Inezita Barroso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde março de 2015). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Gnome globe current event.svg
Este artigo é sobre uma pessoa que morreu recentemente.
Algumas informações relativas às circunstâncias da morte podem mudar a qualquer instante.

Nota: A Wikipédia não é um jornal, se pretende elaborar um resumo das notícias recentes relacionadas a esse evento utilize o Wikinotícias que é a Wiki adequada a essa função.
Editado pela última vez em 30 de março de 2015.

NoFonti.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde novembro de 2012). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Inezita Barroso
Inezita Barroso.jpg

Inezita Barroso em 2008. Foto: Sílvio Tanaka
Informação geral
Nome completo Ignez Madalena Aranha de Lima
Nascimento 4 de março de 1925
Local de nascimento São Paulo, São Paulo
Data de morte 8 de março de 2015 (90 anos)
Local de morte São Paulo, São Paulo
Nacionalidade Brasil brasileira
Gênero(s) sertanejo
Ocupação(ões) cantora
Instrumento(s) voz, viola, violão
Período em atividade 1951[nota 1] - 2015
Outras ocupações atriz, bibliotecária, folclorista, professora, apresentadora
Página oficial www.inezitabarroso.com.br

Inezita Barroso, nome artístico de Ignez Magdalena Aranha de Lima (São Paulo, 4 de março de 1925  — São Paulo, 8 de março de 2015[3] ), foi uma cantora, atriz, instrumentista, bibliotecária [4] [5] , folclorista, professora, apresentadora de rádio e televisão brasileira.

Foi galardoada com o título de doutora honoris causa em folclore e arte digital pela Universidade de Lisboa e atuou também em espetáculos, álbuns, cinema, teatro e produzindo espetáculos musicais de renome nacional e internacional. Adotou o sobrenome Barroso ao se casar, em 1947, aos 22 anos, com o advogado cearense Adolfo Cabral Barroso.[6]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida numa família abastada[7] e apaixonada pela cultura e, principalmente, pela música brasileira, Inezita começou a cantar e tocar violão e viola desde pequena, com sete anos. Estudiosa, matriculou-se no conservatório e aprendeu piano. Foi aluna da primeira turma da graduação em Biblioteconomia da Universidade de São Paulo (USP)[4] , formando-se antes de se tornar cantora profissional[8] .

Carreira artística[editar | editar código-fonte]

Com o primeiro disco, vieram também os primeiros sucessos: o clássico samba Ronda, de Paulo Vanzolini e a caipiríssima Moda da Pinga, de Ochelsis Laureano e Raul Torres, que se tornou a mais célebre das interpretações.

Ultrapassou a marca de cinquenta anos de carreira e de oitenta discos gravados, entre 78 rpm, vinil e CDs.

Desde 1980 comanda o programa de música caipira Viola, Minha Viola, pela TV Cultura de São Paulo. Apresentou também no SBT um programa musical, aos domingos pela manhã que levava seu nome.

Inezita Barroso é reconhecida também como atriz de teatro e cinema. Por onde atuou, ela ganhou prêmios importantes, como o Troféu Roquette Pinto, como Melhor Cantora de rádio; o prêmio Guarani, como melhor cantora em disco, além de ganhar também o Prêmio Saci de cinema. Em 2003, foi condecorada pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin com a Medalha Ipiranga, recebendo o título de comendadora da música raiz.[carece de fontes?]

Desde a década de 1980, Inezita Barroso ainda arranjava um espaço na agenda para dar aulas de folclore. Atualmente, lecionava nas faculdades Unifai e Unicapital, onde recentemente recebeu o título de doutora Honoris Causa em Folclore Brasileiro.

As apresentações de Inezita Barroso nos países latino-americanos e africanos criaram uma aura de sucesso para a cantora, indicada para o Grammy sul-africano na categoria de artistas vocais populares internacionais e regionais. Os concertos de Inezita Barroso em tais países excederam a audiência de outros artistas nacionais e internacionais com maior exposição midiática, adeptos de música denominada "pop".[carece de fontes?]

Ao contrário do que o público costuma esperar da artista, Inezita Barroso trabalhou em interpretações de autores mais atuais da MPB, de outras vertentes que não apenas a caipira/sertaneja. Gravações recentes mostram a cantora interpretando obras de Ella Fitzgerald e outros nomes do jazz tradicional e blues.[carece de fontes?]

