Instituto Pró-Universidade Canoense

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O Instituto Pró-Universidade Canoense (IPUC) é uma instituição de ensino de Canoas. Fundada em 1963 pelo professor Francisco Dequi, era então chamado Curso de Madureza Rui Barbosa.

O IPUC oferece cursos nos níveis de pré-escola, ensino fundamental e médio, cursos técnicos e de graduação tecnológica, contando com 94 professores e em torno de dois mil alunos.

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No dia 8 de setembro de 1962, estando prof. Francisco Dequi na sala dos professores do Educandário Nossa Senhora do Carmo, na Av. João Pessoa, em Porto Alegre, onde lecionava Português e Latim, percebeu a insistência de dois inspetores da Polícia Rodoviária Federal, junto da diretora da escola, para que fosse aberta uma filial da instituição em Canoas.

O interesse da diretoria da Casa do Inspetor era arranjar uma maneira de aliviar o aluguel da sua sede, na Galeria São Luís, sala 105, no centro de Canoas. Os rodoviários se despediram da diretora inconformados por não terem obtido sucesso no seu intento.

Como já tinha ministrado suas aulas naquela manhã, prof. Francisco Dequi, na saída dos dois inspetores, acompanhou-os e informou-lhes que, estando presente no recinto, inteirou-se da proposta feita à diretora. Disse-lhes que poderia abraçar a causa, pois o seu passado, sua formação, sua experiência e sua disposição apontam para o sucesso de uma iniciativa de estruturar uma escola. Sempre sonhou com um projeto educacional. Acertados os detalhes preliminares, marcou-se imediatamente o horário das 15 horas para ver a sede ofertada e formular um pré-contrato. Assim, tudo partiu do Educandário Nossa Senhora do Carmo, situado na Av. João Pessoa, em Porto Alegre. A nova escola não seria filial, mas teria registro próprio. Deu-se início aos procedimentos de estruturação. Porém, o espaço da sala 105 da Galeria São Luís era insuficiente mesmo para o projeto inicial. Visando à instalação da secretaria e de um curso de Datilografia, alugou-se ainda o conjunto 21 do 2o. andar, na Av. Victor Barreto, 2760, próximo da Galeria, na mesma cidade de Canoas.

Deu-se o primeiro nome à instituição: Curso de Madureza Rui Barbosa, uma vez que, na época, havia os famosos “Exames de Madureza” realizados pela SEC ou pelos estabelecimentos autorizados para essa incumbência. Feita a divulgação, tanto a sala 105 da galeria, como o curso de Datilografia, lotaram. Imediatamente encaminhou-se o registro protocolado na SEC. Dia 16 de outubro de 1962, iniciaram-se as atividades dos cursos. Foram contratados professores, a maioria, ex-seminaristas: Adão Leal Feldmann, Orestes Balzan, Anildo Holz, Leonildo Corrent, Valdir Dall’Agnol, Francisco Beatrice, Cláudio Martini e o próprio fundador Francisco Dequi, que atuaram como professores do Curso de Madureza. Achiles Dequi (ex-seminarista) e Élzide Maria Dequi (ex-freira) ministraram aulas de Datilografia.

No início do ano de 1963, a procura era tanta que a instituição teve de alugar e dividir em salas de aula o pavilhão do antigo Cinema Central. Em 1964, locou-se também os dois andares do prédio novo, situado na esquina da Cel.Vicente com Av. Guilherme Schell, encostado na Estação Centro da Trensurb.

Dia 12 de dezembro de 1964, prof. Francisco Dequi casa-se com Lourdes Dall’Agnol e recebe mais uma importante colaboradora para levar à frente o importante empreendimento educacional. Em 1965, prof. Francisco Dequi, em parceria com seu cunhado Valdir Dall’Agnol, partem para a busca de sede própria. Adquirem uma área na esquina da Rua Júlio de Castilhos com Venâncio Aires, em Niterói. É dado início imediato à construção do primeiro módulo da atual sede da Escola Rui Barbosa de Niterói que entrou em funcionamento ainda em 1965.

Em 31 de agosto de 1965, nasce do casal Francisco e Lourdes o atual vice-diretor, hoje Dr. Francisco Dequi Filho, que está dando importante contribuição para o crescimento do IPUC. Em 1966, com o intuito de construir sede própria e fugir dos aluguéis, prof. Francisco Dequi adquire área de 2.000 m2, no centro de Canoas e inicia imediatamente a construção do primeiro bloco do atual IPUC. Para viabilizar este projeto que exigia recursos, prof. Dequi vende sua parte do Rui Barbosa de Niterói a seu cunhado Valdir Dall’Agnol. Em pouco tempo, a sede foi construída e os alunos do Curso de Madureza Rui Barbosa do Centro foram transferidos para a nova sede. A direção aproveitou a mudança da sede para trocar o nome do educandário. Tinha-se como meta, um dia, implantar curso superior e por se estar implantando também um “Curso Pré-Vestibular”, chegou-se ao consenso de que a melhor denominação seria Instituto Pró-Universidade Canoense que redundaria a bela e sugestiva sigla IPUC.

