Interior de Mato Grosso do Sul

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Oficialmente, nos órgãos federais, imprensa e universidades, o Interior do estado de Mato Grosso do Sul (ou interior sul-mato-grossense) se refere ao local que não é a capital do estado. O interior possui uma cultura muito rica, possuindo por exemplo, vários sotaques próprios e diferentes daquele da capital do estado, além da variedade gastronômica, musical e de eventos, entre outros.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização e território[editar | editar código-fonte]

Ocupa uma superfície de cerca de 350.059 km² e possui ainda 77 municípios, cinco mesorregiões geográficas e onze microrregiões geográficas, de acordo com o IBGE.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O arcabouço geológico do Mato Grosso do Sul é formado por três unidades geotectônicas distintas: a plataforma amazônica, o cinturão metamórfico Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná. Sobre essas unidades, visualizam-se dois conjuntos estruturais. O primeiro, mais antigo, com dobras e falhas, está localizado em terrenos pré-cambrianos, e o segundo, em terrenos fanerozóicos, na bacia sedimentar do Paraná.

Não ocorrem grandes altitudes nas duas principais formações montanhosas, as serras da Bodoquena e de Maracaju, que formam os divisores de águas das bacias do Paraguai e do Paraná. As altitudes médias do estado ficam entre 200 e 600 metros.

O planalto da bacia do Paraná ocupa toda a porção leste do estado. Constitui uma projeção do planalto Meridional, grande unidade de relevo que domina a região sul do país. Apresenta extensas superfícies planas, com 400 a mil metros de altitude. Já a baixada do rio Paraguai, domina a região oeste, com rupturas de declives ou relevos residuais, representados por escarpas e morrarias.

Estendendo-se por uma vasta área de noroeste do estado, a baixada do rio Paraguai é parte da grande depressão que separa, no centro do continente, o planalto Brasileiro, a leste, da Cordilheira dos Andes, a oeste. Sua maior porção é formada por uma planície aluvial sujeita a inundações periódicas, a planície do Pantanal, cujas altitudes oscilam entre 100 e 200m. Em meio à planície do Pantanal ocorrem alguns maciços isolados, como o de Urucum, com 1.160m de altitude, próximo à cidade de Corumbá.

Clima[editar | editar código-fonte]

Na maior parte do território do estado predomina o clima do tipo tropical, com chuvas de verão e inverno seco, caracterizado por médias termométricas que variam entre 25°C na baixada do Paraguai e 20°C no planalto. A pluviosidade é de aproximadamente 1.500mm anuais. No extremo meridional ocorre o clima subtropical, em virtude de uma latitude um pouco mais elevada e do relevo de planalto. A média térmica é pouco superior a 20°C, com queda de até 0°C nos meses mais frios do ano. A menor temperatura já registrada no interior do estado ocorreu em Ponta Porã, com -6°C em 1975 e ocorrência de neve [carece de fontes?]. As geadas são comuns no sul do estado registrando em média 3 ocorrências do fenômeno por ano. Observa-se o mesmo regime de chuvas de verão e inverno seco, e a pluviosidade anual é, também, de 1.500mm.

No estado, percebe-se grande variação de temperaturas, sendo registradas pelo menos uma vez ao ano temperaturas máximas próximas de 40°C e mínimas próximas a 0°C.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O território estadual é drenado a leste pelos sistemas dos rios Paraná, sendo seus principais afluentes os rios Sucuriú, Verde, Pardo e Ivinhema; a oeste é drenado pelo Paraguai, cujos principais afluentes são os rios Taquari, Aquidauana e Miranda. Pelo Rio Paraguai escoam as águas da planície do Pantanal e terrenos periféricos. Na baixada, produzem-se anualmente inundações de longa duração.

De novembro a março, o Pantanal vive o período das cheias, as depressões são inundadas, formando extensos lagos, reconhecidos como Baías. Alguns desses lagos são alcalinos, apresentando diferentes cores e suas águas, de acordo com as algas que ali se desenvolvem e criam matizes de verde, amarelo, azul, vermelho ou preto. Esses lagos também se interligam ou não por pequenos rios perenes ou periódicos. Nas enchentes ocorre uma interligação entre rios, braços, baías na vazante, a terra enriquecida pelo húmus, se transforma na mais rica fonte de alimentos para sua flora e fauna. Na estação da vazante (de abril a outubro), os rios começam a baixar seus leitos, formando "corixos" ou baías que retém grande quantidade de peixes, fenômeno conhecido pelo nome de "lufada". De julho a setembro a terra é mais seca e a temperatura é amena, chegando a esfriar à noite. No início das chuvas, de outubro a dezembro, o calor é intenso, os rios começam a inundar as terras baixas, os mosquitos proliferam e os mamíferos migram para as terras altas.

