Insurgência talibã

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Guerra atual
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Insurgência talibã
Guerra no Afeganistão (2001-presente),
Guerra Civil do Afeganistão
SF Sgt Mario Vigil with SF and NA forces west of Konduz in November 2001.jpg
Militares americanos e afegãos durante uma operação conjunta contra os insurgentes islâmicos.
Data 2002 - presente
Local Sul do Afeganistão
Desfecho Conflito em curso
Combatentes
 Estados Unidos,
 Reino Unido,
 Canadá,
 Austrália,
ISAF-Logo.svg ISAF,
 Alemanha
Afeganistão Exército Nacional Afegão
Flag of Taliban.svg Talibã,
Flag of al-Qaeda in Iraq.svg Al-Qaeda,
Flag of Jihad.svg Movimento Islâmico do Uzbequistão,
Flag of Jihad.svg Hezbi-Islami
Comandantes
Estados Unidos William J. Fallon,
Estados Unidos Dan McNeill,
Alemanha Egon Ramms,
Países Baixos Ton van Loon
Canadá Guy Laroche,
Afeganistão Bismillah Khan Mohammadi,
Afeganistão Hamid Karzai,
Afeganistão Mohammed Fahim,
Afeganistão Abdul Rashid Dostum
Afeganistão Ashraf Ghani
Flag of Taliban.svg Mohammed Omar,
Flag of Taliban.svg Obaidullah Akhund,
Flag of Taliban.svg Mulá Dadullah,
Flag of Taliban.svg Jalaluddin Haqqani,
Flag of al-Qaeda in Iraq.svg Osama bin Laden,
Flag of Jihad.svg Ayman al-Zawahiri,
Gulbuddin Hekmatyar
Baixas
Coalizão:
1.895 mortos
1 capturado (EUA)
11.190+ feridos
Forças de segurança afegãs: 6.500+ mortos, centenas capturados
15.000+ mortos, 1.000+ capturados (est.)[1]

A insurgência talibã iniciou-se logo após queda do regime Talibã na sequência da Guerra no Afeganistão em 2001. Os talibãs continuam a atacar a tropas afegãs, americanas, e outras tropas da ISAF e OTAN, e muitos incidentes terroristas atribuídos a eles tem sido registados. A Al-Qaeda está estreitamente associada à sua atividade. A guerra também se espalhou para o Paquistão, na Guerra no Waziristão.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O Talibã surgiu na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão no final da década de 1980 como um grupo armado, período em que o Afeganistão estava sob ocupação soviética (1979-1989), reunindo pashtuns (maioria étnica da população afegã) resistiam à presença soviética no Afeganistão. O governo paquistanês esteve diretamente envolvido à fundação e fortalecimento do Taliban. No periodo, Islamabad deu apoio direto e indireto ao movimento radical e treinou combatentes no Afeganistão; os Estados Unidos visando prejudicar a União Soviética, devido a Guerra Fria, forneceram apoio financeiro ao movimento.

O Talibã chegaria ao poder em 1996, vitorioso na guerra civil entre grupos islâmicos que se seguiu à retirada soviética, em 1989; e instauraria um governo de terror, impondo a sharia: oprimindo mulheres, perseguindo minorias étnicas, promovendo expurgos e implodindo as estátuas dos budas de Bamiyan, patrimônio da humanidade.

Em 2001, após os atentados de 11 de setembro, o regime foi deposto por uma coalizão liderada pelos EUA por abrigar membros da Al-Qaeda, incluindo seu líder Osama bin Laden. [2]

O conflito[editar | editar código-fonte]

Após fugir das forças americanas ao longo do Verão de 2002, os talibãs remanescentes gradualmente começaram a reconquistar sua confiança e lançaram a insurreição que Mulá Mohammed Omar havia prometido durante os últimos dias do Taliban no poder. Durante Setembro de 2002, forças talibãs começaram um recrutamento em unidades de áreas Pashtuns, tanto no Afeganistão e no Paquistão para lançar uma nova "jihad", ou guerra santa contra o governo afegão liderado pela coligação e os EUA. Pequenos acampamentos móveis foram estabelecidos ao longo da fronteira com o Paquistão pela al-Qaeda e por talibãs fugitivos para treinar novos recrutas em guerrilha e táticas terroristas, de acordo com fontes afegãs e um relatório das Nações Unidas. A maioria dos novos recrutas foram recrutados nas madrassas ou escolas religiosas das áreas tribais do Paquistão, de que o Talibã havia surgido. As principais bases, algumas com mais de 200 homens, foram criadas nas áreas tribais nas montanhas do Paquistão até ao Verão de 2003.

O desvio de foco e de atenção por parte da administração de George W. Bush devido a Guerra do Iraque, a topografia e o isolamento do local, a profunda desconfiança paquistanesa com os EUA, e o fortalecimento da Al Qaeda na região, favoreceram o aumento da insurgência talibã, o que tornou-se um empecilho para os EUA. Outro problema é a produção ópio, uma vez que a atual insurreição depende da venda de ópio para comprar armas, formar os seus membros, e comprar apoio. Em 2001, o Afeganistão produziu apenas 11% do consumo mundial de ópio, e atualmente produz 93% da produção mundial, e o comércio de drogas é responsável por metade do PIB do Afeganistão. [3]

A porosa região fronteiriça entre o Afeganistão e o Paquistão, controlada por lideres tribais da etnia pashtun, é um bastião do grupo islâmico Taleban e da Al Qaeda, e o Paquistão é acusado de fazer "vista grossa" aos extremistas islâmicos do Talibã. Os EUA estão insatisfeitos com a permissidade na fronteira afegã-paquistanesa, onde há focos de militantes do Talebã e Al Qaeda agindo livremente, bem como as operações militares paquistanesas que se revelaram de pouca utilidade. O ISI (serviço secreto paquistanês) é acusado de manter estreitos laços com radicais islâmicos e de colaborar com os insurgentes.

O Afeganistão tem enfrentado um aumento da violência sem precedentes. A ONU calcula que em 2007 cerca de 1500 civis foram mortos em bombardeios, 50% a mais que no ano anterior. Entre 2007 e 2008, houve um aumento de 40% no número de mortos.

Com a eleição de Barack Obama à presidência dos EUA, mudou-se o foco da ação militar global da Guerra ao Terror do Iraque para a fronteira Afeganistão-Paquistão. O "Plano Obama" prevê a derrota da Al Qaeda no Afeganistão e Paquistão, ajuda financeira ao Paquistão, aumento da presença militar dos EUA no Afeganistão e negociar com os membros moderados do Taleban com o objetivo de torna-los um partido político. [4] [5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências