argumentam que a abordagem austríaca falha no teste de falseabilidade.[4] [6]

Referências

  1. Ludwig von Mises. The Principle of Methodological Individualism. Human Action. Ludwig von Mises Institute. Página visitada em 24 de abril de 2009.
  2. O Processo de Mercado na Escola Austríaca Moderna (PDF) (em português). São Paulo - FEA/USP 2001. Race.nuca.ie.ufrj.br.
  3. The interpretive turn, Don Lavoie
  4. a b "More than anything else, what prevents Austrian economists from getting more publications in mainstream journals is that their papers rarely use mathematics or econometrics, research tools that Austrians reject on principle."
  5. "Austrian economics and the mainstream: View from the boundary" by Roger E. Backhouse, "Hayek did not fall out of favor because he was not Keynesian (neither are Friedman or Lucas) but because he was perceived to be doing neither rigorous theory nor empirical work."
  6. Why We Can't Associate Too Closely with the Austrians

Ver também[editar | editar código-fonte]