Instituto de Educação General Flores da Cunha

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

O Instituto de Educação General Flores da Cunha é uma escola pública de Porto Alegre, sendo o mais antigo estabelecimento de ensino secundário e de formação de professores da cidade. Foi nomeado em homenagem ao governador do Rio Grande do Sul e general do exército brasileiro, José Antônio Flores da Cunha, natural de Santana do Livramento.

História[editar | editar código-fonte]

Foi criado como Escola Normal da Província em 5 de março de 1869, sendo instalada a 1 de maio do mesmo ano, objetivando a formação de um quadro docente para o ensino primário. Nas reformas estruturais na educação decretadas por Júlio de Castilhos em 1897, a Escola Normal foi transformada em 1901 em Colégio Distrital de Porto Alegre, e em 1906 outro decreto a tornava Escola Complementar.

Até a década de 1930 funcionou num edifício na esquina das ruas Marechal Floriano e Duque de Caxias, e em 1930 foi determinada a construção de uma sede nova na sua localização atual, na Avenida Osvaldo Aranha, projetada por Fernando Corona. Antes de ser terminado abrigou a seção cultural da Exposição do Centenário Farroupilha, em 1935. As obras foram completadas em 1936. Um decreto de 9 de janeiro de 1939 conferiu-lhe a presente denominação. O prédio foi tombado pelo município em 1997 e pelo IPHAE em 2006.

Sua fachada, de dois pavimentos, é desenhada seguindo uma inspiração neoclássica austera e simplificada, destacando-se as imponentes colunas jônicas no pórtico de entrada e as pilastras de mesma linha nos blocos em projeção nas extremidades. No seu saguão existem três grandes e importantes pinturas a óleo, que estão entre as cinco maiores do país: Garibaldi e A Esquadra Farroupilha (1919), de Lucílio de Albuquerque, e A Tomada da Ponte da Azenha (1922) e Chegada dos Casais Açorianos (1923), ambas de Augusto Luiz de Freitas, que estão sendo restauradas através de uma campanha pública lançada para sua recuperação pela Associação dos Ex-Alunos.1

O Instituto teve e tem uma importante participação no universo educacional gaúcho e porto-alegrense, com seus cursos primário e secundário e de magistério. Diversas personalidades gaúchas freqüentaram suas aulas, e ali foi o primeiro local no estado onde foram introduzidas metodologias pedagógicas e de formação de professores que tiravam partido das novas pesquisas em Psicologia no início do século XX, inovações posteriormente irradiadas para outros estabelecimentos num processo que teve destacada participação feminina "em uma época onde as mulheres eram relegadas a um papel secundário e a profissão de professora vista como complemento da maternidade".2

Hoje o Instituto de Educação conta com mais de dois mil alunos matriculados, embora suas instalações estejam em estado precário, com a falta de laboratórios, goteiras intensas na biblioteca quando chove, causando imensa deterioração de muitos livros, e, mais recentemente, o teto do banheiro masculino ter caído. Sofre, também, assaltos com frequência. Em 2007 foram liberados R$ 273.000,00 para reforma na rede elétrica e recuperação dos ginásios interditados.3

Vista parcial da fachada do Instituto

Referências

  1. SOS Arte IE - Associação dos Ex-Alunos
  2. Lhullier, Cristina & Gomes, William B. Psicologia na Escola Normal. In Gomes, William B. (Org.) Psicologia no Estado do Rio Grande do Sul. Museu PSI, 2006 [1]
  3. Secretário das Obras providencia reforma no Instituto de Educação

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Franco, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre. Porto Alegre: UFRGS. 2006. p. 175.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]