Ingeborg Bachmann

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Ingeborg Bachmann (25 de junho de 1926 - 17 de outubro de 1973) foi uma escritora, dramaturga e poeta austríaca.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Primeira filha do professor de escola Mathias Bachmann, que se juntou ao Partido Nazista em 1932, e da dona de casa Olga Bachmann, Ingeborg Bachmann nasceu em Klagenfurt, Áustria. Estudou filosofia e direito nas universidades de Innsbruck, Graz e Viena.

Em Viena, no ano de 1948, conhece e se apaixona pelo poeta surrealista e refugiado judeu Paul Celan, que estava de passagem por aquela cidade, passando ambos cerca de dois meses juntos. Continuam, à distância, um complexo relacionamento amoroso que muito influenciará a produção poética de ambos.

Em 1950, obteve o seu doutorado em filosofia com a tese intitulada A Recepção Crítica da Filosofia Existencialista de Martin Heidegger. Seu interesse em linguística a levam a estudar Ludwig Wittgenstein, sobre quem ainda publicará um ensaio. Após sua formatura, trabalha como roteirista e editora da Rádio austríaca Rot-Weiss-Rot.

Em 1952, a poeta conhece o jovem compositor musical Hans Werner Henzel e parte com o mesmo para a Itália, onde permanece por quatro anos. Apesar da relação fraternal, em virtude da homossexualidade de Henzel, chegaram a cogitar casamento.

Em 1958, Ingeborg conhece o escritor Max Frisch, em Frankfurt, com quem vai morar em 1960. Dividem seu tempo entre Frankfurt e Roma e, dois anos depois, a relação chega ao fim.

Como muitos dos escritores de língua germânica do pós-guerra, ela começa sua carreira de poeta no Grupo 47, movimento poético de vanguarda na República Federal Alemã que revelaria nomes como o de Günter Grass e que dominaria as letras germânicas desde sua fundação em 1947 até sua dissolução em 1966. Como os integrantes do grupo, Ingeborg buscava uma renovação na linguagem. Sua poesia, elegante, mas com tons sombrios, mostra influência da antiguidade clássica, do surrealismo e escritores como Klopstock e Rainer Maria Rilke.

A partir do ano de 1960, a escritora deixa de produzir poesia e se fixa na prosa, tomando mais como objeto temas sociais.

Em 1964, recebeu o Prêmio Georg-Büchne, o mais importante das letras alemã, como reconhecimento pelo conjunto de sua obra. Ingeborg Bachmann morreu em um hospital em Roma, com queimaduras pelo corpo, três semanas depois de um incêndio em seu quarto de hotel, em 17 de outubro de 1973. A real causa de tal incêndio, em que chegou a ser apontada como sendo um cigarro ainda aceso, permanece desconhecida.

Desde o ano de 1977, existe na sua cidade natal um concurso literário que leva seu nome.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]