Inspetor Lestrade

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O inspetor Lestrade prende um suspeito, em desenho de Sidney Paget.

O inspetor Lestrade é uma personagem fictícia, um investigador da Scotland Yard, que aparece em várias histórias de Sherlock Holmes contadas pelo escritor escocês Arthur Conan Doyle. A inicial de seu primeiro nome é G., revelada no conto A Caixa de Papelão, que faz parte da coletânea As Memórias de Sherlock Holmes.

Lestrade na obra de Conan Doyle[editar | editar código-fonte]

É mencionado em vários romances e contos: Um Estudo em Vermelho, O Signo dos Quatro, O Cão dos Baskervilles, O Mistério do Vale Boscombe, O Solteirão Nobre, A Caixa de Papelão, A Casa Vazia, O Construtor de Norwood, Charles Augustus Milverton, Os Seis Napoleões, A Segunda Mancha, Os Planos do Submarino Bruce-Partington, O Desaparecimento de Lady Frances Carfax e Os Três Garridebs.

É descrito como um homenzinho pálido, com olhos escuros e cara de rato em Um Estudo em Vermelho e como um homem magro, de feições frias como as de um furão, com um olhar furtivo e astuto em O Mistério do Vale Boscombe.

A Scotland Yard lhe confiou os seguintes casos: o caso St. Simon (O Solteirão Nobre), o caso Oldacre (O Construtor de Norwood), o caso Eduardo Lucas (A Segunda Mancha) e o caso Cadogan West (Os Planos do Submarino Bruce-Partington). O conto A Casa Vazia revela que, durante o hiato de Holmes, Lestrade fracassa em três casos, mas resolve o caso Moseley. É contratado por vizinhos dos McCarthy para investigar o caso do Vale Boscombe.

No romance Um Estudo em Vermelho, Holmes afirma que Lestrade e Gregson são a fina-flor da Scotland Yard, "o que não significa que valem grande coisa. São rápidos e enérgicos, mas usam métodos terrivelmente convencionais. Além disso, há entre eles uma grande rivalidade profissional". No romance O Cão dos Baskervilles, Holmes comenta com o dr. Watson que Lestrade é o melhor dos profissionais, quando define os profissionais da Scotland Yard em relação a ele próprio.

A imprensa popular de Londres apresenta Lestrade como um dos melhores detetives da Scotland Yard, principalmente porque Holmes permite que ele fique com o crédito da solução de casos como o dos contos A Casa Vazia e O Construtor de Norwood.

Na aventura A Caixa de Papelão, Sherlock destaca que Lestrade, embora não tenha quase nenhuma capacidade de resolver crimes que apresentam dificuldades reais, é dotado de uma tenacidade e determinação de buldogue que foi a causa de sua ascensão na Scotland Yard.

Lestrade fica com frequência irritado com os métodos pouco convencionais de Holmes. Em O Mistério do Vale Boscombe afirma que é "um homem prático". Mas com o tempo chega a respeitar e apreciar a maneira de agir do detetive não oficial.

Na aventura Os Seis Napoleões, Lestrade diz a Holmes: "Não temos inveja do senhor na Scotland Yard. Ao contrário, temos muito orgulho e, se for lá amanhã, não haverá um homem, desde o inspetor mais velho até o agente mais novo, que não tenha prazer em lhe apertar a mão." Watson observa de passagem que esse pequeno comentário é um dos poucos casos em que Holmes fica visivelmente comovido.

Na abertura do mesmo conto, Watson diz que era comum que o inspetor Lestrade viesse visitá-los à noite, e Sherlock Holmes gostava de suas visitas, pois permitiam que ficasse a par de tudo o que acontecia na Scotland Yard. Em troca das notícias que Lestrade lhe trazia, Holmes sempre ouvia com atenção os detalhes dos casos de que o detetive estava encarregado, podendo às vezes fazer alguma sugestão baseada em seus conhecimentos e em sua experiência.

Lestrade ajuda Holmes a encontrar Killer Evans graças à galeria de retratos dos criminosos na Scotland Yard, no conto Os Três Garridebs. No romance O Cão dos Baskervilles, Holmes chama Lestrade para o desfecho do caso e visita o inspetor a respeito do desaparecimento de Lady Frances Carfax.

Lestrade em outras obras[editar | editar código-fonte]

O autor M. J. Trow escreveu uma série de dezesseis livros tendo Lestrade como personagem principal. A primeira obra foi As Aventuras do Inspetor Lestrade, publicada em 1985. Nessas histórias, Trow apresenta Lestrade como detetive muito eficiente. Dá a ele o nome de Sholto e uma filha que ele raramente vê, e o envolve numa série de aventuras com pano de fundo histórico. Em um livro Lestrade aparece com G. K. Chesterton e em outro quebra a perna na prancha de desembarque do RMS Titanic.