A linha de divisa com o estado de Mato Grosso segue limites naturais formados por vários rios.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Os cerrados recobrem a maior parte do estado.

Na planície do Pantanal, no oeste do estado, durante o período de cheias do Rio Paraguai , a região vira a maior região alagadiça do planeta, lá se combinam vegetações de todo o Brasil, até mesmo da Caatinga e da Floresta Amazônica, e é um dos biomas com maior biodiversidade do Brasil.

Os campos, que constituem cinco por cento da vegetação do estado, ocupam ainda uma pequena área na região de Bela Vista. Já no extremo leste sul-matogrossense, há resquícios de Mata Atlântica às margens do rio Paraná.

História[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

O interior de Mato Grosso do Sul possui um grande desenvolvimento econômico, pois é vizinho dos grandes centros produtores e consumidores do Brasil: Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de fazer fronteira com dois países sul-americanos (Bolívia e Paraguai), uma vez que se situa na rota de mercados potenciais de toda a zona ocidental da América do Sul e se comunica com a Argentina através da Bacia do Rio da Prata, dando também acesso ao oceano Atlântico e ao Pacífico através dos países andinos, como Bolívia e Chile. A principal área econômica do estado do Mato Grosso do Sul é a do planalto da bacia do Paraná, com seus solos florestais e de terra roxa. Nessa região, os meios de transporte são mais eficientes e os mercados consumidores da região Sudeste estão mais próximos.

Sua economia está baseado na produção rural (animal, vegetal, extrativa vegetal e indústria rural), indústria, extração mineral, turismo e prestação de serviços. Mato Grosso do Sul possui um dos maiores rebanhos bovinos do país. Além da vocação agropecuária, a infra-estrutura econômica existente e a localização geográfica permitem a região exercer o papel de centro de redistribuição de produtos oriundos dos grandes centros consumidores para o restante da região Centro-Oeste e a região Norte do Brasil. No interior, os três municípios com maior participação na composição do PIB estadual, segundo o IBGE são: Corumbá (pólo de pecuária de cria e recria, mineral e turismo) com um PIB de R$ 1,97 bilhão, seguido de Dourados (pólo agropecuário e agroindustrial, comercial e de serviços), com um PIB de R$ 1,93 bilhão, e Três Lagoas (pólo industrial), com um PIB de R$ 1,1 bi. Outros municípios que também se destacam na participação do PIB são Nova Andradina, Maracaju e Naviraí, possuindo cada uma PIB de mais de 480 milhões de reais e cerca de 35 mil habitantes. Nos anos 90 um novo método acabou se aliando ao processo de modernização agropecuária: com o objetivo de aumentar a receita municipal, alguns prefeitos, sem qualquer critério, passaram a usar mecanismos artificiais, como o aumento do perímetro urbano.

Setor primário[editar | editar código-fonte]

A maior produção agropecuária concentra-se na região de Dourados. Desenvolve-se uma agricultura diversificada, com culturas de soja, arroz, café, trigo, milho, feijão, mandioca, algodão, amendoim e cana-de-açúcar. Nos campos limpos, pratica-se a pecuária de corte, com numeroso rebanho assumindo importância nas áreas agrícolas. Possui rebanhos de bovinos, muares, eqüinos, suínos, caprinos, ovinos, galinhas, coelhos, bubalinos, galos, frangas, frangos, pintos, asininos e codornas. No Pantanal, a oeste, estão as melhores pastagens do estado.

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

A maior parte da energia consumida no estado é produzida pela usina hidrelétrica de Jupiá, instalada no rio Paraná, no estado de São Paulo. As indústrias do interior de Mato Grosso do Sul são responsáveis por quinze por cento desse consumo. O estado conta com importantes jazidas de ferro, manganês, calcário, mármore e estanho. Uma das maiores jazidas mundiais de ferro é a do monte Urucum, situado no município de Corumbá. De modo geral, o solo tem boas propriedades físicas, mas propriedades químicas fracas, o que exige a correção de cerca de quarenta por cento da área total com o emprego de calcário.

A principal atividade industrial do Mato Grosso do Sul é a produção de gêneros alimentícios, seguida da transformação de minerais não-metálicos e da indústria de madeira. Até antes do desmembramento, toda a carne produzida no Mato Grosso era beneficiada no atual Mato Grosso do Sul. Corumbá é o maior núcleo industrial do Centro-Oeste, com indústrias de cimento, fiação, curtume, beneficiamento de cereais e uma siderúrgica que trata o minério do Maciço do Urucum.

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

O turismo ecológico também representa uma importante fonte de receita para o estado. A região do pantanal sul mato-grossense atrai visitantes do resto do país e do mundo, interessados em conhecer a beleza natural na região.

Turismo
Cachoeira na Estância Mimosa em Bonito.
Tenda de artesanato em Bonito.
Pôr do sol no Pantanal.

Possui atrativos naturais e culturais que podem ser vistos ao participar de passeios turísticos. Os cenários são distintos e com belezas peculiares, sendo rico em flora, fauna e exuberância da natureza. A dedicação de seus habitantes o tornaram uma das mais produtivas áreas agrícolas e seus visitantes devem provar sua comida típica. Principais pontos turísticos:

  • Complexo do Pantanal: é a mais extensa área úmida contínua do Planeta e um santuário ecológico que abriga a maior diversidade mundial de fauna e flora. Nele vivem aproximadamente 650 espécies de aves (cabeças-secas, garças e jaburus, o martim-pescador, os biguás, o pato-do-mato, o colhereiro, o jaçanã, o anu-branco, o pica-pau, entre outras), 240 espécies de peixes (piranha, o pintado, o pacu, o curimbatá e o dourado), 50 de répteis, 80 de mamíferos, além de uma imensa diversidade na flora que abriga pastagens nativas, plantas apícolas, comestíveis, taníferas e medicinais.
  • Comércio fronteiriço: para quem busca a opção de compra pelo livre comércio, há as opções das cidades que fazem fronteira com zonas francas como Ponta Porã, Bela Vista, Corumbá e Porto Murtinho.
  • Serra da Bodoquena: onde se localiza Bonito, uma cidade pequena que possui solo calcário é responsável pela cristalinidade dos rios. Região conhecida pelas grutas, cachoeiras e corredeiras.

Urbanização[editar | editar código-fonte]

A população urbana do interior do estado, a partir dos anos 1980, apresenta um acentuado crescimento. Apesar das atividades rurais exercerem forte influência, o crescimento urbano cresce em harmonia com a agropecuária, que é proporcionalmente muito forte, pois se modernizou nos últimos anos e favoreceu a migração do campo para as cidades. Os domicílios compostos por quatro pessoas constituem o maior número de domicílios no interior do estado, sendo esta tendência quase homogênea no País e reflete, na média, o predomínio da chamada família nuclear, ou seja, casal e dois filhos.

No geral o cenário demográfico e social apresentado no interior de Mato Grosso do Sul se baseia na tomada de decisões das diversas instâncias de atuação da sociedade civil, da academia e dos diversos níveis de governos, possibilitando e adequando o planejamento e ações dentro de uma visão panorâmica real nos níveis desejados de qualidade de vida e com o devido padrão de desenvolvimento sustentável.

Cidades[editar | editar código-fonte]

Entre as cidades que compõem o interior do Estado, destacam-se as cidades de maior população. Relação e informações das cidades que tem mais de 25 mil habitantes (IBGE 2008) em ordem decrescente:

