Instituto Gulbenkian de Ciência

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O Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) MHSE é um centro internacional de investigação biomédica e ensino pós-graduado, localizado em Oeiras, Portugal. O instituto foi criado em 1961 pela Fundação Calouste Gulbenkian. O seu director actual é António Coutinho.

Ao longo de cinco décadas, o IGC tem sido pioneiro em reconhecidas contribuições à ciência portuguesa e internacional [1] , nomeadamente na profissionalização da actividade de investigação, na internacionalização da comunidade científica portuguesa, na introdução em Portugal de áreas científicas pouco desenvolvidas, no lançamento da formação pós-graduada em Portugal, e de programas de Doutoramento inovadores a nível Europeu e na promoção da cultura científica.[2]

Junto com o Instituto de Tecnologia Química e Biológica e o Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, faz parte de um Laboratório Associado com foco na investigação em áreas relacionadas com a saúde, as ciências da vida e a biotecnologia.[3] [4] No Campus existe ainda o Centro de Estudos de Doenças Crónicas[5] (CEDOC), da Universidade Nova de Lisboa.

Foi considerado em 2011 pela revista The Scientist como o nono melhor lugar para cientistas doutorado trabalharem, fora dos Estados Unidos da América, mantendo-se no top 10 obtido pela primeira vez em 2010.[6]

Fundação[editar | editar código-fonte]

O IGC foi fundado em 1961 com o objectivo de receber, acolher e apoiar futuros líderes científicos, (estudantes de doutoramento, pós doutorados e coordenadores de grupos), num ambiente de cooperação científica, autonomia intelectual e responsabilidade institucional, com acesso a equipamentos e plataformas tecnológicas de ponta.[7] [8]

O IGC desenvolve também programas de formação pós-graduado, através de vários programas de doutoramento [9] e uma série anual de seminários internacionais [10] e escolas de Verão.[11] Acolhe ainda estudantes de mestrado e técnicos de laboratório.

Investigação[editar | editar código-fonte]

O IGC está direccionado para a investigação em Biologia com aplicações na área da Medicina. Áreas específicas de investigação no instituto incluem evolução, inflamação, imunidade e doenças auto-imunes, genética humana e populacional, biologia do desenvolvimento de animais e plantas, biologia celular, ciclo celular e reparação de DNA, neurociências, biologia teórica e computacional.[12]

A investigação no IGC é centrada no organismo, baseada em hipóteses (hypothesis driven) e com uma abordagem transversal e multidisciplinar. Os estudos centram-se na investigação das bases genéticas do desenvolvimento e evolução dos sistemas complexos.[13]

Membros[editar | editar código-fonte]

Em Dezembro de 2011 trabalhavam no IGC cerca de 370 pessoas, dentre os quais 144 Doutorados, 93 estudantes de Doutoramento. Demograficamente, 26% são estrangeiros, de 28 nacionalidades. Os investigadores estão agrupados em 35 grupos de investigação e 9 pequenas equipas, coordenadas por investigadores que estão sob responsabilidade do director. 39% dos Coordenadores de Grupo são estrangeiros [14] e 39% são mulheres.[14]

Conselho científico[editar | editar código-fonte]

  • Sydney Brenner, President (The Salk Institute, E.U.A.) - Prémio Nobel Laureate em Fisiologia ou Medicna 2002, com Robert Horvitz e John Sulston pelas 'suas descobertas da regulação genética do desenvolvimento de órgãos e da morte celular programada'.[15]
  • Jonathan Howard (Universidade de Colónia, Alemanha) [16]
  • Martin Raff (University College London, RU) [17]
  • Ginés Morata (Universidad Autónoma de Madrid, Espanha) [18]
  • Nicole Le Douarin (Academie des Science, França) [19]
  • David Sabatini (New York University, E.U.A.) [20]
  • Kai Simons (Max Planck Institute for Molecular Cell Biology and Genetics, Dresden, Alemanha) [21]
  • Susumu Tonegawa (Massachusetts Institute of Technology, E.U.A.) (Prémio Nobel em Fisiologia ou Medicina 1987 pela sua descoberta do princípio genético da geração da diversidade de anticorpos) [22]
  • Richard Axel (Columbia University, E.U.A.) (Prémio Nobel em Medicina ou Fisiologia 2004, com Linda Buck pelas 'suas descobertas dos receptores olfactivos e da organização do sistema olfactivo' [23]
  • Jean−Pierre Changeux (Pasteur Institute, França) [24]
  • Terrence Sejnowsky (The Salk Institute, E.U.A.) [25]

História[editar | editar código-fonte]

Desde 1998[editar | editar código-fonte]

