Interferômetro de Michelson

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O Interferômetro de Michelson é o tipo mais fundamental de interferômetro de dois feixes. Este aparelho foi utilizado por Albert Michelson e Edward Morley em 1887, para tentar medir o movimento da Terra em relação ao éter. Esse experimento é conhecido como a Experiência de Michelson-Morley. O instrumento pode ser usado também para medir comprimentos de onda com grande precisão.

Descrição [editar]

Esquema de funcionamento do Interferômetro de Michelson.
Pequeno Interferômetro de Michelson usado em experimentos didáticos de Física.

Nesse interferômetro, um feixe de luz monocromático atravessa um espelho semi-transparente que faz com que o feixe incidente seja dividido em dois. Uma parte da luz é transmitida através desse espelho até o espelho à direita, como mostra a figura ao lado, é refletida de volta para o espelho semi-transparente e então é refletida para o detector, localizado na parte inferior da figura. A outra parte é refletida pelo espelho semi-transparente até o espelho mostrado na parte superior da figura, onde é novamente refletida, passando através do espelho semi-transparente até o detector.1

Quando os dois componentes da luz são recombinados no detector, pode haver uma diferença de fase entre eles, já que eles podem ter percorrido caminhos diferentes. Eles interferem construtiva ou destrutivamente, dependendo da diferença de caminho. Se os dois caminhos percorridos forem iguais ou diferirem por um número inteiro de comprimento de onda, ocorre uma interferência construtiva e é registrado um sinal forte no detector. Se, no entanto, a diferença for um número inteiro e mais meio comprimento de onda, ocorre uma interferência destrutiva e é registrado um sinal muito fraco no detector.

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Referências

  1. Young, Hugh D.; Freedman, Roger A.. Física IV: ótica e física moderna. 12 ed. São Paulo: Addison Wesley, 2009. 100 p. vol. 4. ISBN 978-85-88639-35-5