No programa "Roda Viva", da Rede Cultura de Televisão, que contou com a presença da cantora como principal entrevistada, em 2004, Inezita Barroso afirmou ser contra a propagação e troca eletrônica de canções. Embora concorde que o uso de canções em formatos digitais em notebooks e dispositivos portáteis (iPod, etc) pode facilitar o acesso dos jovens à cultura, afirmou que participa de manifesto de artistas brasileiros junto às gravadoras pedindo ações que proíbam e fiscalizem de forma mais eficiente a pirataria.[carece de fontes?]

O DJ Ronaldo, músico frequentemente presente na cena eletrônica carioca, perdeu ação judicial contra a gravadora EMI, por ter criado, sem autorização da gravadora detentora dos direitos sobre a composição, uma versão funk da canção "Marvada Pinga - Moda da Pinga", principal sucesso de Inezita Barroso. Ainda assim, a canção pode ser facilmente encontrada em websites para download, além de ter se tornado um dos "ringtones" para celulares mais comuns.[carece de fontes?]

Com a aproximação do decanato do falecimento do pianista Pedrinho Mattar, seu amigo e colega de composições e interpretações, surge grande expectativa com relação à esperada publicação da obra final deste músico, intitulada "O Portal". Grupos de entusiastas e admiradores de Mattar, que aguardam ansiosamente pela publicação da obra, afirmam que haveria co-parceria de Inezita Barroso em um dos movimentos da referida composição. O afamado violoncelista húngaro, naturalizado português, Alfonso Orelli, apresentou trechos da suposta composição, aos quais teria tido acesso durante uma turnê na qual tocou ao lado de Mattar. Dentre tais trechos, Orelli identificou forte influência da música dita "caipira-sertaneja" na segunda parte do primeiro movimento. Tem-se atribuído a Inezita Barroso a influência musical sobre esta parte da composição.[carece de fontes?]

Em novembro de 2014, foi eleita para a Academia Paulista de Letras, ocupando o lugar da folclorista Ruth Guimarães, morta em maio.[9]

Em fevereiro de 2015, Inezita foi internada no Hospital Sírio Libanês, onde morreu na noite de 8 de março[10] [11] .

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira[15]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Sobre Inezita Barroso
  • PEREIRA, Arley. Inezita Barroso: A história de uma brasileira. São Paulo: Editora 34, 2013 (1ª edição) ISBN 978-85-7326-539-2[18]

Notas

  1. Tornou-se cantora profissional em 1953, mas já atuava em filmes desde 1951[1] , bem como já cantava em rádios e gravou seu primeiro disco neste mesmo ano[2]

Referências

  1. a b c Veracruz CinemaBrasileiro.NET. Visitado em 20-11-2012.
  2. a b Inezita Barroso Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira. Visitado em 20-11-2012.
  3. http://cultura.estadao.com.br/noticias/musica,aos-90-anos-morre-a-dama-da-musica-caipira,1646892
  4. a b Inezita Barroso: cantora e apresentadora de TV Produção Cultural no Brasil (2011). Visitado em 08-03-2015. Cópia arquivada em 13-07-2014.
  5. Lembranças da violeira Diário do Nordeste (09-08-2003). Visitado em 08-03-2015. Cópia arquivada em 08-03-2015.
  6. Revista da Cultura
  7. Arley Pereira (31 de julho1998). Inezita Barroso Sesc SP. Visitado em 20-11-2012.
  8. Angela Faria. Cantora paulista Inezita Barroso tem sua vida corajosa retratada por Arley Pereira 7 de dezembro de 2013. Visitado em 10 de março de 2015.
  9. Felitti, Chico (2/11/2014). Aos 89, Inezita Barroso é eleita para a Academia Paulista de Letras Folha de S.Paulo. Visitado em 6/11/2014.
  10. Morre Inezita Barroso, aos 90 anos de idade, em São Paulo CMais (8 de março de 2015). Visitado em 8 de março de 2015.
  11. UOL (8 de março de 2015). Morre Inezita Barroso, aos 90 anos, em São Paulo Uol Música. Visitado em 8 de março de 2015.
  12. a b Multifilmes CinemaBrasileiro.NET. Visitado em 20-11-2012.
  13. a b c d Maristela CinemaBrasileiro.NET. Visitado em 20-11-2012.
  14. a b c Filmografia de Inezita Barroso Recanto Caipira. Visitado em 20-11-2012.
  15. dicionariompb.com.br/
  16. Camila Molina (31-03-2011). APCA premia os melhores de 2010 Estadão. Visitado em 201-11-2012.
  17. Ariana Pereira (01-05-2010). Inezita Barroso recebe homenagem e faz show Diário Web. Visitado em 20-11-2012.
  18. Editora 34: Biografias e memórias

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Inezita Barroso