  • Dourados (população de 200.601 habitantes; PIB de R$ 1.930.401.000; área total de 4.096,9 km² e 40,6800 km² de área urbana): é a maior cidade do interior do estado e a segunda depois da capital, é conhecida por ser um importante centro comercial, industrial e agropecuário do estado;
  • Três Lagoas (população de 105.556 habitantes; PIB de R$ 2.014.697.000; área total de 10.235,8 km² e 18,4870 km² de área urbana): situada a extremo leste de MS, é conhecida pelo turismo no rio Paraná e hidrelétrica de Jupiá, dentro de poucos anos poderá ser o maior centro industrial de MS;
  • Corumbá (população de 104.196 habitantes; PIB de R$ 1.973.945.000; área total de 65.165,8 km² e 21,5777 km² de área urbana): às margens do rio Paraguai, é conurbada[necessário esclarecer] com Ladário e mais três cidades do lado boliviano (Puerto Suarez, Puerto Quijarro e Puerto Aguirre), que são procuradas por seu artesanato em cerâmica, couro, lã, prata e tapeçaria, além de eletrônicos e eletrodomésticos. Importante centro cultural e de eventos de Mato Grosso do Sul, possui vários centros culturais e de exposições, museus e bibliotecas, além de sediar o Festival América do Sul, maior evento multicultural do continente. Em pleno Pantanal, além de ser centro de apoio dentro da região, a cidade oferece voos panorâmicos sobre a região e safáris fotográficos;
  • Ponta Porã (população de 74.601 habitantes; PIB de R$ 504.810.000; área total de 5.359,3 km² e 13,7151 km² de área urbana): situada no cone-sul do estado, também atrai muitos visitantes por ser centro de livre comércio;
  • Aquidauana (população de 46.266 habitantes; PIB de R$ 319.029.000; área total de 17.008,5 km² e 8,6344 km² de área urbana): está localizada na entrada do Pantanal e entre fevereiro e outubro a pesca é permitida e cada espaço à beira do rio passa a ser disputado pelos que querem pescar seu peixe;
  • Nova Andradina (população de 44.971 habitantes; PIB de R$ 550.716.000; área total de 4.788,2 km² e 7,6635 km² de área urbana): está situada no sudeste de MS, é fortemente dependente da agropecuária, sendo também um importante pólo de criação e abate de bovinos do Brasil;
  • Naviraí (população de 44.828 habitantes; PIB de R$ 488.043.000; área total de 3.172,9 km² e 7,3800 km² área urbana): está situada no cone-sul de MS, sendo um importante centro regional pelo comércio e serviços que oferece.
  • Paranaíba (população de 40.118 habitantes; PIB de R$ 341.250.000; área total de 5.423,6 km² e 7,7400 km² de área urbana): localiza-se estrategicamente numa região de integração das economias do Brasil (Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais) e se situa também no entroncamento de três macro-eixos de desenvolvimento econômico estadual (ao lado do eixo aquaviário do rio Paraná; eixo da Ferronorte e eixo do Gasoduto Bolívia-Brasil). É o portal do nordeste de Mato Grosso do Sul e famosa pela ponte metálica.
  • Sidrolândia (população de 39.636 habitantes; PIB de R$ 389.972.000; área total de 5.300,9 km² e 4,2061 km² de área urbana): está situada próximo a Campo Grande, sendo um importante centro agropecuário. Sidrolândia encontra-se nos campos da Vacaria do Planalto da Serra de Maracajú, seu solo é levemente ondulado e constituído de terras rochas, resultado da decomposição de rochas vulcânicas.
  • Amambai (população de 34.501 habitantes; PIB de R$ 256.580.000; área total de 4.212,3 km² e 7,2900 km² de área urbana): o município está localizado na região sul do Estado de Mato Grosso do Sul, numa região de relevo levemente ondulado, predominando os Campos de Vacaria e Mata de Dourados. Situada a poucos quilômetros da fronteira com o Paraguai, depende da agropecuária
  • Coxim (população de 32.767 habitantes; PIB de R$ 297.141.000; área total de 6.430,7 km² e 7,0558 km² de área urbana): principal e mais importante cidade do norte de Mato Grosso do Sul, é conhecido nacionalmente como capital do peixe e terra do pé de cedro. Antigo domínio dos índios Caiapós, é muito procurada pelos que praticam canoagem nas corredeiras do rio Taquari ou que pretendem ver o espetáculo da piracema, de novembro a janeiro;
  • Maracaju (população de 31.933 habitantes; PIB de R$ 494.433.000; área total de 5.312,9 km² e 5,5195 km² de área urbana): situada no centro-sul de MS, possui um dos maiores PIBs do estado. A única cidade no estado com seu perímetro urbano totalmente asfaltado. É conhecida como a Capital da lingüiça onde, todo ano, é realizada a Festa da Linguiça tradicional de Maracaju.
  • Rio Brilhante (população de 27.435 habitantes; PIB de R$ 408.443.000; área total de 3.998,1 km² e 4,4070 km² de área urbana): fica entre Campo Grande e Dourados, as duas maiores cidades de Mato Grosso do Sul

(*) Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de auto-declaração).