Após uma reforma em 1998, instituída pelo director, António Coutinho, quando da sua nomeação, instalaram-se no IGC 72 grupos de investigação. Destes, 42 saíram para outras instituições, maioritariamente outros centros de investigação e Universidades em Portugal.[8] [26]

  • nos últimos 10 anos, foram celebrados cerca de 350 contractos de investigação com agências e empresas externas à FCG, num total de 35 milhões de euros de investimento, incluindo mais de 10 milhões de euros de fontes estrangeiras;
  • dos 23 maiores financiamentos internacionais atribuídos a cientistas biomédicos a trabalhar em Portugal, nos últimos cinco anos, vinte foram ganhas por cientistas que estão agora, ou estiveram, num determinado momento, no IGC;[27] [28] [29] [30] [31] [32]
  • o IGC é hoje a instituição portuguesa que produz ciência de maior impacto internacional: mais de 1000 publicações científicas internacionais foram produzidas por investigadores ligados ao IGC, que foram citadas mais de 16 000 vezes por cientistas em todo o mundo;
  • em 2010 e 2011, o IGC foi classificado entre os "10 Melhores Lugares para Doutorados", fora dos Estados Unidos da América, pela revista The Scientist - Faculty of 1000;[33]
  • cerca de 4000 cientistas, na sua maioria provenientes de instituições estrangeiras, passaram pelo IGC, como docentes ou conferencistas;
  • atendeu-se à transferência de tecnologia e criação de start-ups: sete empresas foram já criadas ou estão em processo de criação;
  • organizaram-se Dias Abertos, Noites dos Investigadores, que atraem milhares de pessoas; desenvolvem-se programas de actualização de professores do ensino básico e secundário e conteúdos para apoio à aprendizagem da ciência.[34] ;
  • em 2011, recebeu o Reconhecimento de Mérito Profissional, atribuído também a António Coutinho, pelo Rotary Clube de Oeiras;
  • a 19 de Julho de 2011 foi feito Membro-Honorário da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[35]

Durante as comemorações dos 50 anos da instituição, o presidente da Fundação Gulbenkian anunciou que o Instituto iria tornar-se num organismo autónomo.[8]

Referências

  1. Barreto 2007, vol.? p.?.
  2. [1] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  3. [2] Fct.mctes.pt.
  4. [3] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  5. Centro de Estudos de Doenças Crónicas
  6. IGC nos 10 melhores para trabalhar - Ciência - DN Diário de Notícias. Página visitada em 10 de agosto de 2011.
  7. [4] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  8. a b c Instituto Gulbenkian de Ciência vai tornar-se organismo autónomo - Ciências - PUBLICO.PT Jornal Público. Página visitada em 10 de agosto de 2011.
  9. [5] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  10. [6] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  11. Instituto Gulbenkian de Ciência to join European Campus of Excellence (em inglês) Fundação Calouste Gulbenkian (29-07-2011). Página visitada em 2014-06-10.
  12. [7] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  13. [8] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  14. a b [9] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  15. [10] Nobelprize.org.
  16. [11] (em alemão) Genetik.uni-koeln.de.
  17. [12] (em inglês) Ucl.ac.uk.
  18. [13] (em espanhol) Cbm.uam.es.
  19. [14] (em francês) Academie-sciences.fr.
  20. [15] Med.nyu.edu.
  21. [16] (em alemão) Mpi-cbg.de.
  22. [17] Nobelprize.org.
  23. [18] Nobelprize.org.
  24. [19] (em francês) Pasteur.fr.
  25. [20] Salk.edu.
  26. [21] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  27. Three of five new ERC Starting Grants for Portugal go to IGC researchers (em inglês) Fundação Calouste Gulbenkian (19-07-2010). Página visitada em 2014-06-10.
  28. [22] Fundação Calouste Gulbenkian.
  29. [23] Fundação Calouste Gulbenkian.
  30. [24] Fundação Calouste Gulbenkian.
  31. [25] Fundação Calouste Gulbenkian.
  32. [26] Fundação Calouste Gulbenkian.
  33. [27] Fundação Calouste Gulbenkian.
  34. [28] [ligação inativa] Fundação Calouste Gulbenkian.
  35. Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas Presidência da República Portuguesa. Página visitada em 2014-06-10. "Resultado da busca de "Instituto Gulbenkian de Ciência"."
Bibliografia
  • Barreto, António (coord.); rev. Carlos Silva. Fundação Calouste Gulbenkian : cinquenta anos : 1956-2006. 1.ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2007. 2 vol. ISBN 978-972-97748-7-4

Ligações externas[editar | editar código-fonte]