Insuficiência adrenal
Insuficiência adrenal ou insuficiência suprarrenal é uma síndrome endócrina devida a um déficit de produção, pelas glândulas suprarrenais, de certos hormônios, a saber:
- cortisol, hormônio glucocorticoide ;
- aldosterona, hormônio mineralocorticoide ;
- andrógenos, hormônios secretados em pequena quantidade pelas suprarrenais.
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Insuficiência adrenal primária crônica [editar]
A insuficiência adrenal primária crônica (por destruição lenta das glândulas suprarrenais) tem o nome de doença de Addison.
A secreção dos três tipos de hormônios se reduz. O déficit de cortisol aumenta a retroinibição do estágio hipotálamo-hipofisário. Assim, a proopiomelanocortina (POMC), polipeptídeo precursor do ACTH) é secretada em maior quantidade, o que provoca melanodermia (aumento significativo de melanina na pele, com o decorrente escurecimento da pele, em determinadas áreas),v em razão da secreção aumentada de melanocortina, proveniente da POMC.
Insuficiência secundária de cortisol [editar]
A queda da atividade do eixo hipotalamo-hipofisário pode provocar um déficit de ACTH e, portanto, uma insuficiência secundária da produção de cortisol. Nesse caso, a glândula suprarrenal é normal, e a produção de aldosterona não é afetada (pois ela não depende da hipófise, mas do sistema renina-angiotensina).
Pode-se também observar uma insuficiência secundária na produção de cortisol em razão da ingesta prolongada de corticoides. Para a produção eficiente de cortisol é preciso que haja secreção de ACTH. Tumores de hipófise, a cirugias hipofisárias e a radioterapia cerebral, assim como a ingesta crônica de fármacos contendo corticoides (em comprimidos, gotas, cremes ou soluções por via nasal), bem como a suspensão abrupta dessa medicação, podem produzir deficiência de ACTH e, portanto, insuficiência suprarrenal secundária.1
Sintomas [editar]
Os sintomas são ligados ao déficit de cortisol e aldosterona, provocando fuga de água e sal pelos rins, e incluem notadamente:
- astenia, emagrecimento, anorexia, ligados ao déficit de cortisol;
- hipotensão arterial ou hipotensão ortostática;
- sinais digestivos : náuseas, vômitos, diarreias;
- sinais biológicos : hiponatremia, hipercaliemia, acidose metabólica moderada (ligadas ao déficit de aldosterona), hemoconcentração, hipoglicemia (ligadas ao déficit de cortisol).
Na fase aguda da doença, um rígido controle clínico (pulso, pressão arterial, estado da hidratação, temperatura, diurese, consciência) e paraclínico (alterações do ionograma sanguíneo e urinário, induzidas pelo déficit de aldosterona; glicemia) é imperativo.
Referências
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