Infra-estrutura[editar | editar código-fonte]

Energia[editar | editar código-fonte]

O estado é carente de energia elétrica, sendo esse o seu principal obstáculo para a instalação de indústrias na região. A maior parte da eletricidade que o estado consome é comprada de fora, especialmente de São Paulo.

Gasoduto, a panacéia desenvolvimentista

O gasoduto delega um dos maiores investimentos destinados para todas as regiões por onde ele atravessa. Funcionando desde 2001 e tendo contrato inicial de 20 anos, possui potencial para promover vários investimentos públicos. Em Mato Grosso do Sul o gasoduto percorre um total de 702 quilômetros, com previsão de construção de uma usina separadora em Puerto Suárez para a transformação do gás natural em gás seco e este será canalizado até Corumbá para consumo de energia industrial. Com relação ao Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), o projeto acusa problemas ambientais num primeiro momento: a sua construção pode afugentar a fauna e provocar danos à natureza com as escavações e uso de dinamite. Quando começar a funcionar, o gasoduto irá transportar 16 milhões de metros cúbicos/dia, e será necessária segurança necessária para evitar acidentes (vazamentos, acidentes físicos com o duto, entre outros problemas), já que o duto está apenas a um metro de profundidade. Com relação ao impacto social, este empreendimento foi o responsável pela desapropriação de algumas propriedades de pequenos produtores.

Meios de transporte[editar | editar código-fonte]

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

O estado é servido por duas linhas ferroviárias:

  • Estrada de Ferro Noroeste do Brasil: a ferrovia foi construída há mais de meio século e o eixo viário corta o Mato Grosso do Sul da divisa com São Paulo, em Três Lagoas, permitindo também o acesso à Bolívia, Peru e Chile. Entretanto, foi extinta com a privatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) em 1995, quando o grupo americano Noel Group, que na época era sócio majoritário da Empresa Novoeste S/A (empresa adquirida em 2006 pela ALL), assumiu a concessão do trecho Bauru (São Paulo) – Corumbá, mas acabou abandonando a mesma, a ponto de a falta de manutenção da ferrovia ter prejudicado o transporte da produção agrícola de Mato Grosso do Sul e também da Bolívia, funcionando de forma precária e restringindo-se quase exclusivamente ao transporte de carga. A abertura de frentes pioneiras com a construção de ferrovias formam conquistas e avanços nas terras indígenas, mas também acaba causando graves problemas sociais, como a desterritorialização, marginalização e empobrecimento dos nativos, que se deslocam para as periferias das cidades. Este meio de transporte já funcionou conduzindo passageiros com a função de turismo ou de comércio de exportação, partindo de São Paulo a Bauru, de Bauru a Corumbá e de Corumbá à Bolívia, percorrendo 1.618 km em território brasileiro. Atualmente a ALL administra a ferrovia através da Novoeste (antigo Trem do Pantanal), transportando anualmente mais de 2 milhões de toneladas de mercadorias tais como: minério de ferro, minério de manganês, soja, cimento, derivados de petróleo, combustíveis, produtos siderúrgicos dentre outros. Este elemento articula os vetores sócio-econômicos, e através dela ocorre a integração de novos países ao bloco regional Mercosul. Faz parte das metas do governo estadual e federal reativar o agora chamado Trem do Pantanal para passageiros lentamente até 2009.
  • Ferronorte: mais recente (construída entre as décadas de 1980 e 1990), sai de Santa Fé do Sul (passando pela Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Paraná) no estado de São Paulo e cruza o rio Paraná até Aparecida do Taboado. Daí segue para o norte do estado, passando por cidades como Inocência e Chapadão do Sul até atingir Alto Taquari, no sul do estado de Mato Grosso. Tem como principais produtos para transporte os grãos para exportações.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Seu sistema viário contribui em boa medida para o escoamento da produção agropecuária. Os principais eixos rodoviários são:

Fluvial[editar | editar código-fonte]

A navegação fluvial, que já teve importância decisiva, vem perdendo a preeminência. O principal porto é os da região de Corumbá (Corumbá, Ladário, Porto Esperança) e Porto Murtinho, todos no rio Paraguai.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

O interior de Mato Grosso do Sul é muito bem servido no que diz respeito a aeroportos, possuindo quatro em operação:

Social[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]