Instituto Monitor

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A história do Instituto Monitor começou na mente e no coração de um imigrante. Em 1939, o húngaro Nicolás Goldberger tornou realidade o seu sonho de iniciar uma escola de ensino por correspondência. Nascia, então, o Instituto Rádio Técnico Monitor, a primeira iniciativa de educação a distância no Brasil.

A criação da escola atendia a uma demanda específica de pessoas que não podiam depender do tempo para estudar e oferecia uma alternativa de profissionalização promissora. O primeiro curso oferecido foi o de Radiotécnico, com envio pelo correio de material didático e kits compostos por ferramentas, um aparelho de medição e componentes para montagem de um rádio de oito válvulas.

Em 1997, o Instituto Monitor passou a oferecer cursos de Educação de Jovem e Adultos (supletivo fundamental e médio) e técnicos nas áreas de Eletrônica, Informática, Contabilidade, Secretariado e Transações Imobiliárias, tendo o reconhecimento dos órgãos de classe.

Desde 1939, foram mais de cinco milhões de matriculados, tendo, inclusive, alunos de outros países.

[editar] Cronologia

  • 1909 - Nasce, em Cégled (Hungria), Nicolás Goldberger.
  • 1930 - Goldberger segue para Buenos Aires. Quatro anos depois, casa-se com Yolanda Ronái, na Argentina, onde inicia seu curso a distância.
  • 1936 - A família Goldberger, o casal e o primeiro filho, estabelece-se no Brasil. Nicolás passa a lecionar no curso técnico do Colégio Mackenzie (SP), onde trabalha até 1938.
  • 1939 - Em outubro, é fundado o Instituto Rádio Técnico Monitor. O primeiro curso oferecido é o de Radiotécnico. Em 1940, Goldberger, com o sócio Jacob Wargaftig, formaliza em contrato a fundação do Instituto Rádio Técnico Monitor.
  • 1941 - O Instituto Monitor se muda para a avenida Ipiranga. No final deste mesmo ano, é desfeita a sociedade entre Nicolás e seu sócio. Em 1942, o Instituto Monitor lança o curso de Eletrotécnico e muda para a rua Aurora.
  • 1949 - Nicolás adquire terreno, na rua dos Timbiras, no bairro de Santa Ifigênia, para a construção da sede própria. Em 1950, o Instituto Monitor muda-se para o novo endereço. O grupo Monitor cresce, composto pelas empresas Radiotécnica Aurora, Tipografia Aurora e Indústria Continental.
  • 1951 - Instituto Monitor diversifica suas ofertas de cursos. Surgem os cursos de Contabilidade, Corte e Costura, Química Industrial, Desenho Arquitetônico e Técnico.
  • 1960 - Nessa década, a Tipografia Aurora intensifica suas atividades de editora de livros técnicos. O Instituto Monitor anuncia em revistas em quadrinhos e fotonovelas como Grande Hotel, buscando atingir o público jovem.
  • 1972 - Com a popularização da TV colorida, os materiais de Rádio e TV do Instituto Monitor recebem encartes em cores sobre os novos equipamentos de televisão.
  • 1977 - Goldberger vende a um grupo de funcionários o Instituto Monitor: Achiles Leopardi, Odarcy S. Barrini e Roberto Finatti, ligados à área financeira, e Waldomiro Recchi, responsável pela parte pedagógica.
  • 1985 - O Instituto Monitor muda de proprietário. O novo administrador, Roberto Palhares, já possuía experiência anterior em ensino por correspondência, com as Escolas Internacionais, filial brasileira da escola norte-americana.
  • 1992 - Morre Nicolás Goldberger, aos 83 anos. Em 1993, o editorial da Revista Saber Eletrônica do mês de abril credita ao Instituto Monitor a responsabilidade pela formação do pólo eletroeletrônico de Santa Ifigênia.

[editar] Histórias curiosas

  • Nicolás foi investigado pelo Deops (Departamento de Ordem Política e Social) paulista, durante a II Guerra Mundial. O órgão procurava “elementos súditos do eixo” que estivessem freqüentando “curso de telegrafia”. O inquérito concluiu que Goldberger sempre fora simpatizante dos aliados e que não havia espiões entre os alunos do Instituto Monitor.
  • Os primeiros imigrantes húngaros que chegaram ao Brasil após a Primeira Guerra eram de Budapeste. Eram operários e comerciantes e muitos começaram como vendedores ambulantes até chegar à condição respeitada de comerciantes renomados.
  • A atuação do Instituto Monitor no bairro de Santa Ifigênia, a partir da primeira metade dos anos 40, foi um atrativo a mais para a formação do pólo eletroeletrônico na região.
  • Santa Efigênia ou Santa Ifigênia? Especialistas registram como forma culta a grafia Ifigênia, sendo Efigênia uma variante de origem popular.
  • Antes de se tornar no pólo eletroeletrônico, a região de Santa Ifigênia foi uma importante zona comercial e hoteleira.
  • O atual mantenedor do Instituto Monitor, Roberto Palhares, foi aluno da instituição na década de 1960. Cerca de 35 anos mais tarde, assumiria a direção da escola.

[editar] Ligações externas

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