Inhambu-relógio

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Crypturellus strigulosus.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Tinamiformes
Família: Tinamidae
Género: Crypturellus
Espécie: C. strigulosus
Nome binomial
Crypturellus strigulosus
(Temminck, 1815)

O inhambu-relógio (Crypturellus strigulosus (Tem.)), também chamado inambu-relógio, nambu-relógio, nhambu-relógio e inamu-relógio[1] , é uma ave tinamiforme da Região Nordeste do Brasil e da Região Norte do Brasil[2] . Mede cerca de 30 cm. Em alguns estados brasileiros, essa designação é dada também a outra espécie, o inhambuanhanga (Crypturellus variegatus).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Os nomes populares da ave fazem referência ao fato de ela piar regularmente, como se fosse um relógio[3] . "Inhambu", "inambu", "inamu", "nambu" e "nhambu" são derivados do tupi ïña'bu[4] .

Descrição[editar | editar código-fonte]

Em suas observações no habitat desta espécie, o ornitólogo José Carlos Reis de Magalhães considerou que o inhambu-relógio tem comportamentos estranhos e de difícil interpretação. São muito vocais e sua voz é ouvida até nas horas mais quentes do dia, continuamente, desde que o dia seja bem ensolarado. Com a formação de nuvens e a queda da luminosidade, cessam de cantar para só reassumirem essa atividade após a volta da luz solar plena. Sua vocalização consiste num agudo piado, muito longo e com mínimas modulações. É ave cinegética.

Das aves do gênero Crypturellus, é a única com acentuado dimorfismo sexual. Na imagem acima, o exemplar exibido é um macho, sendo que a fêmea distingue-se por apresentar dorso com listras transversais, similares às observadas em Crypturellus variegatus. No entanto, é a espécie de tinamídeo que apresenta menos diferenças entre as vocalizações dos dois sexos, a ponto de serem indistinguíveis aos ouvidos mais treinados e de não revelarem, em sonogramas, diferenças mensuráveis.

Seus ovos são postos em ninhos no solo; são quase esféricos e de cor lilás manchada de róseo.

Apresenta adaptabilidade ao cativeiro, reproduzindo-se normalmente nele.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.947
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.947
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.947
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1096. p.947
  • MASSARIOLI, MARCOS, 2003 UNIABC-SP. Tinamiformes do Brasil. Artigo Científico.
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