Insuficiência renal

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Insuficiência renal
Classificação e recursos externos
CID-10 N17-N19
CID-9 584-585
DiseasesDB 26060
MeSH Renal+Failure&field=entry#TreeC12.777.419.780.500 C12.777.419.780.500
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A insuficiência renal é a falência do rim, é a impossibilidade de realizar suas funções de maneira satisfatória.

A função do rim[editar | editar código-fonte]

O rim é o órgão responsável pela filtragem do sangue, retirando do sangue a ureia, o ácido úrico, o fósforo e o hidrogênio. Além disso, reabsorve albumina, sódio, potássio e cálcio.

O rim também é responsável pela produção dos seguintes hormônios:

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico da insuficiência renal se dá através da estimação da Taxa de filtração glomerular. A mesma pode ser estimada através de amostra isolada de Creatinina sérica. Porém este não é considerado um bom método para o diagnóstico. Atualmente os mais aceitos e utilizados se baseiam em fórmulas de Clearance de creatinina, como a de Cockcroft-Gault ou a de Urina de 24 horas. [1]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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O tratamento da insuficiência renal vai depender da fase em que o paciente se encontra. Caso seja uma insuficiência renal aguda do tipo pré-renal recomenda-se fornecer volume na forma de solução salina, cuidando para evitar a sobrecarga e insuficiência cardíaca congestiva. Na insuficiência aguda pós-renal, o tratamento consiste em desobstruir a saída da urina. Para o tipo renal, o melhor tratamento é a prevenção, tratando adequadamente a hipertensão arterial, o diabetes mellitus e evitando medicamentos nefrotóxicos. As infecções devem ser prontamente tratadas para evitar suas complicações, portanto se você acha que se encontra com um desses quadros clínicos, procure imediatamente um nefromorotassologista, pois ele é o profissional indicado para prescrever um tratamento.

Doenças Renais no Brasil e no Mundo[editar | editar código-fonte]

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), um grande número de pessoas sofre de doenças renais. Algumas apresentam doenças como diabetes e pressão alta que, se não tratadas corretamente podem ocasionar à falência total do funcionamento renal. Existem outras que quando são diagnosticadas já estão com os rins totalmente debilitados, ocorrendo neste caso o encaminhamento do paciente para a hemodiálise. Na maioria dos casos, este tratamento acaba sendo feito para o resto da vida, caso não haja a possibilidade de se fazer o transplante.

Em todo o mundo, 500 milhões de pessoas sofrem de problemas renais e 1,5 milhão delas estão em diálise. As estatísticas revelam também que uma em cada dez pessoas no mundo sofre de doença renal crônica. De acordo com os dados, pacientes com esse tipo de doença têm 10 vezes mais riscos de morte prematura por doenças cardiovasculares. A estimativa é de que 12 milhões de pessoas no mundo morrem por ano de doenças cardiovasculares relacionadas a problemas renais crônicos.

Mais de 80% dos pacientes que fazem diálise, segundo informações da Sociedade Brasileira de Nefrologia, estão nos países desenvolvidos. Na Índia e Paquistão, por exemplo, menos de 10% das pessoas que precisam recebem algum tipo de terapia e na África quase não há acesso ao tratamento e as pessoas acabam morrendo.

O crescente número de doentes renais no Brasil já o tornou o terceiro maior mercado de hemodiálise do mundo. No Brasil a doença atinge 2 milhões de pessoas, sendo que 60% não sabem . Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, em 2005, foram 32.329 novos pacientes. A taxa de aumento de 2005 para 2006 foi estimada em 8,8%. Segundo as informações, dos 120 mil brasileiros que precisam fazer hemodiálise, apenas 70 mil estão em tratamento. Em janeiro de 2006 o número de pacientes chegou a 70.872. O número de óbitos em 2005 foi de 12.528, sendo a taxa de mortalidade de 13%.

No Brasil, 98,2% dos centros de tratamento dialítico possuem convênio com o SUS; 89,9% dos pacientes são reembolsados pelo SUS e, 12,1% dos pacientes possuem outros convênios. Os números apontam ainda que 47% dos pacientes em diálise estão na fila do transplante renal e 25% dos pacientes em tratamento, são diabéticos. Estima-se que em 2010 o número de pessoas em diálise no Brasil seja de 125 mil.

Projetos de Prevenção às Doenças Renais[editar | editar código-fonte]

Existem empresas e entidades que desenvolvem ações para consciencializar as pessoas sobre às doenças renais. A maioria delas têm como objetivo despertar na população que a prevenção ainda é o melhor remédio.

Entre eles podemos destacar:

  • Campanha de Prevenção de Doença Renal da Sociedade Brasileira de Nefrologia[2]
  • Blogue cuide dos seus rins[3]

Este blogue pretende abrir um espaço para a discussão em torno do assunto e foi desenvolvido pela Sultech.

  • Liga Acadêmica de Prevenção às Doenças Renais (PRE-RENAL), da UFJF[4]

A PRE-RENAL é uma Liga Acadêmica da UFJF que realiza ações e campanhas com o intuito de despertar a atenção da população para a importância de prevenir e tratar a DRC nas suas fases iniciais.

Ver também[editar | editar código-fonte]