Instituto Pão dos Pobres

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Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antonio

A Fundação O Pão dos Pobres de Santo Antonio é uma fundação benemerente dos irmãos Lasallistas, localizada na cidade de Porto Alegre, RS.

O local antigamente era o arraial da Baronesa de Gravataí, e o arroio Dilúvio fazia a volta por trás de área. Quando o arraial incendiou, em 1875, a área foi aterrada e o arroio canalizado para o leito que ocupa hoje, no meio da avenida Ipiranga. Mais tarde, entre 1925 e 1930, foi erguido o Instituto, preservando-se o portal do velho arraial.

O projeto foi do arquiteto teuto-brasileiro José Lutzenberger, que veio para o Rio Grande do Sul em 1920 e deixou importantes obras na cidade. Tem um estilo eclético sóbrio, com influência da arquitetura alemã. O edifício tem quatro pavimentos, com um grande corpo central e duas alas laterais que se projetam um pouco à frente. O térreo se estrutura numa série de aberturas em arco, e os dois pisos acima possuem janelas retangulares, separadas por pilastras lisas, e uma cornija destacada. Arremata a construção um último pavimento, mais baixo, mas que segue o esquema dos dois pisos inferiores.

Ao centro do conjunto um grande frontispício se ergue atravessando todos os pavimentos, terminando acima do plano do teto, num frontão triangular com arco redondo embutido, onde está instalado um grupo escultórico representando Santo Antônio distribuindo pães a crianças pobres. Aos lados, dois florões, e atrás do frontão se eleva um pequeno campanário. O prédio da Fundação foi tombado em 2000.

detalhe do frontão

A Fundação[editar | editar código-fonte]

A Fundação Pão dos Pobres de Santo Antonio, administradora do Instituto, foi fundada em 1895 pelo cônego José Marcelino de Souza Bittencourt, sendo uma instituição de direito privado voltada ao abrigo e preparo profissional de menores carentes. A instituição oferece escola de ensino básico, um centro de educação profissional de nível básico e técnico, e um programa de educação através do trabalho assistido, em parceria com o SENAI, favorecendo 285 adolescentes de ambos os sexos e encaminhando-os a estágios após conclusão dos cursos. Está em andamento a instalação de novas oficinas de Automação, Eletrônica, Hidráulica, Informática, Mecânica Industrial, Metalurgia, Metrologia e Pneumática. Ainda mantém um internato que acolhe 237 crianças, selecionadas a partir de critérios de orfandade, pobreza e sanidade mental.

Referências[editar | editar código-fonte]