Em 1967, através de uma Lei, a denominação “Madureza” foi substituída por “Supletivo”, resultando daí Exames Supletivos e Cursos Supletivos. Entretanto, nem tudo foi um mar de rosas nas lutas do IPUC. O governo, de uma hora para outra, delibera alterar a idade que permite os alunos fazerem os exames supletivos. Para o 1o. grau, a idade mínima exigida, que era de 14 anos, passou a ser de 18 anos; para o 2o. grau, a idade mínima imposta passou a ser de 21 anos. Imaginem-se quantos problemas surgiram daí, para os alunos, para os professores e para a direção. As estruturas do IPUC estremeceram: alunos matriculados com menos de 18 ou 21 anos, ficaram sem perspectivas de se formar e passaram a cancelar a matrícula; muitos professores tiveram que ser despedidos. A irresponsabilidade ou insensibilidade dos governos vigiam também naqueles anos. Tudo foi feito sem prévias notícias. Tudo na surpresa, dizem, “sob encomenda”.

O IPUC teve de se adaptar à nova realidade. Passou a crescer fisicamente com mais vagar, mas procurou sempre crescer e oferecer o melhor ensino possível para os canoenses. Nascem do casal fundador do IPUC, duas filhas: Nádia Regina Dequi, dia 19 de junho de 1968 e Quéli Franciela Dequi, dia 8 de setembro de 1976. Hoje, ambas atuam na instituição.

Em 1969, prof. Francisco Dequi é contrato como docente na UNISINOS. Em seguida, a Faculdade de Direito Ritter dos Reis também o quis como docente de Língua Portuguesa. A ULBRA igualmente o contratou. Tendo boa base de Latim e Grego, prof. Dequi começou a realizar pesquisas sobre a Língua Portuguesa, que chamaram a atenção do mundo lingüístico: Sintagramática, Verbo Diagramado, Redação por Recomposição, Carta Magna da Língua Portuguesa. A nova versão da gramática deu origem a muitos debates nacionais. Congressos e Seminários Neodidáticos da Língua Portuguesa começam a acontecer em diversas capitais do País.

O programa Fantástico da GLOBO esteve duas vezes no IPUC para fazer reportagens sobre a Neodidática. Na época, a repercussão em todo o país, foi grande. Prof. Dequi foi levado a proferir palestras em todo o país.

Sendo realizador, desbravador e tendo o nome em alta, não faltaram propostas políticas para que o prof. Dequi, como era conhecido, se candidatasse a um cargo político. Dequi hesitou muito, mas, no fim, aceitou e elegeu-se na primeira tentativa como deputado estadual. O IPUC parou um pouco. Mas o professor, após cumprir dois mandatos, abandonou a política. Com isso, o IPUC e suas pesquisas voltaram a receber novos impulsos. Registrou-se o sistema do ensino regular para a escola IPUC. Esta modalidade permitia que os exames supletivos fossem feitos pelo próprio estabelecimento que ministrava as aulas. Somente obtinham esta autorização os cursos que tivessem boa estrutura física e pedagógica. E, entre os cursos do Rio Grande do Sul, o IPUC era o mais bem estruturado.

Em 1988, prof. Francisco Dequi encaminhou à SEC pedido de autorização para ministrar o Curso de Auxiliar de Enfermagem. Iniciava, assim, o IPUC a oferecer importantes cursos profissionalizantes. A partir de 1997, Francisco Dequi Filho recebe da mantenedora a responsabilidade de estruturar e buscar a autorização oficial de Cursos Técnicos, os profissionalizantes de real utilidade social. Hoje, estão em pleno funcionamento no IPUC, com inúmeras e belas formaturas, dez cursos profissionalizantes: Radiologia Médica, Prótese Odontológica, Enfermagem, Informática, Meio Ambiente, Administração, Telecomunicação, Comunicação Empresarial, Higiene Dental e Segurança do Trabalho, além da oferta de um curso superior o Tecnólogo em Radiologia. No início de 2008, o IPUC lançará um organizadíssimo EAD – Ensino Médio a distância.

Francisco Dequi Filho, atualmente, está empenhado em abrir cursos em nível superior, enquanto o prof. Francisco Dequi está se dedicando intensamente e com tempo integral à publicação das obras didáticas.

Hoje, a escola tem uma infra-estrutura divida em oito prédios mais uma quadra esportiva coberta. Possui uma biblioteca bem estrutura, com salas de estudos e um acervo moderno e amplo, duas salas com “data show” fixo. Possui ainda: um miniauditório, uma cantina grande, cinco “data shows” disponíveis aos professores, cinco laboratórios de informática, laboratórios de radiologia, laboratórios de prótese odontológica, laboratório de biologia, laboratório de enfermagem, laboratório de línguas, sala de vídeo, uma ilha com dez computadores com acesso à Internet liberado aos alunos, uma moderna academia, um estúdio de filmagem e um centro de estudos sobre a Língua Portuguesa. Enfim, mais de 150 computadores compõem a estrutura da escola e seus laboratórios.

O centro de estudos sobre a Língua Portuguesa presente na escola, produz CDs-Roms e livros sobre uma nova metodologia para o ensino da língua materna. Esse é presidido pelo diretor e fundador da escola Prof. Francisco Dequi que, também, é mentor do projeto Neodidático da Língua Portuguesa que nasceu há 30 anos e vem provocando debates por todo o nosso país e Europa.

O CES – Centro de Estudos Sintagramaticais, como é chamado o órgão de pesquisa da escola, além dos livros e CDs educacionais, produz DVDs com as novas metodologias para o ensino de Língua Portuguesa e outras disciplinas.

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