Internet das Coisas

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A Internet das coisas (inglês: Internet of Things - IoT) é um conceito de revolução tecnológica que representa o futuro da computação e da comunicação, algo que une o mundo físico ao mundo digital, de forma que, por meio das tecnologias, as pessoas sejam capazes de interagir entre si e também com os objetos ao seu redor, e estes objetos, por sua vez, também sejam capazes de interagir com as pessoas e entre si[1] .

A evolução da Internet das Coisas depende da inovação técnica e dinâmica em campos como os sensores wireless e a nanotecnologia, mas a velocidade desta evolução é tão crescente e constante que já transformou esta tecnologia em realidade. Realidade esta que ainda está engatinhando, mas que provavelmente em uma ou duas décadas terá sido transformada em realidade e adoção em massa[2] .

O conceito de IoT está cada vez mais enfincado na mente das pessoas. Em uma pesquisa realizada pela Pew Research com 1,6 mil experts, cerca de 83% deles afirmam acreditar que até 2025 a internet das coisas terá entrado de vez nas vidas das pessoas. Além disso, em suas publicações recentes, até mesmo o dicionário Oxford, conhecido por sua credibilidade, incluiu a expressão em suas últimas versões.

Definição Original[editar | editar código-fonte]

Foi Kevin Ashton, co-fundador e ex-diretor executivo do MIT, que criou a expressão Internet das Coisas.

Em seu artigo publicado[3] em 2009 para o Jornal RFID, Kevin ressalta que o fato dele provavelmente ter sido a primeira pessoa a dizer "Internet das coisas" não o dá o direito de controlar a forma como os outros usam a frase. Mas o que ele quis dizer, e ainda assim, é o seguinte: Hoje computadores e, portanto, a Internet é quase totalmente dependente de seres humanos para obter informações[4] . Quase todos os cerca de 50 petabytes (um petabyte é de 1.024 terabytes) de dados disponíveis na Internet foram capturados e criado por seres humanos, digitando, apertando um botão de gravação, tirando uma foto digital ou digitalização de um código de barras... O problema é que as pessoas têm tempo limitado, o que significa que eles não são muito bons em captar dados sobre as coisas do mundo real...E isso é o grande negócio... A tecnologia da informação de hoje é tão dependente de dados originados por pessoas que os nossos computadores sabem mais sobre idéias do que as coisas. Se tivéssemos computadores que saibam de tudo que havia para saber sobre as coisas de dados usando-se reuniam sem qualquer ajuda de nós, seríamos capazes de monitorar e contar tudo, e muito a reduzir o desperdício, perda e custo. Gostaríamos de saber quando as coisas precisavam de substituição, reparação ou recordando, e se eles estavam frescas ou passado o seu melhor.

A internet das Coisas e a Terceira Revolução Industrial[editar | editar código-fonte]

Com o crescimento da miniaturização das tecnologias e o avanço de programas de inclusão tecnológica pelo mundo, a participação de cada indivíduo nos processos de gestão e controle de informações por parte destes indivíduos aumenta. O alcance da informação toma proporções nunca antes vistas pela sociedade.

O escritor estadunidense Jeremy Rifkin[5] cita a Internet das Coisas como um dos pilares do que ele chama de Terceira Revolução Industrial, ou Revolução da Informação, que trará ao mundo uma Nova Ordem Mundial que modificará as relações humanas econômicas e sociais, possivelmente dando fim ao Capitalismo. Segundo Rifkin, a infraestrutura inteligente proporcionada pela IoT terá a capacidade de melhorar a distribuição dos recursos mundiais de forma igualitária, além de ajudar as pessoas a compreender melhor o planeta e desenvolver novas técnicas de exploração dos recursos naturais, de forma mais inteligente, compreendendo o meio ambiente como um todo. Através da evolução Internet das Coisas, os seres humanos podem deixar de ser totalmente reativos e passar a ser proativos, já que tudo estará interligado e todos os processos estarão totalmente acessíveis a todos.

Para o escritor, esta infraestrutura gerará uma rede invisível entre pessoas, máquinas, recursos naturais, linhas de produção, etc. Todos os aspectos da vida econômica e social estarão conectados via internet a uma plataforma comum, gerando a Grande Informação, que, por sua vez, será utilizada para melhorar a eficiência das relações e dos meios de produção.

Aplicações no mundo real

Um dos principais frutos da IoT e prova de sua eficiência aplicada ao mundo real é a criação de aplicativos e campanhas colaborativas que já foram incorporados à vida em sociedade[6] .

Algumas estimativas já apontam que em cerca de dez anos a maior parte das conexões Internet será feita com objetos que não são PCs nem tablets ou smartphones. Alguns estudos apontam que para 2020, cerca de 200 bilhões de objetos ligados estarão à Internet e, provavelmente, estes objetos gerarão um tráfego IP maior que o gerado pelos seres humanos.

Um dos casos mais bem sucedidos é o Waze, criado em 2008 em Israel e recentemente adquirido pelo Google. O Waze é um aplicativo GPS para smartphones que funciona de forma colaborativa. Os usuários atualizam em tempo real com informações de trânsito, facilitando o trajeto de quem está na rua e otimizando o tempo de percurso entre dois pontos.

Também em 2008 foi criado o Airbnb, serviço online comunitário onde os usuários podem anunciar, descobrir e fazer reservas de acomodações em residências particulares. Desde sua criação até o ano de 2012, mais de 10 milhões de reservas já haviam sido efetuadas.

Além da aquisição do Waze, o Google tem apresentado ao mundo diversos exemplos da IoT em prática. O Google Glass, lançado pela empresa em 2014, é um acessório em forma de óculos que permite que seu usuário interaja com diversos conteúdos digitais em realidade aumentada, além de ser capaz de gravar vídeos, tirar fotos e enviar mensagens instantâneas por comando de voz. Outro modelo criado pela empresa é o Google Driverless Car, projeto que promete um carro que não necessita de motorista para se locomover pelo trânsito e funcionaria a partir de sensores de movimento, GPS e sistema interno inteligente.

  1. http://en.wikipedia.org/wiki/Internet_of_Things
  2. http://www.itu.int/osg/spu/publications/internetofthings/
  3. http://www.rfidjournal.com/articles/view?4986
  4. http://kevinjashton.com/2009/06/22/the-internet-of-things/
  5. RIFKIN, Jeremy: The Zero Marginal Cost Society: The Internet of Things, the Collaborative Commons, and the Eclipse of Capitalism
  6. KAUFMAN; Dora/ Roza Erick: Empresas e consumidores em rede – um estudo das práticas colaborativas no Brasil