Interlinguística

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A interlinguística, ou interlingüística, é o ramo da lingüística que estuda as línguas auxiliares. Línguas auxiliares ou línguas francas, são as utilizadas por falantes de línguas diferentes para uma comunicação mútua. Sempre houve línguas auxiliares, a mais importante delas na Antiguidade foi o latim, que permaneceu como língua da cultura até meados do século XV quando então as línguas nacionais passaram a ter literatura erudita própria. Após o latim, sequencialmente e mesmo simultaneamente, o francês e o inglês passaram a ser as línguas francas do mundo, e atualmente o inglês predomina na preferência da comunicação entre pessoas de línguas diversas.

O estudo das interlínguas é no entanto relativamente recente. Os primeiros estudos que se podem considerar de fato como interlingüísticos surgiram somente no século XIX quando o polonês Ludwik Lejzer Zamenhof (ou em português, Luiz Lázaro Zamenhof) enfrentou realisticamente a possibilidade de criar uma língua que fosse facilmente aprendida por qualquer pessoa. Nesse processo criou o Esperanto, a língua planejada de maior divulgação atual. Esses estudos lançaram as bases da interlingüística, principalmente pelos postulados da menor variabilidade possível, necessidade de utilizar raízes comuns a maioria das línguas possíveis e necessidade de facilidade de derivação de palavras a partir das raízes. Com o crescimento e a viabilidade do esperanto, várias outras pessoas se lançaram na empreitada de o melhorarem ou de criar alternativas a ele.

O segundo grande passo da interlingüística foi a criação da Interlíngua, uma proposta de interlíngua lançada em 1951. A Interlíngua foi criada pela IALA (International Auxiliary Language AssociationAssociação para a Língua Auxiliar Internacional) uma associação de linguistas e referendada por estudiosos ao redor do mundo. Apesar da euforia inicial até com surgimento de publicações e mesmo revistas médicas nessa língua, atualmente ela atinge poucos falantes. Há de se destacar, porém, que a maior defesa dessa língua é a facilidade de leitura com pouco ou nenhum estudo prévio pelos falantes das línguas neolatinas e anglo-saxônicas.

Após isso, a interlingüistica passou por pouco avanço sendo em algumas instituições confundidas com o estudo de uma ou outra interlíngua específica.